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O melhor dos quadrinhos nos Eua em 2005
Por José Antônio Mansur — Quarta, 4 de janeiro de 2006
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2005 foi o ano em que Marvel e DC – as duas grandes editoras americanas – mais monopolizaram o mercado de quadrinhos americanos em tempos recentes. Dessa forma, houve pouco espaço para os independentes brilharem – com poucas exceções. Aqui vai uma lista dos melhores quadrinhos publicados na terra do Tio Sam no ano passado:
Melhor primeiro número de uma série:
All-Star Superman 1 – Dispense os genéricos que você encontra nas bancas por aqui e espere a chegada, no Brasil, do Superman de Morrison. Se o primeiro número for uma amostra do que vem por aí, será a melhor história do herói em muito tempo.
Melhor escritor:
Joss Whedon (Surpreendentes X-Men) – Whedon deu fôlego novo aos mutantes da Marvel em uma série que traz os excelentes diálogos que são a marca do escritor. Também dignos de nota: Greg Rucka (Gotham Central), Brian K. Vaughan (Y-The Last Man), Grant Morrison (WE3 e All-Star Superman) e Gail Simone (Aves De Rapina).
Melhor artista:
Phil Jimenez (Otherworld, Infinite Crisis) – A sombra de George Pérez não paira mais sobre Jimenez. O artista tem se aventurado a escrever revistas como Otherworld e ainda fez uma arte magnificamente detalhada nessa minissérie e em Infinite Crisis. Também dignos de nota: John Cassaday (Surpreendentes X-men), Mark Buckingham e Steve Leialoha (Fábulas), Ed Benes (Aves de Rapina), Bryan Hitch (Os Supremos) e Frank Quitely (WE3).
Melhor capista:
Adam Hughes (Catwoman) – Não importa quem seja a heroína - a Mulher-Maravilha, Lara Croft ou Selina Kyle – porque Hughes continua insuperável na arte de desenhar a figura feminina.
Melhor colorista:
Jeromy Cox (OTHERWORLD, INFINITE CRISIS) – Cox complementa de forma deslumbrante o detalhado trabalho de Jimenez.
Melhor revista de heróis:
Os Surpreendentes X-Men (Marvel) e Aves de Rapina (DC) – Já falei sobre Os Surpreendentes X-Men no segundo tópico então aqui vou destacar o trabalho inteligente e bem-humorado de Gail Simone em Aves De Rapina (se não me falha a memória, o primeiro grupo regular apenas de mulheres criado pelas grandes editoras).
Melhor minissérie:
WE3 (DC) – Grant Morrison e Frank Quitely criam uma assustadora e atualíssima história em WE3. Você nunca mais vai ver cobaias de laboratório do mesmo jeito.
Melhor título independente:
Courtney Cumrin – Uma série de minisséries e agora uma sequência de edições especiais contam as aventuras de Courtney Cumrin entre magos, criaturas de noite e outros seres mais e menos assustadores. Essa criação do escritor e desenhista Ted Naifeh foi a série independente mais interessante de 2005.
Melhor adaptação de quadrinhos para o cinema:
Sin City, Cidade do Pecado - O filme mais marcante do ano e a mais literal transposição dos quadrinhos para o cinema já feita. Muitos vão amá-lo, outros vão odiá-lo mas poucos vão ficar indiferentes à adaptação cinematográfica de Robert Rodriguez para a série noir de Frank Miller.
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