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Nós vimos: Pearl Jam no Rio de Janeiro
Por Rafael Duarte — Segunda, 5 de dezembro de 2005
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Pearl Jam transforma Apoteose em passarela do Rock
Demorou, mas aconteceu. Após longa espera de 15 anos, 40 mil fãs da lendária banda grunge Pearl Jam, assistiram uma apresentação histórica do grupo comandado por Eddie Vedder, na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro.
Depois de passar por Porto Alegre, Curitiba e São Paulo, o Pearl Jam incendiou o domingo dos cariocas, encerrando sua turnê pelo Brasil. “As escolas de samba desfilam aqui? Este ano o Rock vai desfilar”, disse Vedder, levando o público ao delírio.
Durante mais de duas horas, a banda tocou canções de diversos álbuns, incluindo clássicos como Alive, Black, Even Flow, Daughter e Last Kiss.
Celulares no lugar de isqueiros
Um dos momentos mais marcantes do show aconteceu durante a canção Black. Enquanto o público cantava em coro a melodia do final da canção, acompanhado somente pelo som instrumental, Vedder sentou-se sobre uma das caixas de retorno do palco e observou emocionado e anestesiado a multidão.
Tanto nas arquibancadas laterais como na platéia central, centenas de pessoas erguiam não somente isqueiros, como de praxe, mas também telefones celulares, dando um efeito visual colorido inacreditável à Apoteose.
Vedder acendeu um cigarro, após dar uns goles em uma garrafa de vinho - que mantinha ao lado do pedestal de seu microfone para molhar a garganta -, voltou a cantarolar somente para instigar o público a continuar, como quem não quisesse que aquele momento tivesse fim.
Ele pegou então uma bandeira do Brasil e a enrolou no seu corpo. No auge da emoção, Vedder dobrou cuidadosamente a bandeira brasileira, a levou junto ao lado esquerdo do peito e agradeceu: “Obrigado. Vou guardar (a bandeira) na minha casa”, disse o vocalista.
Para encerrar, Vedder arrancou aplausos do público ao criticar o presidente dos Estados Unidos. “Quando voltarmos aqui o mundo será melhor. George W. Bush não será mais presidente”, disse. ¤
Confira aqui como foi o show em Porto Alegre.
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