A coluna da semana vai em forma de blog. Eu poderia falar que há todo um lance experimental, da ordem das revoluções de costumes relacionadas às novas tecnologias e que o ciberespaço permite a construção de... yada-yada-yada... Mas na verdade é porque o trabalho aperta e só dá pra elaborar tópicos mesmo. Montar como blog foi uma "solução criativa" (mentira, foi falta de tempo também).
Aumenta a zona no escritório

Perdeu
The Office na semana passada? Tentou ver a reprise na quinta? Pois é, não teve. O FX meteu os pés pelas mãos e acabou pondo no ar um inédito - o mesmo inédito que deveria passar só no último domingo, e efetivamente passou.
Conclusão: você perdeu mesmo o da outra semana (mas calma, vai haver dois milhões de reprises, que a gente sabe...), viu um inédito antes da hora, viu o mesmo "inédito" de novo no domingo e, se ligar na quinta agora... lá estará o mesmo episódio outra vez.
Postado por: Rodrigo | 9:17 | 2maio2006 | Permalink
Momento "fumei um e vi Lost" da semana
No episódio de
Lost desta semana, notei algo que me pareceu uma contra-referência aos números "mágicos" - eles não aparecem claramente, mas seqüências do episódio podem nos levar a eles.

Mr. Eko contou a história bíblica da descoberta de um certo "livro da lei" durante o reinado de Josias em Judá. O trecho do
Velho Testamento que contém essa história se chama
Segundo Livro de Reis. É o 12º livro da Bíblia completa. Algum doido poderia sustentar a referência de 12=
4+
8, mas eu acho que esse tipo de raciocínio força a barra...
A parte sobre Josias, o rei mencionado na história de Eko, está nos capítulos 22 e
23. O versículo
8 de 22 (ou seja, 22:8) diz: "
Achei o livro da lei na casa do Senhor". O 22:
16 diz: "
Eis que trarei males sobre este lugar e sobre os seus habitantes, conforme todas as palavras do livro que o rei de Judá leu".
O número
23 é um dos nossos velhos conhecidos. O capítulo parece não ter menção especial relacionada aos outros números. Por outro lado, o conteúdo como um todo pode ser uma bomba! Em
Lost, uma coisa bastante importante estava dentro do livro de Eko: a "lei" de não usar o computador para outros fins, sob pena. Pois o capítulo 23 de
Reis 2 narra justamente a reforma do templo em Judá segundo as leis encontradas no "livro da lei do Senhor".

Agora, você junta tudo: Michael, sem querer, quebra a "lei" ao fazer contato com um Walt-fantasma-na-máquina por meio do computador. Teremos agora os males conforme descritos no vídeo ou teremos uma "reforma do templo"? Ou dá tudo na mesma? E o Dharma, então, impôs essa lei e deve ser considerado "o Senhor" na ilha?
Enquanto meu contato no hospício não chega com as respostas, vou postar uma imagem que montei há um tempo, só por curiosidade. É o momento em que Hurley cruza o aeroporto num veículo para deficientes físicos, na primeira temporada:
Aliás, quando Kate saiu do escritório de seu pai, alguém notou uma placa na porta de vidro, dizendo "
BUILD YOUR FUTURE", bem típica de serviço militar? Além disso, bem, ele é militar. E não é exatamente pai dela. Pode ser chifre em cabeça de cavalo, mas também pode ser uma pista incompreendida. Quando a gente não sabe nada, tudo pode ser pista...
Postado por: Rodrigo | 23:42 | 2maio2006 | Permalink
"I see dead people", vol. 35

Se você é fã das atuais dezenas de séries sobrenaturais da TV, fique esperto para uma outra Allison que não a DuBois (de
Medium). A personagem é Alison Mundy e a série se chama
Afterlife (no Brasil,
Outras Vidas - pra variar, um nome nacional babaca que foge do sentido original).
Não se trata de um "fique de olho no próximo
hype da TV", nada disso. É só uma dica mesmo. Mas, justamente devido ao sucesso na Inglaterra e na Austrália, a série britânica já está com uma segunda temporada em desenvolvimento. Talvez dê pra você pegar reprises dos seis capítulos iniciais no canal People+Arts, todo sábado às 19h.
Resumão do conteúdo: médium incompreendida e atormentada busca vida nova e é acompanhada por um cientista cético que acaba se interessando quando o assunto fica pessoal para ele. O resto você procura no Google. Atente para o fato de que o nome dela aparece escrito de tudo quanto é jeito: "Monday", "Munday", "Mundi", "Munde", tudo errado. No
IMDB, no
release oficial da ITV sobre a série, na
Wikipedia e em outros lugares mais confiáveis, o nome é Mundy. O resto é povo que não se preocupa em fazer uma pesquisa, passa informação errada e vai atrapalhar sua busca.
Postado por: Rodrigo | 0:35 | 2maio2006 | Permalink
A comédia que é o drama de hospital
Grey's Anatomy esteve perto do
pulo semana passada. Sem dúvida, o pior capítulo da série até agora, forçado, apelativo, choradeira, inconsistências...
Foi o capítulo divulgado pelo Sony como tendo "Patricia Arquette como convidada especial". E tome warnerismo no Sony: era Rosanna Arquette, irmã da Patricia (de
Medium), com quase nenhuma semelhança física. Alguém tem a obrigação de saber a diferença? Um canal de televisão
tem! No meio da semana, alguém finalmente percebeu. Refizeram a locução da propaganda simplesmente excluindo a parte da participação e deixando sem narração alguma.

