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Nós vimos I: Guerra dos Mundos
Por Marcelo Del Debbio — Quarta, 29 de junho de 2005
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Fotos: © UIP/Paramount
Prato cheio
Nesta quarta-feira (29) estréia Guerra dos Mundos (War Of The Worlds), a nova mega-produção de Steven Spielberg e Tom Cruise. Para qualquer cinéfilo que se preze, são dois nomes que dispensam qualquer tipo de apresentação. O projeto estava previsto para acontecer somente em 2007, mas por causa de acertos entre as agendas dos dois ícones do cinema americano, o projeto acabou sendo puxado para 2005.
Baseado no livro Guerra dos Mundos, de H.G.Wells, famoso escritor de ficção científica do século XIX que também nos brindou com obras como a Máquina do Tempo, A Ilha do Dr. Moreau e o Homem Invisível, esta talvez seja a mais fiel adaptação do romance para as telonas (vale lembrar que o filme já teve duas adaptações, uma em 1953 dirigida por Byron Haskin e outra para a TV em 1988, além de dezenas de “inspirações” como Independence Day, Sinais ou Marte Ataca! baseadas no mesmo tema. Para falar a verdade, o tema já está tão batido no cinema que é quase impossível escrever uma resenha sem entregar o final.
Spielberg faz um misto do terror psicológico de Shyamalan, em Sinais, com os mega-efeitos especiais de Independence Day (elevados ao quadrado) e nos coloca na pele de Ray Ferrier (Tom Cruise), um operador de guindaste sem nada de especial que trabalha nos portos de Nova York, pai separado com dois filhos problemáticos (vividos por Dakota Fanning e Justin Chatwin, ambos atores da série Taken, produzida pelo mesmo Spielberg), que acompanha de perto o ataque alienígena descrito no livro de Wells. Todo o ponto de vista do filme é feito através dos olhos da população comum, retratando o caos urbano que se segue à chegada dos Tripods, a impotência do exército e os tumultos causados pelas fugas em massa dos sobreviventes.
Para quem gosta de ficção científica, o filme é um prato cheio, que enche os olhos de lágrimas com os efeitos especiais maravilhosos. TUDO é perfeito. Dos Tripods aos alienígenas, do tumulto causado pelo começo da invasão até a maneira como a história é contada, da reação horrorizada dos humanos à interpretação de desespero do personagem de Tom Cruise diante dos dilemas que precisa resolver durante a história.
Os efeitos especiais são um capítulo à parte: os monstros e o maquinário alien estão tão perfeitos e encaixados no cenário que você é capaz de jurar que o Spielberg contratou alienígenas de verdade para fazer algumas cenas.
Claro que nem tudo são flores... os cinco minutos finais estragam todo o filme. Juro...
Tudo estava indo tão maravilhosamente bem e os malditos americanos tinham de estragar tudo com um final piegas. Faça o seguinte: quando aparecer na tela uma placa escrita “bem vindo a Boston”, nos últimos cinco minutos do filme, faça como Indiana Jones: feche os olhos e não olhe para a tela de maneira nenhuma, não importa o que aconteça. Isso evitará que a sua nota ao filme caia de 10 para 3,5 em meia dúzia de cenas.
Ou então leve na esportiva, diga para si mesmo “tudo bem, é o Spielberg fazendo filme família” e não tente desmerecer a obra por causa disso, ok? ¤
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