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Entrevista com a equipe da Dragão Brasil
Por Fabiano Silva — Segunda, 12 de setembro de 2005
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Muitas mudanças no mundo do RPG. Por isso vou abrir espaço na coluna de hoje para uma longa entrevista com três figuras importantes e carimbadas do cenário RPGistico: Adriana Magalhães, a escrava Isaura... quero dizer webmaster da RedeRPG e diagramadora da Dragão Brasil; Marcelo Cortimiglia, redator da Dragão e RedeRPG para GURPS; e Leonel Domingues, ilustrador e contador de causos.
SoBReCarGa - Vocês poderiam se apresentar?
Adriana - Adriana Magalhães Almeida...
Marcelo - Meu nome é Marcelo Cortimiglia, sou Engenheiro, tenho 25 anos e moro em Porto Alegre.
Leonel - Oi... sou o Leonel. Pronto... hmmm... apresentação melhor? Posso tentar aumentar a duração do oi... oooooooooiii.....
Como vocês entraram para a Equipe da RedeRPG?
Adriana - Pergunta complicada, já que junto com o Marcelo eu fundei a Rede! :) Na verdade eu entrei para a Trails RPG por conta de um tutorial de RPG que fiz na BBS que eu participava em 95, e que foi lido pelo Wanderley que estava dando uma força pro Alexandre Campos na criação da Trails. Ele nos apresentou virtualmente e eu comecei a trabalhar com o Campos, ajudando-o a manter a Trails. Resumindo muito, a Trails virou RPGMania que foi uma idéia que não chegou a sair do papel e a RPGMania virou a RedeRPG em 2002.
Marcelo - Sempre participei das listas de discussão por email, desde a Trails, de onde conheci o Telles. Quando ele e Adriana iniciaram a Rede, em 2002, eu mantinha um site sobre GURPS, e me ofereci como parceiro. Logo no início de 2003, enviei um material, escrito em colaboração com o Alexandre Kappel, para um artigo a ser publicado na Rede (naquela época, as atualizações eram mensais). Ele gostou, e transformou num netbook - o GURPS Grimório Verde. De quebra, me convidou para a Equipe. Espero que não tenha se arrependido...
Leonel - Um amigo me mostrou um anúncio da Rede abrindo vagas para ilustradores.
E o que vocês fazem exatamente na RedeRPG?
Adriana - Escrava Isaura de plantão... Eu cuido do site, do que entra, de quando entra, dos pepinos de programação que aparecem, sou responsável por responder os e-mails dos usuários (e faço o possível para responder todos), pelas editorações das aventuras e netbooks, que mais? Sei lá... Faço de tudo um pouquinho, mas basicamente a parte burocrática da coisa, porque muito raramente tenho tempo para escrever algum artigo ou coisa assim.
Marcelo - Basicamente, eu escrevo e avalio material para GURPS (minha especialidade), mas colaboro também nas notícias. Mas eu gosto também de experimentar com editoração (sou muito chato, adoro meter o bedelho no trabalho dos outros!). Ah, sim, eu também escrevo uma coluna semi-periódica: a Brainstorm, herdada do Justin Case.
Leonel - Na Rede eu só ilustro... atualmente tenho feito muitos mapas e plantas, e algumas tiras em quadrinhos.
Uma pergunta que muitos fãs querem fazer: Como é trabalhar na RedeRPG?