Mas legal mesmo foi ver a alfinetada de
Scrubs: "
parece até que eles acompanham a vida da gente e sabem tudo o que acontece de verdade". Um amigo tinha me chamado a atenção pra isso há um tempo, logo que
GA começou, e é verdade. Se você pegar temas centrais grandes (solidão, amizade, rejeição, fé, família, etc) e adaptar para um drama, vai ter
Grey's Anatomy; se fizer uma comédia, tem
Scrubs - que veio bem antes e sabe correlacionar temas e personagens de formas
muito mais criativas.
Considerando que a série do Dr. McDreamy vem perdendo audiência direto lá fora, e o principal motivo alegado por fãs e crítica é justamente fraqueza de roteiro, eu não esperaria boas notícias. Começou bem, engrenou estranho e vem piorando progressivamente. Pena.
Postado por: Rodrigo | 0:33 | 2maio2006 | Permalink
Joey "Tribaney" ataca outra vez!

Você viu a propaganda nova de
Joey, certo? Não bastou errarem uma vez: mesmo depois de a legenda (milagre!) e Carmen Electra dizerem certo, o locutor tasca um novo "Joey Tribaney" no nosso ouvido! O canal Warner comprova mais uma vez que ninguém de lá assiste às suas próprias séries!
Aliás, esse povo não dá um sossego mesmo. Você conhece o filme "
Onze Semanas e um Segredo"?? Ninguém conhece, só o locutor do canal... Segundo ele, foi o que passou no último sábado, com Brad Pitt e George Clooney.
Mais tosco ainda é você entrar no site
em português do Warner - todo fresco, feito em um
flash desnecessário - e boa parte estar em espanhol ou com erros crassos, como "mensajem". Tenta enviar
feedback, dá erro em
todas as vezes. Não dá pra levar a sério mesmo, é um canal que não existe. Alguém pega umas fitas e põe pra rodar na máquina, e só. Grande respeito pelo espectador...

"
Opiniões, há muitas, mas no final"... o Warner está
sempre errado! Inclusive porque a (péssima) série da Amanda Bynes já foi pro saco...
Postado por: Rodrigo | 0:00 | 2maio2006 | Permalink
What the hell is wrong with these people??
Já virou uma coisa normal o pessoal reclamar que alguma telessérie é "chocante demais", "inapropriada" ou, sob qualquer outro argumento, que aquilo não deveria estar na TV. Em muitos casos, claro, não há como discordar.

Mas a coisa mais chocante na TV atualmente não é uma série. Está no programa de
Oprah Winfrey (no Brasil, pelo GNT) e se chama
Debt Diet. Trata-se de um quadro especial do programa, no qual famílias ultra-endividadas são aconselhadas por "especialistas em economia" (seja lá que diabos...) para conseguirem sair do buraco.
Ok, você nunca viu isso na TV e está imaginando aquele pessoal com sete filhos morando num barracão de dois cômodos, vivendo com um salário mínimo e juntando latinha de alumínio pra completar a renda. Não estamos nem perto disso.

Pense na
sua família (e vamos supor um bocado, de agora em diante), com uma renda modesta, porém satisfatória. Dá pra pagar um plano pequeno de internet e TV a cabo, dá pra comprar comida e fazer uma bobagenzinha uma vez por mês, ninguém se mata pelo plano de saúde e a coisa fica feia mesmo quando tem de levar o carro pro mecânico ou quebrar uma parede infiltrada. Talvez você conheça essa vida. Pois as famílias que vão ao programa
Oprah para repensar seus gastos estão
bem acima desse nível de vida!
Chocante mesmo é ver uma família se dizendo "prestes a declarar falência", enquanto mantém carros para papai, mamãe e mais dois filhos adolescentes. Fusquinha? Nunca! Todos são carrões beberrões americanos que, de fato, custam bem menos que aqui. Mas vou deixar pra você imaginar em quanto fica a manutenção disso.
Desesperador mesmo é ver uma família inteira chorando na TV por falta de dinheiro, enquanto mantém 12 cartões de crédito atrasados e "não sabe o que fazer com eles". O marido ganha bem, a esposa trabalha em meio período e até algum dos filhos tem seu primeiro emprego pra dar uma força (a si mesmo), quando tem.

