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Graal, Jogos mortais e Armas de fogo
Por Marcelo Del Debbio — Terça, 22 de novembro de 2005
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Olá crianças,
Desculpem o sumiço, mas estava em um congresso em Goiânia dando algumas palestras sobre RPG na educação. Me perdoem os goianos que lêem a minha coluna, mas descobri que se você não está de carro, não há absolutamente nada para se fazer a noite na cidade. Pra não dizer que não tinha nada, o Ultraje a Rigor iria fazer um show na sexta ou no sábado, mas não me animei de ir vê-los.
Aproveitei o tempo para terminar de reler um livro sensacional, que havia lido no original há alguns anos mas que a Editora Nova Fronteira acaba de lançar em Português, chamado “O Santo Graal e a linhagem Sagrada”, de Michael Baigent, Richard Leigh e Henry Lincoln. O livro conta a experiência de alguns jornalistas britânicos de altíssimo gabarito da BBC que estavam investigando o mistério de Renne-le-chateau na França quando se depararam com um segredo capaz de fazer o Código DaVinci parecer apenas uma mera introdução ao segredo do casamento de Jesus e Maria Madalena... bem, para falar a verdade, o Código daVinci bebeu muito da fonte descoberta por Baigent, Leigh e Lincoln, mas estava envolto em um “véu de ficção” contando a história de um professor e da filha do curador do museu do louvre assassinado e yadda yadda yadda (eu falei sobre o Código AQUI). “O Santo Graal e a linhagem Sagrada” não tem absolutamente NADA de ficção. Todas as evidências que os jornalistas apontam sobre a linhagem de descendentes de Jesus e Madalena estão embasadas em sólidas fontes históricas e segredos que têm sido mantidos por Templários e por membros do Priorado de Sião há séculos, mas que a Igreja quer desesperadamente manter encobertos por motivos óbvios.
O livro vale cada centavo e dará explicações para muitas coisas que sempre fizeram você torcer o nariz para a Igreja, achando que “havia algo de errado no Vaticano...” (e nem estou falando dos padres pedófilos).
Outra recomendação do tio Marcelo é o filme “Jogos Mortais II”. Para quem gosta de filmes de terror de arrepiar a espinha, é uma grande pedida. Tem algumas seqüências do filme que EU fiquei com medo de olhar, só pra ter uma noção.
O visual “Seven” misturado com os tais “jogos mortais” que o assassino serial Jigsaw (o quase desconhecido Tobin Bell, excelente no papel) faz para matar suas vítimas torna este filme um prato cheio para os fãs do gênero. É quase como uma versão hardcore do Arcade, o vilão cafona da Marvel que colocava suas vítimas dentro de uma casa cheia de armadilhas para que elas vencessem os desafios ou morressem... com a diferença que Jigsaw não dá mole não!!!
Recomendo assistir primeiro em DVD, “Jogos Mortais”, pois o filme tem algumas sacadas extras que quem assistiu o primeiro filme vai curtir, mas se você não viu também não faz muita diferença assim.
Por último, mas não menos importante, a dica de filme da semana vai para “Senhor das Armas” com o grande Nicholas Cage no papel de Yuri Orlov, um dos maiores comerciantes ilegais de armas do mundo. A história nua e crua dos bastidores das vendas de armas de ex-repúblicas soviéticas desmanteladas para ditadores maníacos de republiquetas na África, narradas pelo próprio Yuri. O filme é dirigido por Andrew Niccol (o mesmo de Simone e Gattaca) e só os cinco primeiros minutos de filme (que mostram toda a produção de uma bala de AK-47 desde as forjas na União Soviética até estourarem a cabeça de um menino em algum lugar perdido da África) já valem o ingresso e os prêmios que este filme certamente irá ganhar.
Totalmente baseado em fatos reais, Yuri Orlov é uma mistura de cinco negociantes reais de armas, cujas histórias foram amalgamadas neste personagem fictício. O comércio de armas na Europa Oriental é tão grande e as armas são tão baratas que foi mais prático para a equipe de filmagens alugar 3.000 AK-47 para uma cena do que usar armas falsas de estúdio. Em outra cena, os produtores tiveram de avisar a ONU sobre a fila de tanques que faziam parte de uma cena (e eram tanques de verdade, emprestados de outro negociante de armas!) para que não pensassem se tratar de alguma nova revolução na Sérvia. Algumas cenas são tão chocantes que rivalizam até mesmo com as de Jogos Mortais, não por serem “gore”, mas por sabermos que algum ditador demente realmente faz as coisas descritas no filme...
Uma obra prima, que vale muito a pena ser vista.
E na semana que vem... Harry Potter!
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