Adriana - Tem dias que é uma pauleira: o site é imenso e é uma carga de trabalho muito grande mesmo... Mas na maior parte do tempo, vale lembrar que eu faço porque gosto! :) Além do que, eu adoro nossa equipe, então mesmo quando a carga de trabalho está muito grande, o pessoal sempre tenta dar um jeito de minimizar o meu trabalho, tem a maior paciência quando eu demoro para atualizar uma galeria ou corrigir algum erro que tenha vindo em alguma matéria, corre para entregar alguma coisa antes do prazo pra não me deixar desesperada pensando no que vou colocar em algum espaço gerado por algum furo ocasional, enfim, quando a gente pensa que tá todo mundo trabalhando de graça ali, o nível de comprometimento é impressionante, e dá gosto de trabalhar numa equipe que está sempre motivada. Além disso, sempre tem o retorno dos usuários que é algo muito, muito legal mesmo. A gente recebe diariamente dezenas de emails, e às vezes de gente que só quer agradecer por uma matéria ou dizer que gosta do site. É legal ver que tem gente que se dá ao trabalho de escrever um email só para dizer que gostou de algo, coisa que normalmente não é comum.
Na verdade, isso é o que segura a gente... mesmo quando a gente tem trabalho demais e quando precisa lidar com um ou outro usuário mais reclamão (:-D) a gente se lembra da motivação do resto da equipe e do retorno da maior parte dos usuários, e toca em frente.
Marcelo - Pra começar, é um trabalho voluntário. Isso já diz muito: a grande recompensa é a satisfação de ajudar o RPG no Brasil, e essa satisfação se manifesta geralmente na forma de agradecimentos, reconhecimento e elogios - embora, como estamos longe da perfeição, as críticas sejam mais do que comuns. O trabalho é colaborativo, ou seja, todos têm liberdade de sugerir e criticar o trabalho dos outros, mas é centrado no Telles, que tem o Poder da Alabarda. E, por fim, é um excelente aprendizado, porque tentamos fazer tudo do modo mais profissional possível.
Leonel - É uma pergunta bem ampla. Difícil de responder em poucas linhas. Tem o lado prático... eu entrei na Rede pela oferta de "vitrine" que me deram, e também para aumentar o meu portfólio. Com um cronograma de serviço, me obrigando a terminar os trabalhos e a cumprir prazos, e desafios de novos trabalhos, diferentes porque provém de fontes diferentes, é um bom exercício para poder melhorar minha técnica. Tem o lado chato... não dá para dizer que todos os dias são flores, quando se lida com uma ou várias pessoas. Mas é assim em todo lugar, então eu coloquei só para dizer que, sob vários aspectos, não difere tanto de trabalhar em uma empresa. E tem o lado Ótimo, que é poder trabalhar com a fantasia, poder criar, muitas vezes, com uma ampla liberdade... Poder começar a pesquisar assustadoramente para uma ilustração, escrever pra equipe e dizer "Olha, eu estou vendo como implantar este cenário, mas ele só ficaria plausível se tivesse isto e aquilo... e eu poderia implantar uma tecnologia tal, que seria coerente assim e assado..." E eles respondem: "Ok!! Manda ver, que qualquer coisa os autores disseram que adequam o texto"... E isso não se vê em qualquer lugar.
Essa é pro Leonel: Quais estilos de ilustração você usa?
Leonel - Hmm... eu uso vários... é uma escolha que envolve o que eu achar que fica melhor para o local, e também o que me sinto melhor para utilizar na hora... Na parte técnica, geralmente, eu utilizo o bico-de pena, para os trabalhos a nanquim, a aguada, a aquarela - essa eu uso bastante... Sou apaixonado por aquarela, mas por hora eu acho que minhas aquarelas estão saindo lavadas demais... E, quando vou colorir no computador, uso o photoshop... Como faço também plantas e mapas, às vezes (em imagens mais técnicas), utilizo o VectorWorks ou o Autocad, que dou meus pulinhos para passar para o Photoshop para colorir depois... Quanto ao "estilo de traço", por assim dizer... eu também sou bastante eclético, mas fico rodando entre alguns artistas para fonte de inspiração, como Rembrandt, Leyendecker, Uderzo, Laerte, George Pratt, e vários outros.
Qual foi a sua reação ao anuncio que a RedeRPG assumiria a Dragão Brasil?
