Resident Evil 4

Por Marcelo Del Debbio — Quarta, 11 de janeiro de 2006

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Olá crianças,
Sentiram minha falta?

Como todos os anos, sempre que consigo minha semaninha de férias, desapareço do mundo dos vivos sem deixar rastros, para renascer das cinzas no começo de cada novo ano. Como sempre, levo comigo para a praia um novo jogo de PS2 para experimentar. Ano passado travei uma guerra de gangs com o GTA- San Andreas (que você pode conferir aqui)


Por sinal, depois de 110 horas de jogo, consegui terminar o GTA com 90,1% completado. Ainda continua sendo o melhor jogo de PS2 de todos os tempos, mas este ano encontrei um joguinho que tem tudo para fazer uma frente respeitável a ele: Resident Evil 4.


A trama desta vez não envolve diretamente o Umbrella Corp, mas sim uma seita de fanáticos religiosos que seqüestra a filha do presidente dos Estados Unidos durante uma viagem deles à Espanha (creio eu... isso não fica bem definido no jogo) e o agente Leon Kennedy, armado com uma pistolinha de 10 tiros, precisa enfrentar uma horda de zumbis, monstros e vermes geneticamente modificados para resgatá-la.

Os gráficos são espetaculares. De longe um dos jogos que mais explora as capacidades gráficas do Playstation 2. Os cenários são muito bem desenhados, com uma tridimensionalidade impressionante. Os comandos são simples e a ação rola solta. A história é bem ruinzinha, cheia de absurdos (como por exemplo, aquele mercador Droopie que aparece e desaparece o tempo todo e está em todos os lugares, tal qual o cachorro do desenho) mas o clima de terror e a ação ininterrupta compensam estas falhas.


Começamos em uma aldeia abandonada por Deus no meio da Espanha, infestada com camponeses que parecem ter sido afetados por um estranho tipo de vírus biológico, comandados por um casca-grossa com a cara do Rasputin chamado Victor Mendes, mas até chegar nele você terá de passar pelo Monstro do Lago, por “El Gigante”, por uma horda de mortos-vivos e pelas irmãs-serra-elétrica, além, claro, dos zumbis e clérigos que pipocam pelo cenário.

E esta é somente a primeira parte da aventura. A coisa fica bem pior depois...


Terminei o jogo em 22 horas, e o legal é que depois de terminado uma vez, o Resident abre várias novas opções como, por exemplo, jogar a aventura por outro ponto de vista, seguindo com a agente Ada (esta sim ligada à corporação Umbrella) que corre em paralelo, explicando várias partes da aventura principal. Muito boa sacada!

Recomendo jogar primeiro em modo “Easy” para só depois se aventurar no “Normal”, a menos que você tenha 15 anos e boa coordenação motora ou experiência prévia, pois no Normal as balas são contadas e os zumbis são duro na queda. Se você jogar primeiro no Easy, o jogo quebra o seu galho e deixa você começar no Normal com as munições que salvou de sua jogada anterior, o que é uma senhora mão na roda.

Ah... e cuidado com os regenerators...




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