|
Fusões e confusões
Por Tiago Cordeiro — Quinta, 14 de julho de 2005
|
|
Bem-vindo ao Sobrecarga, seu destino para as principais matérias sobre Filmes, Séries, Quadrinhos, Música e muito mais... se você puder agüentar!
Use a barra superior do site para navegar entre os assuntos e confira, no final de cada texto, outras matérias relacionadas ao assunto.
Na barra lateral do site você encontra sempre boas ofertas de produtos relacionados ao universo pop, ajude o site visitando nossos patrocinadores.
Volte sempre!
|
Dirigido e protagonizado por Stephen Chow, Kung-Fusão ( Kung Fu Hustle) é daqueles raros exemplos em que a tradução consegue a proeza de ser melhor que o nome original, pois suscita duas interpretações:
1 - A (boa) confusão do filme com seus muitos personagens e referências.
2 - A fusão do enredo tipicamente oriental com elementos manjados do cinema ocidental (leia-se Hollywood).
A primeira coisa impressionante a respeito de Kung-Fusão é a proeza de Chow. Não basta ser apenas um exímio lutador, mas ele também é um ótimo diretor. Juntando elementos clássicos da narrativa cinematográfica ocidental e com resultados superiores (os efeitos especiais são, no mínimo, impressionantes e bem acima de muitos outros filmes do gênero) e usando o que há de melhor do cinema oriental em termos de artes marciais, Chow consegue ordenar um sem-número de citações, referências e personagens em uma história que pode até se estender um pouco mais do que o enredo normalmente permitiria, mas sem que isso prejudique o espetáculo. Sim, espetáculo...Porque Kung-Fusão é uma imensa apoteose de lutas e acrobacias, sem que isso signifique banalização. É justamente esse aparente exagero que diverte o espectador.
Tudo começa com Sing (Chow) e seu amigo gordo Chi Chung Lan que desejam entrar na maligna Gangue da Machadinha. O plano deles esbarra nos misteriosos moradores de um cortiço, que aparentam serem osso duro de roer. Sing acaba envolvendo a Gangue das Machadinhas até o ponto em que os bandidos farão absolutamente tudo, tudo mesmo para derrotar os lutadores.
Encerrando todas as suas referências, Kung-Fusão aborda o típico tema do escolhido. Como o roteiro dá suas reviradas para abordar um personagem, aparentemente coadjuvante, e torná-lo protagonista é apenas mais um dos méritos da película. Não é um filme artístico, mas comercial, porém com muito mais competência do que 90% dos filmes que Hollywwod, a grande fábrica de filmes, costuma produzir. Não revoluciona o gênero, mas realiza uma grande e divertidíssima homenagem.
Eu disse homenagem? Talvez o correto fosse orgasmo ou algo do tipo... ¤
|