Adriana - Bom, eu soube em primeiríssima mão, e na hora deu um medo danado e uma vontade enorme de dizer "EU NÃO!!!!" afinal era uma responsabilidade imensa. Mas acho que era uma seqüência natural do nosso trabalho enquanto equipe e o reconhecimento desses anos trabalhando de graça pro RPG, então não só pensando em mim mas em toda a equipe eu tinha mais é que ficar feliz!
Marcelo - Fiquei surpreso. Não tinha a menor idéia de que podia acontecer! Depois, fiquei contente e empolgado. Em seguida, fiquei preocupado. Agora, estou satisfeito e motivado!
Leonel - Foi algo entre o "fiuuuuu... quem diria...." e o "Eu já desconfiava que era isso", com um creme de papaia com cassis no meio.
O que vocês esperam da Dragão Brasil agora?
Adriana - Que ela se torne a revista da maior parte dos jogadores brasileiros. Que os jogadores possam ter na revista uma fonte de informação e materiais para utilizarem em seus jogos. Que ela seja útil, não para uma parcela específica do público de RPG (que é tão importante como qualquer outra parcela) mas do público em geral. É impossível agradar todo mundo e sabemos disso, mas nossos objetivos, talvez meio grandiosos (risos) são o de que ao comprar uma DB, a grande maioria dos jogadores possa encontrar algo que lhe seja verdadeiramente útil na revista. Ainda temos um bom caminho para percorrer e muitas idéias que precisam amadurecer um pouco antes de se tornarem factíveis, mas há 3 anos atrás, eu não poderia imaginar que a RedeRPG fosse tomar as proporções que tem hoje, então eu sei que com trabalho duro e constante, coisas inacreditáveis se tornam possíveis...
Marcelo - Obviamente, espero que seja um sucesso e que continue a ser a mais importante revista de RPG do Brasil. Confesso que há muito tempo eu não comprava a revista, só acompanhava as discussões sobre ela nas listas de emails. É suspeito falar do próprio trabalho mas, de modo geral, a qualidade da primeira edição sob nossa responsabilidade me empolgou.
Leonel - Um amigo meu voltou a ler a Dragão, porque ela agora, nestes dois primeiros números, se parece com as primeiras revistas... E é como ele gostava. Temos mais ou menos duas fases da Dragão - grosso modo - existindo ao mesmo tempo, em duas editoras diferentes, com equipes diferentes. E parece que estão abraçando melhor o mercado. Então, o que espero é que "seja infinito, enquanto dure"... Também espero que me dêem uma vaguinha na diretoria, e um carro da empresa.
Com essa mudança na maior revista de RPG brasileira, vocês acham que podem mudar o RPG nacional?
Adriana - O mercado precisa crescer e fortalecer. Precisa se tornar verdadeiramente profissional, precisa criar espaço para novos talentos e criar alternativas para todos os gostos na medida em que o público possa absorver. Isso não é feito da noite pro dia nem com iniciativas isoladas, mas é um trabalho de todos os dias, que vemos fazendo (mas não apenas nós!) com o site e agora com a revista. Nós não podemos nada, mas todos os profissionais do mercado e os jogadores trabalhando numa mesma direção, podem muito. E cada iniciativa nesse sentido é importante.
Marcelo - Claro. Sempre foi essa a minha motivação, desde que entrei na Equipe da Rede. Penso que essa mudança na Dragão está relacionada com um processo maior de mudança em todo o RPG brasileiro e que atinge vários profissionais. Mudar os ares e começar de novo usualmente faz bem, renova as motivações, propicia espaço para auto-crítica, enfim, é positivo.
Leonel - O RPG nacional está se revolvendo. Novas editoras aparecendo, outras se juntando, várias revistas aparecendo... Não sei se posso dizer que eu, ou você, ou toda a equipe da Rede, ou o Sobrecarga, ou quem quer que seja, isoladamente, mudou o cenário. Acho mais coerente dizer que uma mudança está ocorrendo, com o mercado sendo insuflado por novos produtos, e que todos nós (que participamos de um pedacinho deste ou daquele produto) somos influenciados pela mudança e geramos mais mudanças.
