|
Show do Pearl Jam causa polêmica em São Paulo
Por Rafael Mordente — Quinta, 6 de outubro de 2005
|
|
Bem-vindo ao Sobrecarga, seu destino para as principais matérias sobre Filmes, Séries, Quadrinhos, Música e muito mais... se você puder agüentar!
Use a barra superior do site para navegar entre os assuntos e confira, no final de cada texto, outras matérias relacionadas ao assunto.
Na barra lateral do site você encontra sempre boas ofertas de produtos relacionados ao universo pop, ajude o site visitando nossos patrocinadores.
Volte sempre!
|
De um lado, milhares de fãs que aguardam ansiosamente o show do Pearl Jam em São Paulo, marcado para o dia 2 de dezembro. Do outro, uma associação de moradores e uma batalha judicial que perdura há tempos. No meio disso tudo, a Prefeitura de São Paulo.
Uma determinação do prefeito José Serra diz que o Estádio do Pacaembu está interditado para apresentações musicais, tendo o decreto validade indeterminada. O próprio prefeito admitiu que a medida pode ser revisada, o que traz otimismo para os fãs que protestaram no Viaduto do Chá no dia 30 de setembro.
A aparente flexibilidade de Serra não agradou à Viva Pacaembu, associação de moradores das imediações do estádio. Desde 2004, eles movem uma ação judicial contra a Prefeitura que pede medidas contra apresentações musicais no estádio.
Chega de música
A Viva Pacaembu se reuniu com a Secretaria Municipal de Esportes, que administra o Pacaembu, para debater o assunto, mas não chegaram a um consenso. A saga da proibição de shows no estádio culminou em setembro, com um show promovido pela rádio Mix FM que terminou três horas após o horário permitido.
"O estádio virou uma arena para espetáculos comerciais e predatórios", diz Iênidis Benfati, presidente de conselho da Viva Pacaembu. "Já chegamos a contar 380 ônibus estacionados em ruas residenciais. O público vomita, urina e defeca no local", continua, citando ainda o problema do bloqueio das garagens por carros estacionados em locais proibidos e as depredações.
Iênidis ainda completou dizendo que os vizinhos do estádio estão amparados por uma série de leis. Entre elas, uma cláusula de doação do terreno em que o Pacaembu foi construído, que previu que fosse construído um espaço de realizações esportivas. Além disso, há parâmetros de comodidade previstos no plano diretor de São Paulo que proibem a instalação de casas de shows na região. O estádio, portanto, não pode ser usado com esta finalidade.
Ainda tem salvação?
O empresário Fernando Altério, da CIE, que trará a banda ao Brasil, ainda não pensa em cancelar a apresentação em São Paulo, conforme disse à imprensa. Caso a capital paulista fique de fora da turnê, restarão ainda shows em Porto Alegre, Curitiba e Rio de Janeiro. Fernando cogita levar o Pearl Jam para Belo Horizonte ou Brasília, caso seja impedido de fazer o show em São Paulo.
Os fãs da banda se mobilizam para que a suspensão seja reconsiderada. Um abaixo-assinado disponível no site www.queremospearljam.blogspot.com já possui quase 2 mil "assinaturas", com nomes e números de RG.
A vereadora Soninha (PT) entregou uma carta ao prefeito solicitando a revisão da decisão. "Vários estádios ao redor do mundo são aproveitados como 'arenas multiuso', recebendo espetáculos musicais de grande porte e arrecadando valores importantes para sua própria manutenção. Todos temos um preço a pagar por dividir o espaço urbano com 11 milhões de pessoas", argumentou.
|