Eu não gosto muito de falar sobre o Arctic Monkeys, mas esta é boa. Acredite, você, a banda de Alex Turner já está sendo copiada. São nove bandas cover, formadas por garotos que tem entre 15 e 17 anos. Uma delas é formada por meninas. São as únicas que dispensam a camisa pólo e as espinhas.
Agora, com o lançamento do DVD "Scummy Man" e do EP "Who The Fuck Are Arctic Monkeys?" e futuramente batendo todos os recordes ingleses de vendas, as coisas mudaram mais um pouco. Além de trocarem o unifórme pólo + jeans por casacos caros, os shows estão sendo invadidos por celebridades. O garoto Daniel -Harry Potter - Radcliffe, por exemplo, diz que é fã número 1 e que conhecia a banda há muito tempo.
E a Cooper Owen, casa de leilões especializada em artigos de rock, está começando a se interessar pelas quinquilharias da banda. Tá bom...
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O que você esperava?
A Dirty Pretty Things não será mais reconhecida como a banda de Carl Barat. Mas nada de pânico!
É que, com o lançamento de Bang Bang You’re Dead, na semana que vem, a banda pode alcançar a perfeição que os Libertines não tiveram tempo de conquistar. E que o Babyshambles nem pôde chegar perto, por estar ocupado demais com prisões e tablóides.
Os Libs ainda são muito queridos lá na terra da rainha e a busca por alguma banda boa como eles, pode ter chegado ao fim. O disco, que caiu na rede na semana passada, é um dos maiores peixões do ano, arrisco até a dizer que Bang Bang You’re Dead é melhor, mais maduro e coeso que os dois anteriores.
Uma observação maior sobre o disco dá margem para várias questõezinhas. Será que o título Bang Bang.. é um recado nada sutil para Doherty? E qual o significado da frase “What did you expect?” na faixa-título?
Isso sem falar no nome da banda.. retirado de um filme B, onde o protagonista encontra um coração humano em um banheiro. Seria o coraçãozinho de Barat?
A biografia dos Libertines (Bound Together - The Definitive Libertines) está no topo da lista dos best sellers ingleses, o vídeo de Bang Bang You’re Dead é número um pela terceira semana consecutiva no site da NME e não sai da MTV inglesa.
A disputa por Albion já tem um vencedor.
Dirty no myspace: http://www.myspace.com/dirtyprettythingsofficial
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Já ouviu o quinto podcast desta coluna? Tá bem bacana, cheio de novidades.
www.freeze-pop-cast.blogspot.com/
Tem Vines, Guillemots, Loveninjas, Mates Of State, Yeah Yeah Yeahs...
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Na segunda foi lançado o single Crooked Teeth, e aí eu resolvi falar um pouco sobre o
Death Cab. E para falar de
Death Cab For Cutie um nome é necessário:
Ben Gibbard.
Foi dele a idéia para o nome da banda, que tem sua origem em um conjunto obscuro dos anos 60 chamado
Bonzo Dog Doo-Dah Band, que em 1967 lançou o disco Gorilla, onde uma das faixas se chamava
Death Cab For Cutie. Ok, é um nome estranho, mas saiba que poderia ser pior. Neste disco havia faixas como
Jazz, Delicious Hot, Disgusting Cold e
The Equestrian Statue. Dos males, o menor.
Em 1997 Gibbard chama
Cristopher Walla para gravar uma fitinha K7 que é lançada com o nome de
You Can Play These Songs. É bom que se saiba que Gibbard é um cara inquieto em se tratando de música. Tanto que antes disto ele já estava em um projeto solo chamado
All Time Quarterback, e agora, mesmo após todo o sucesso, ainda mantém outros tantos projetos.
A fita fez barulho na cena independente americana e logo os músicos
Nick Harmer (baixista) e
Nathan Good (baterista) foram recrutados, Chris Walla fica entre guitarras e teclado e
Gibbard assume vocais e guitarras. Em 1998 eles lançam
Something About Airplanes, disco onde a primeira faz tchan, a segunda tchun e a terceira faz tchan tchan tchannnnn. Sem brincadeira, a partir destas três músicas você já define se a relação será de amor ou ódio (convenhamos: ódio apenas se você for um
headbanger do mal!).
Bend To Squares, President Of What e
Champagne from a Paper são os nomes das culpadas.
Something About Airplanes, o disco que fala de aviões e traz um barquinho na capa, é como
Albert Einsten aos 8 anos. Ainda tem muito o que aprender, mas já é infinitamente superior aos coleguinhas de classe. E mesmo assim alguns professores insitem que o guri tem problemas mentais...
Ah, o segundo disco… é aqui que grande parte das promessas de salvação do rock caem por terra.Não com o Death Cab. Em 2000 eles lançam
We Have The Facts And We're Voting Yes, dando uma aula de dream pop charmosinho, onde os vocais de Gibbard são temperados por um reverb suave. Coisa boa um disco
onde é difícil eleger a melhor. Este é assim. Entre as gemas, destaque para as apaixonantes
For What Reason, Loll Wa, 405 e
Company Calls. Aqui nosso Einstein, já adolescente, começa a ganhar reconhecimento e aumenta o número de fãs.

