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Wizard Round 3: eternamente?
Por Rafael Cardoso — Sexta, 14 de novembro de 2003
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A revista Wizard Brasil está de volta. A Panini resolveu dar continuidade a famosa revista de quadrinhos, que terá periodicidade mensal. Bem, você provavelmente já sabe disso tudo e deve saber também que a Wizard já teve duas outras versões, mas vamos ver o porque esta versão pode a ser primeira a dar certo.
 Em sua primeira versão, a Wizard foi publicada pela editora Globo, que novamente investia em quadrinhos de super-herói. Em conjunto com a revista, a Globo trouxe diversas revistas inéditas da editora Image da Top Cow e Wild Storm. A revista era de qualidade invejável tanto no aspecto gráfico quanto de conteúdo. Infelizmente as vendas não estavam nos padrões da Globo, que parou de editar a revista, o mesmo aconteceu com toda sua linha da Image. A revista durou longas 15 edições e até hoje faz falta.
A segunda versão foi apenas um teste por conta da Opera Graphica, que lançou uma revista com qualidade gráfica (sem trocadilhos...) inferior, mas tentando se focar no conteúdo. Criaram-se muitas expectativas, mas não passaram... de expectativas. A revista nunca chegou a ter uma segunda edição.
Agora, a Panini Comics resolve ressuscitar a revista e reeditá-la. "Por que investir em algo que já fracassou duas vezes? Por que desta vez seria diferente?" - certamente são as perguntas que invadem a cabeça dos fãs de quadrinhos, assim como o óbvio questionamento sobre a duração da revista. A verdade é que a editora Panini desde que assumiu o mercado de quadrinhos tem mostrado uma competência incrível. Com estratégias ousadas como formatos maiores, formatos econômicos e lançamentos de grandes histórias, a editora provou que o quadrinho americano não morreu no Brasil e que tem sim muito a contar.
Ninguém nega sobre o crescimento absurdo dos mangas, mas ao invés de lutar contra a corrente, a Panini se aproveitou e também tratou de lançar suas próprias revistas originárias do Japão. Logo, o primeiro motivo pelo qual a Wizard pode durar é o fato de estar nas mãos da Panini, que mostrou ser muito mais que a "editora-que-fabrica-as-figurinhas-do-campeonato-brasileiro".
Mas esta terceira edição vem com um grande diferencial em relação às suas antecessoras: ela trará histórias em quadrinhos. Isso mesmo, a revista não será apenas um guia de referência para quadrinhos (e similares), mas ela também trará histórias completas e inéditas. Na primeira edição, tivemos histórias de Batman, X-men e Homem-Aranha.
Eu particularmente não gosto da idéia. Acho que se você compra um guia de referência, você espera que ele traga referências, foi por isso que você pagou! Pelo que dizem, cerca de metade da revista será de quadrinhos. Eu não gosto, mas vejo a lógica disso. Ela servirá tanto para quem quer o guia quanto para quem quer as histórias. Eles podem propositadamente colocar momentos críticos ou mesmo finais de inúmeras histórias na revista e ainda terão um lugar para publicar histórias avulsas. Será como um curinga que eles poderão usar sempre que necessitarem.
"O rei está morto, longa vida ao rei", ou seja, longa vida a esta edição da Wizard. A capacidade da editora, uma boa escolha de editores, uma estratégia diferente prometem que esta Wizard tem tudo para dar certo. Até o momento desta coluna, a segunda edição não estava nas bancas, mas os editores da revista e da Panini darão autógrafos e palestras na Primeira Feira do Livro Infantil Juvenil e Quadrinhos de São Paulo dos dias 26 a 29 de Novembro.
Links Relacionados:
www.panini.com.br
www.rpsfeiras.com.br
www.globo.com.br
www.operagraphica.com.br
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