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Nós Lemos: Sin City, A Grande Matança
Por Felipe Meyer — Sexta, 29 de julho de 2005
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Após os eventos mostrados em A Dama Fatal (A Dame to Kill For), o ex-repórter e agora assassino profissional Dwight McCarty tem uma nova vida, um novo rosto, e uma nova missão. Uma série rápida de eventos aparentemente sem importância acaba ameaçando a autoridade conquistada pelas Damas da Noite, prostitutas e cafetinas que fazem a lei na Cidade Velha, o antigo centro de Sin City. Se não agirem rápido, Dwight e as “meninas” terão de enfrentar uma violenta guerra territorial envolvendo a polícia e a máfia.
Sin City: A Grande Matança (Sin City: The Big Fat Kill) é o terceiro álbum da série publicada pela Devir e, apesar de trazer novamente a narrativa ágil e cínica que acabou levando a obra de Frank Miller às telas dos cinemas, infelizmente acaba se mostrando a história mais fraca da série até então. A relevância de seu lançamento no entanto é até compreensível, pois se trata da história que encerra o filme de Robert Rodriguez. Um esforço a mais - quase uma pressa - em se lançar o álbum antes de Sin City: A Cidade do Pecado chegar aos cinemas brasileiros, talvez seja responsável por um dos problemas mais incômodos dos recentes lançamentos da Devir: a tradução. Marcela Godoy (responsável pelo texto traduzido) demora a pegar o jeito da coisa, e logo nas primeiras páginas é possível encontrar alguns erros de português irritantes.
Somente perto da metade do livro é que os diálogos vão se tornando menos secos, mais naturais e finalmente o texto começa a convencer um pouco. O que prejudica bastante a leitura, pois A Grande Matança é um álbum que termina abruptamente, quando você menos espera e ainda está iludido por um volume restante de páginas (que na verdade incluem os extras da edição). Em resumo, quando você começa a se divertir, roubam seu doce.
Em quaisquer outros aspectos, a edição da Devir está primorosa, correspondendo ao altíssimo nível dos últimos títulos lançados. O formato livro dá um ótimo visual ao álbum, assim como todo o projeto gráfico. Os extras incluem pin-ups de desenhistas consagrados como Arthur Adams, Paul Chadwick e John Romita (o pai) além das capas originais da mini-série, que quebram um pouco do eterno preto-e-branco que domina a edição.
O investimento (R$ 39,90) acaba valendo a pena, pois é mais uma história de Sin City. Só não é a melhor delas.
Sin City: A Grande Matança
Devir Livraria
184 páginas
R$ 39,90
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