Como vocês vêem o mercado nacional de RPG?
Adriana - O Mercado nacional ainda é muito incipiente. O público do RPG é específico e consome pouco, o que faz com que a maior parte das iniciativas profissionais no meio nasçam apenas da vontade de seus autores, já que o retorno financeiro é pequeno (ou até inexistente!). Nessas condições, muitas coisas se tornam difíceis, tanto interna como externamente. O controle de qualidade dos produtos é difícil, já que o autor do mesmo muitas vezes é seu revisor e seu editor. Pesquisas de mercado sérias são sonhos distantes pois é um investimento que a maioria das empresas do mercado não tem condições de arcar. O reconhecimento e respeito das demais mídias é inexistente já que gera pouco capital e volta e meia o hobby é atacado sem justificativa. Enfim, estamos ainda na infância do mercado. Ele precisa crescer e amadurecer muito ainda...
Marcelo - Me parece que em 2005 o tal processo de mudança que eu mencionei Anteriormente se manifestou nitidamente. A Dragão mudou, novas revistas surgiram e tivemos inúmeros lançamentos de qualidade. Claro que tivemos retrocessos, como o EIRPG desprestigiado em função de Guarapari. Mas acho que a partir de agora esse processo de melhoria do RPG deve ser contínuo e gradual.
Leonel - Tem tido muitas publicações, ultimamente, não? Eu espero que o mercado consiga se consolidar, consiga tornar-se mais amplo. Espero mais ainda que o público no Brasil possa se tornar um público realmente consumidor (é... a coisa tá feia para todos... eu não consigo carregar dinheiro na cueca.), para que possamos ter publicações cada dia com maior qualidade, com vendas que possam render bem aos profissionais, para que possam se dedicar mais às produções nacionais.
E o internacional?
Adriana - Comparativamente ao nosso, é um jovem adulto. Ainda tem o que crescer e amadurecer, mas é um mercado real, que gera lucro e portanto interesse como possível investimento para diversas empresas. O que aumenta o número de autores e produtos. E como o consumidor lá fora consome mais, alimenta esse mercado para que ele continue continuamente crescendo.
Marcelo - Acho que o mercado nacional reflete, de certa maneira, o mercado internacional - com alguma defasagem de tempo (em 2004 tivemos um ano bem atribulado lá fora, com novas edições de RPGs importantes como GURPS e WoD). De modo geral, entretanto, me parece que o RPG tem perdido muito espaço para outras formas de entretenimento, particularmente os card games e o RPG eletrônico.
Leonel - Falando de vendas que viabilizam bons salários, que viabilizam superproduções... pois é... o mercado internacional produz muito, muito, muito... nesse muito, algumas superproduções acabam aparecendo... Um dia eu entro lá...
Por falar nisso o que vocês estão jogando no momento? RPGs de Mesa e RPGs Eletrônicos?
Adriana - Em mesa estamos jogando a última parte da trilogia Fogo das Bruxas (D&D - Reinos de Ferro) e no videogame terminei recentemente Stella Deus enquanto espero ansiosamente pelo Final Fantasy XXII :)
Marcelo - Eu estou mestrando uma campanha de GURPS em um cenário de fantasia próprio – é uma campanha antiga, que sofre interrupções e mudanças no grupo de jogadores, mas resiste. Espero começar uma campanha de GURPS Star Wars como jogador em breve. E "eletronicamente" falando, estou jogando um clássico: Ultima VII – The Black Gate.
Leonel - Muito pouco de mesa... Eu gosto mesmo é de Falkenstein, mas meus amigos odeiam... eu jogo quando dá tempo, quando eu apareço e posso ficar uma partida inteira... atualmente eles estão na fase do GURPS e do MERP. E anda sendo uma boa fase... ninguém entrou numa de beber e jogar, então está dando pra ter partidas mais coerentes.
