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Torê Kong!!! Torê Kong!!!
Por Marcelo Del Debbio — Terça, 13 de dezembro de 2005
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Olá crianças,
Em primeiro lugar, quero dizer que fiquei muito feliz com a repercussão do meu artigo anterior, "Harry Potter e o Dízimo". Recebi cerca de 150 e-mails de evangélicos e, por incrível que pareça, quase todos eram de elogios. Parece mesmo que a comunidade evangélica séria está irada contra esses parasitas que, usando do cargo de confiança que possuem, abusam dele para tocar um terror psicológico nas mães. Muitos deles até mesmo trocaram de igreja (mas mantendo sempre sua fé evangélica, que eu respeito muito) por causa desses absurdos... pô gente... aturar fanatismo religioso em pleno século XXI não dá, né?
Mas nem tudo são flores... recebi umas ameaças de morte vindas de amigos do tal pastor também. Como sei que algumas dessas seitas já foram acusadas de satanismo (veja a matéria aqui), achei melhor repassar os e-mails para um amigo meu que é delegado... vai que decidem me sacrificar pra algum demônio...
E por falar em sacrificar pessoas para deuses esquisitos...
 Nesta sexta estréia King Kong, de Peter Jackson, o nerd mais feliz do planeta. Não apenas ele embolsou 20 milhões de dólares para dirigir esta refilmagem do clássico de 1932 como conseguiu fazer um filme melhor que o King Kong original.
O começo do filme é meio arrastado, confesso, mas isto foi uma escolha do diretor para poder mostrar melhor a sensacional reconstituição de época que sua equipe conseguiu fazer. Reproduziram Nova York dos anos 30 de uma maneira tão perfeita que, no futuro, poderia até mesmo ser usada em programas na History Channel de tão bem feito que ficou.
O filme conta a história do cineasta picareta Carl Denhan (Jack Black, o gordinho de Escola do Rock), que pretende filmar sua obra prima em uma ilha desconhecida no pacífico do qual somente ele possui um mapa. Para isso, “convida” o escritor Jack Driscoll (Adrien Brody, de O Pianista) para escrever o roteiro, o astro canastrão Bruce Baxter (Kyle Chandler, o protagonista do seriado Early Edition) e Ann Darrow (vivida por Naomi Watts, de O Chamado, que está tão linda no filme que parece um clone da deusa Nicole Kidman) para fazerem os papéis principais.
O começo é arrastado, mas no momento em que a tripulação coloca os pés na Ilha Caveira o pau come solto. As seqüências de ação são de tirar o fôlego e os monstros digitais são tão perfeitos que dá pra jurar que contrataram tiranossauros e brontossauros e macacos gigantes de verdade para fazer o filme. E o diretor deixa bem a sua marca no filme... Algumas seqüências lembram muito o clima do O Senhor dos Anéis, especialmente a vila de orcs, digo, nativos, que moram na Ilha da Caveira.
Como eu sou fã número um de filmes de monstros, sou suspeito para elogiar, mas garanto que os fãs não se decepcionarão de maneira alguma. Tem quebra pau de monstros gigantes, corrida de brontossauros (que dá de dez a zero em qualquer Jurassic Park da vida), luta de King Kong contra três T-Rex, luta de exploradores contra insetos gigantes (melhor que starship troopers) e King Kong na cidade grande (que eu não vou dar detalhes pra não estragar nenhuma surpresa). Vale cada centavo do ingresso.
Tem algumas forçadas de barra? Claro que tem... na verdade, tem muitas, mas como todo bom cinema pipoca, você deverá ignorar esses pequenos detalhes e curtir esse filme espetacular sem se preocupar com detalhes.
Pra finalizar, uma trívia divertida a respeito do filme: o ator Andy Serkys (velho conhecido de todos nós, pois foi ele quem fez o Gollun em O Senhor dos Anéis), que interpreta o king kong (“interpreta” no sentido de que ele é o cara que vestia a roupa digitrônica, que fique claro...), também faz o papel do engraçado cozinheiro Lumpy (ao lado). ¤
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