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Escaramuça Interplanetária
Por Mai Martins — Segunda, 4 de julho de 2005
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Cuidado: SPOILERS!
Eu vi Guerra dos mundos... E não gostei.
É Spielberg no que ele tem de melhor e pior (muito pior). O filme tem cenas de ação maravilhosas, a história é envolvente, te prende na cadeira, mas... Tropeça no final. E tropeça FEIO!
Se o Tom Cruise não compromete a história, também não é lá uma grande atuação. Dakota Fanning rouba completamente a cena, seguida por Tim Robbins, na pele do paranóico “camarada” Ogilvy (camarada fica por minha conta, por que eu ainda acho que é uma referência a 1984 de George Orwell).
O filme não exige um final feliz. Até por que é uma guerra! Guerras são naturalmente injustas... É aquela questão clássica: por que diabos, mesmo quando não deveria, o “mocinho” TEM que ter final feliz.
Pra piorar a indignação (teve gente até gritando “Quero meu dinheiro de volta” na sala onde fui), o final do filme não tem nada a ver com a história que ele conta. Nós acompanhamos a saga de um sobrevivente e, de repente, uma explicação científica e acabou o filme. Dão a impressão de que vai ter um fim, uma explicação diferente, a esperança cresce, mas no fim das contas, as explicações são as mesmas.
Até valeu o meu ingresso. Por que eu paguei meia... :D
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Terminei de ler “O Código de DaVinci”. E também não achei lá essas coisas.
Sei lá, o personagem principal desperta tanta empatia no leitor quanto um cacho de bananas. Tanto que eu nem me lembro o nome do bendito do personagem.
Ah! Lembrei. Robert Langdon... Ele é tão chato que eu ficaria mais feliz se Bezu Fache o prendesse de uma vez no início do livro. E pra piorar, o personagem mais divertido morre no início da trama, Jacques Saunière.
Seja por que não é o primeiro livro em que aparece, ou por que Dan Brown não o quis, Langdon não é devidamente introduzido no livro, é por isso que fica tão difícil gostar dele.
O que vale o livro são as charadas. O leitor comum não consegue desvenda-las, mas também não fica no escuro, tentando saber o que significam, até o fim do livro. As soluções são explicadas passo a passo, sem ficar chato (um conselho pra quem gosta de tentar solucionar as charadas: leia com um espelho de mão por perto).
Se não é excelente, também não é RUIM. Não é “Umberto Eco com esteróides”, como alardeiam alguns críticos, mas garante algumas horas de diversão.
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Vi “A Fortaleza” ontem: gostei.
Soluções fáceis, clichês que não incomodam. O filme inteiro é recheado de clichês. E consegue ser divertido. Acima de tudo gostei da premissa “estado-falido-gerenciado-por-corporações-tomando-medidas-drásticas-para-acabar-com-problemas”. Valeu a pena.
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Terminei de ler “Zona Morta” de Stephen King. Adorei. Resolvi emendar com “A Torre negra”; estou gostando, mas vamos ver. Stephen King é conhecido por ser o autor de livros de terror “fast food”. Eu não concordo, mas é um assunto comprido e eu falo nele outro dia. Deixo uma dica: leiam “Richard Bachman”. É um pseudônimo sob o qual Stephen King escreveu livros MUITO bons...
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