Após o lançamento de
We Have Facts, o baterista passa a ser Michael Scorr e no ano seguinte eles lançam o EP
The Forbidden Love e em 2001,
The Photo Album, discos ainda mais reflexivos que servem para consolidar a banda no hall das queridinhas do indie pop.
Jason McGerr entra para o time em 2003, ano de ouro para o Death Cab, que lança
Transatlanticism, aclamado pela crítica como um dos melhores discos de todos os tempos. O momento de transição da pureza indie para o perigo das
majjors começa a rondar a banda, que lança seu último disco pela Barsuk, selo independente.
Transatlanticism é a teoria da relatividade para a trupe de Ben Gibbard. Nosso Einstein indie é definitivamente, o gordinho mais fofo da face da terra e, além de ter cara de ursinho, ele é responsável pelas letras que misturam apelo pop e melancolia e pela voz cheia de emoção que parece própria para embalar aquele momento da manhã em que você não está totalmente acordado, nem totalmente adormecido.

Coisas incríveis acontecem nesta bolachinha, que é sem dúvida uma das mais recheadas da história do Death Cab. O que pode ser melhor, para um dia de chuva ou para um 31 de dezembro deprimente, do que a canção de abertura
The New Year: "So this is the new year, And i don't feel any different (...)There'd be no distance that could hold us back"
(Falando nisso,
Uma longa queda (
A Long Way Down), livro mais recente do
Nick Hornby, já está nas prateleiras descoladas. Por 32,00 reais, aproximadamente, você pode levar para casa a história de quatro suicidas que se encontram em um terraço londrino, na noite de ano novo. Lindo e pop. Seria Nick Hornby um deus?)
Voltando ao disco, a canção
The New Year é
hours concours e o top 5 fica por conta de
Title and Registration, A Lack of Color, Lightness, Expo 86 e
The Sound of Settling. Esta ultima, inclusive, foi levada ao palco do Bait Shop. Como assim “qual Bait Shop”? Aquele bar super-ultra lá de Orange County...

E o seriado também ajudou na divulgação do disco de 2005,
Plans, lançado em agosto pela gravadora Atlantic. De banda restrita ao circuito alternativo eles entraram, com a maior classe, no mainstream. Aproximadamente 90,000 cópias foram vendidas durante a primeira semana de lançamento, levando a banda ao quarto lugar nas paradas americanas.
Eles já rodaram pelo
Saturday Night Live, são figurinhas carimbadas nas MTVs, fazem parte de trilha sonora de filmes como
Stubbs The Zombie e
Wedding Crashers e até do trash
Big Brother Brasil. E ainda tem a turnê com o
Franz Ferdinand, os shows lotados, o disco que continua vendendo super bem, apesar dos downloads ilegais...

Considerado um dos discos do ano por muitas revistas especilizadas,
Plans é aquele tipo de registro que te deixa sem palavras. Você pode deixar a função repeat ligada e não vai se cansar. Nosso Einstein ganha aqui seu Prêmio Nobel e é coroado como mestre.
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Se você gostou da banda, procure também por
All-Time Quarterback, Dntel e
Postal Service. A primeira, você já sabe, é o projeto pré-Death Cab. Dntel tem a mãozinha de Gibbard na produção do EP
This is the Dream of Evan and Chan e
Postal Service é a junção de Gibbard, Jimmy Tamborello (Dntel) e Jenny Lewis, do
Rilo Kiley.