Ridículo mesmo é uma família ficar no vermelho em mais de US$ 2.000,00 todo mês porque
todos se recusam a lavar roupa e, ao invés disso, jogam fora peças semi-usadas para comprar mais. Só se dão conta do papelão quando aparece a reportagem, o analista econômico mostra o valor economizado e os nossos "pobres" homens-das-cavernas-urbanas-
high-tech se desmancham em frente à câmera. Enquanto isso, os filhos adolescentes xingam tudo e todos, porque foram criados na base da gastança e não sabem o que é ouvir um "não".
Patético de verdade é a mamãe sair pro supermercado com um inédito "limite de orçamento" (bem além do necessário, vale dizer), conseguir a façanha de comprar tudo certo só prestando atenção, olhar para a câmera com a cara mais imbecil do mundo e exclamar "
Oh, my God, I did it! I never thought it would be possible! Not bad for my first time!".

Olha, num dos programas foi discutido o fato de a família manter uma fachada de conforto frente a outras pessoas. Convenhamos, manter uma fachada de qualquer natureza é coisa que todos nós neste mundo fazemos, em algum momento. Estar quebrado e tentar manter uma aparente dignidade
sem ficar gastando os tubos chega a ser louvável, em certo sentido. E é bem possível: uma vez que as pessoas acreditam, elas tendem a continuar acreditando e você não teria de fazer muito para dar o tempo de se reerguer. Mas gastar o que não se tem para manter aparências pros amigos, e só?? O nome disso é burrice, pura e simples.
Eu não gostaria de generalizar, sinto mesmo que não estaria sendo justo. Então, prefiro lançar a extensa pergunta para quem quiser responder para si ou no
feedback do
SoBReCarGa: tendo em vista que todas (literalmente todas) as pessoas retratadas no tal quadro são gente de vida comuníssima, com aparência normal e saudável e que, com certeza, aprenderam a somar e subtrair em alguma escola pública de qualidade razoável (não entremos no mérito da matemática financeira) e são dotadas do mesmo cérebro humano de quem escreveu este texto e de quem está lendo... será que todos os americanos são assim??
Afinal, aqui na nossa terra, a maioria das pessoas daquele mesmo nível aprende desde cedo a olhar preços no supermercado; aprende a gastar o que tem e só extrapolar um pouco quando tiver possibilidade de pagar dali a pouco; aprende que bancos ganham uma grana absurda; que cartões de crédito, contas de água, luz, telefone, celular, condomínio, internet, plano de saúde e quaisquer outras geram multa ao passar do vencimento.
Se qualquer recém-nascido sabe disso e se aquele povo todo não tem como ser muito doente ao mesmo tempo, então o que passa na cabeça deles pra gastar daquela maneira sem terem a mínima noção do que estão fazendo? Pode ser, sei lá, um caso de transtorno obsessivo-compulsivo coletivo de que eu ainda não tinha ouvido falar.
Postado por: Rodrigo | 3:1416 | 2maio2006 | Permalink
Detalhes de um lado, resumo do outro
Hah!

Então, você esperava mesmo que um episódio de
Desperate Housewives chamado
All The Juicy Details ("todos os detalhes suculentos"), tratando só de
recapitulação, fosse trazer alguma revelação, ou pior, algum detalhe de verdade, né?
Lembre comigo das suas aulas de redação: quando faz um resumo de alguma coisa, você preserva o quê? Os pontos principais. E exclui o quê?
Os detalhes! O nome do episódio já era uma enganação por si só! Não se deixe levar na próxima.
Pelo que eu lembro, o Sony divulgou o episódio apenas como recapitulação mesmo, sem o sensacionalismo pretendido no título e sem relação com os dois ridículos especiais da temporada passada (um estrangeiro bem ruim e um nacional mais porco que TV aberta). Seria ponto pro canal. Na melhor das hipóteses, fica tudo empatado por conta da besteira na propaganda de
Grey's Anatomy.
Postado por: Rodrigo | 90:210 | 2maio2006 | Permalink
Cable guys
Se a TV paga já representa não sei quantos por cento da audiência televisiva, como diz a propaganda insistente, suspeito de que já passou da hora de alguém cobrar no mínimo alguma organização profissional nesse setor, não é?
Se "a união faz a força" e as minorias nunca têm razão, talvez agora os consumidores de programação a cabo mereçam algum respeito, finalmente. Talvez agora, mas nunca antes; afinal, continuamos sendo minoria. Infelizmente para a maioria, que amarga a ridícula programação aberta sem opção...
Postado por: Rodrigo | 5:60 | 2maio2006 | Permalink
Uma estátua de ébano em Wisteria Lane

Não sei a opinião geral, mas eu tenho asco daquela moradora nova de
Desperate Housewives, a do filho assassino. Não da personagem, mas da atriz. Alfre Woodard até agora não alterou sua expressão facial em qualquer minuto. A cara é sempre a de quem está, ao mesmo tempo, louca pra ir no banheiro e a fim de te estrangular de raiva: preocupação, olhos arregalados, dentes trincados e nenhum músculo se move.
Antes de ela entrar, Oprah Winfrey exibiu em seu programa uma sátira de "nova moradora negra chegando a Wisteria Lane", como tinha sido anunciado, mas com a própria Oprah no papel. Ficou dezenas de vezes melhor que a participação de Woodard, bastante esquecível até agora.
Postado por: Rodrigo | hst:lvst | 2maio2006 | Permalink