RPG Eletrônico? Nenhum... e nenhum já há tempos...
Falando neles, já que essa é a minha área, O que vocês acham dos RPGs Eletrônicos? São carentes, bons? O que falta para eles?
Adriana - Mais interatividade ia ser bom.. Mas apesar de poucos, eu gosto dos RPGs Eletrônicos disponíveis no mercado. Aliás, acho bom que sejam poucos já que cada vez que aparece um novo resistir à tentação do Playstation é uma luta, além de que aqui em casa ele é disputado por 4...
Marcelo - Acho que temos que partir da constatação de que RPGs eletrônicos e RPGs de mesa ocupam nichos muito próximos e competem pelo mesmo público. De fato, eu penso que o espaço dos RPGs eletrônicos tem aumentado em detrimento do espaço dos RPGs de mesa... mas isso é outra discussão.
Em comparação direta com os RPGs tradicionais, eu acho que os eletrônicos pecam pela falta do ingrediente social. Por melhor que seja a programação, a capacidade de improviso do ser humano é imbatível. E ainda que sejam jogos online envolvendo outras pessoas – muitas vezes de países e culturas diferentes, o que só vem a enriquecer a experiência -, eu continuo achando que o contato face-a-face na atividade de contar histórias é indispensável. E digo isso com alguma propriedade, porque existe uma questão bem parecida na educação à distância, tema da minha dissertação de mestrado.
Dito isso, confesso que não tenho acompanhado os lançamentos recentes, e tenho pouco contato com MMORPG. Por isso, sempre me surpreendo quando me deparo com esses novos jogos. O último que conheci foi GTA: San Andreas, e fiquei abismado. Não que seja exatamente um RPG, mas as possibilidades de desenvolvimento do personagem e a abertura do jogo me fascinaram. Ainda bem que não tenho um X-box...
Outra por Leonel: Que dicas você daria a um ilustrador iniciante?
Leonel - Mantenham um treino constante e vontade de experimentar. Parece que todos os ilustradores são rabiscadores compulsivos... então, bloquinho e lápis são coisas que devem carregar sempre. Quanto à experimentação, é testar técnicas diferentes, aprender novos estilos e misturá-los, buscar novas fontes. E nunca se cansem de ler. Ler sobre tudo e todos. A arte é uma interpretação da vida, então não adianta ficar só na técnica. O conteúdo irá sair do seu conhecimento pessoal, da sua forma de ver o mundo ou a história.
Algum recado para os jogadores e fãs da Dragão Brasil?
Adriana - Feedback!!! Precisamos de feedback. É impossível fazer qualquer coisa voltada para um público específico se não há retorno: Não basta dizer se gostou ou não gostou, mas do que e porque... E o que esperam encontrar nas seguintes. Nosso e-mail (dragaobrasil@gmail.com) está aberto para isso!
É impossível atender a todos os leitores, principalmente porque alguns pedidos são muito específicos, mas vamos analisando cada comentário e cada pedido e assim vamos podendo a cada edição chegar mais perto do que o público espera encontrar na revista, tornando-a verdadeiramente útil para a grande maioria dos jogadores brasileiros.
Marcelo - Espero que os antigos fãs continuem prestigiando a revista, e que aqueles que por algum motivo não gostavam da Dragão dêem a ela uma chance. Pode parecer clichê, mas estamos fazendo o melhor possível, e nossa intenção é melhorar sempre. Contamos com vocês para isso.
Leonel - Abram suas mentes. Expandam seus horizontes. Não existem boas estórias sem uma boa pesquisa, não existem bons filmes sem um bom trabalho por trás das câmeras. Nos livros e revistas de RPG existe apenas o vislumbre da riqueza que seus jogos podem ter... É o seu conhecimento acumulado pelos estudos, romances, pesquisas que irá trazer esta riqueza à tona. E não deixem de cobrar novidades na revista. Ah... E usem filtro solar. ¤
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