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O simples e o belo de Alex Ross...
Por Eloyr Pacheco — Quarta, 12 de novembro de 2003
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Tive o privilégio (não há outro termo melhor para ser empregado) de publicar a história Tormento, de Alex Ross na coletânea Hellraiser. Escrita pelo próprio Clive Barker, criador da série, esta História em Quadrinhos, produzida originalmente em 1992, é um dos primeiros trabalhos de Alex Ross. Também pude publicar dele capas e rafs na série Supremo.
Alex Ross lança mão de um recurso que podemos chamar de “fotográfico”, mas vai além do que outros artistas costumam fazer. Ele produz as fotos, procurando construir as situações que necessitará para produzir a HQ. Ross pinta de uma maneira que me lembra muito a arte de anúncios publicitários dos anos 50 e 60. Um bom exemplo é o material da Coca-Cola deste período. Pensava assim, mesmo antes de saber que ele é oriundo da área publicitária.
O que Ross faz é dar beleza ao simples. A naturalidade que emprega na ação; a composição cinematográfica da cena, tanto no posicionamento de câmera como na intensidade de luz, e a suavidade nas feições torna belo o trabalho simples de Ross. Simples, porque é calcado em uma técnica muito comum e, muito utilizada. Belo porque ele é artista, no sentido abrangente da palavra, e sabe exatamente o que quer.
Ross tem uma carreira relativamente recente. Iniciou nos quadrinhos em 1990 pintando capas para uma mini-série do Exterminador do Futuro, publicada pela Now Comics. Em 1992 fez uma HQ de Miracleman e Hellraiser (já mencionada por mim), e em 1992 emplacou com Marvels, da Marvel Comics, a História em Quadrinhos que mexeu com toda a indústria, criando grandes expectativas no mercado. Inteligentemente, Ross não assinou nenhum tipo de exclusividade e, em 1996, lançava O Reino do Amanhã, pela DC Comics. Essas duas HQs tornaram-se referência para qualquer leitor e artista. E também para os editores. Tanto Marvels como O Reino do Amanhã foram publicados no Brasil pela Editora Abril.
Em 1997 lançou, também pela DC Comics, U.S. (Uncle Sam). Em 1999 iniciou uma parceria com Paul Dini, que rendeu até o momento cinco álbuns: Batman: Guerra ao
Crime,Super-Homem – Paz na Terra, Mulher-Maravilha – O Espírito da Verdade, Shazam! – O Poder da Esperança, e LJA – Origens Secretas, os quatro primeiros foram publicados em português pela Abril e o último pela Panini. Também é de Alex Ross o conceito e as capas de Terra X, ou melhor, do Universo X, da Marvel Comics, publicado por aqui pela Mythos Editora.
Devido ao seu sucesso, Ross passou a ser muito requisitado para produzir capas. São dele, citando apenas algumas, Astro City; Superman Forever; Superman/Fantastic Four; Batman: No Man’s Land, e várias para a revista Wizard.
Clique na imagem para apliá-la
Mesmo que você tenha tudo o que foi publicado de Alex Ross no Brasil, há algumas coisas americanas que vale a pena ter no cofre: Wizard Millennium Edition – Alex Ross, onde tem um encarte com uma HQ inédita de Ross produzida sob o comando de Kurt Busiek para a antologia nunca publicada Open Space; a caixa de Kingdom Come, que inclui a edição especial da Graphitti Designs com sketches e estudos de Ross, e o pôster de Crise nas Infinitas Terras com “trocentos” personagens.
Alex Ross tem um site que vale a pena visitar: www.alexrossart.com
Até a próxima quarta-feira!
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