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Madagascar - Leve e divertido
Por Marcelo Del Debbio — Quarta, 8 de junho de 2005
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Olá crianças,
Madagascar, o novo desenho da Dreamworks, inspirado nas pinturas de Miroslav Sasek e Michael Sowa, estréia este mês nos cinemas brasileiros, e vou recomendá-lo para vocês. Fazia tempo que eu não assistia um desenho animado tão leve e divertido, ideal para uma noite na companhia de amigos para relaxar assistindo a um cineminha.
- Sobre o que trata o desenho? Pergunta a garotinha de óculos na terceira fileira.
Para entender Madagascar, a pergunta que devemos fazer é: “o que aconteceria com quatro animais do mundo civilizado do zoológico de Nova York se fossem transferidos para o meio de uma selva?”. O filme começa apresentando os quatro protagonistas: Alex, o leão, astro principal do zoológico de Nova York, egocêntrico e hiperativo, ele é incapaz de ficar um minuto quieto no lugar; Marty, a zebra, amigo inseparável de Alex que quer ser livre e conhecer “a tal da natureza”; Melman, a girafa hipocondríaca e desengonçada e finalmente Glória, a engraçada e simpática hipopótama. Os quatro animais vivem no zoológico de NY, na companhia dos dois chipanzés Mason (um perfeito gentleman britânico) e Phil (o macaco podre que se comunica através de mímicas) e dos pingüins psicopatas (Skipper, Private e Kowalski) que tentam a todo custo escapar do zoológico.
Depois de muitas confusões, os quatro protagonistas acabam chegando nas praias de Madagascar e na tal da natureza, e conhecem uma aldeia de Lêmures, governadas pelo piradão rei Julian. O mais divertido no filme é o fato dele agradar adultos e crianças com a mesma intensidade. Existem piadas de pastelão e tiradas adultas para satisfazer aos dois públicos, garantindo que todos saiam satisfeitos. Não foi à toa que Madagascar desbancou Star Wars: Episódio III do primeiro lugar dos cinemas americanos.
A animação computadorizada é uma das melhores já feitas, com destaque para as cenas de multidão (seja de humanos no zoológico, lêmures dançando em uma rave ou mesmo as impressionantes seqüências de folhas mexendo na selva) e também para a dificuldade de se criar pêlos (no leão e nos lêmures) ou texturas convincentes. Nesse quesito, Madagascar é impecável.
Em sua versão original, a animação conta com um verdadeiro elenco de astros e estrelas de primeira grandeza: a voz de Alex, o leão, é feita por Ben Stiller (astro de Quem vai ficar com Mary, Zoolander e Entrando numa fria, mas que para mim sempre vai ser Mr. Furious, o “homem que fica realmente zangado”), Marty, a Zebra, é interpretado por Chris Rock (Dogma, Máquina Mortífera 4), Melman, a Girafa, é guiada pelo insosso David Schwimmer (o Ross, de Friends) e Glória, a Hipopótama, é interpretada por Jada Pinkett Smith (a Niobe, de Matrix, e esposa de Will Smith).
Apesar de ter assistido as duas versões (dublada e legendada), vou recomendar que escolham a dublada. As vozes originais são ótimas, mas a versão dublada ficou mais engraçada dessa vez... A voz do dublador Guilherme Briggs (Freakazoid, Babão e Marvin, o marciano) como o rei Julian é simplesmente hilária. Impossível de não cair na gargalhada todas as vezes que ele aparece em cena com sua voz alucinada e os trejeitos malucos do rei dos lêmures. O prêmio de “melhor cena do filme” vai para a tomada em que Julian está segurando o seu “cetro” e contando aos lêmures qual é o plano mirabolante que pretende realizar.
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