Entrevista com a equipe da Dragon Slayer

Por Raphael Di Cunto — Segunda, 30 de maio de 2005

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Depois de uma bombástica notícia, o Trio Tormenta (Marcelo Cassaro, Rogério Saladino e J.M.Trevisan) anunciou sua saída da Dragão Brasil e da Editora Talismã. Afoitos, os fãs se desesperaram. Em outra nota, Cassaro declarou que eles estavam desenvolvendo uma nova revista sobre RPG junto à Editora Mantícora (conhecida pelo excelente trabalho na D20 Saga e nas revistas Kaos!).

Tentando buscar algumas informações extras, o SoBReCarGa preparou esta entrevista com a equipe da nova revista, intitulada DragonSlayer. Para nossa surpresa (e felicidade), também estão envolvidos no projeto Ricardo Wendel, Marcelo Wendel, Fábio Fugikawa e Gisele Roth Saiz, a antiga equipe da D20 Saga.

Assim sendo, os textos ficarão por conta de Cassaro, Saladino, Trevisan e os irmãos Wendel, a diagramação, o design gráfico e os muito elogiados mapas serão feitos por Fábio Fugikawa. Gisele Roth estará cuidando da assessoria de imprensa, revisão da revista e relacionamento com os leitores. Bom, vamos à entrevista:


Primeiramente, como surgiu a idéia desta nova revista? Foi o Trio que procurou a Mantícora pensando na parceria, ou o contrário?

Cassaro: foi bem diferente do habitual. Durante anos vimos muitas novas revistas sobre RPG lutando para surgir, sempre adotando uma postura “rebelde” contra a DB, tentando figurar como concorrência, como inimigos mortais (o resultado está aí; ou melhor, não está). No entanto, quando a D20 Saga nasceu, seus autores simplesmente apareceram para uma visita camarada lá na Talismã. Eles sempre mostraram muito respeito por nossa experiência, tivemos boas relações desde o início. Descobrimos cedo que tínhamos bastante coisa em comum — a paixão por Dungeons & Dragons, o reconhecimento do D20 System como a grande revolução em RPG, e a consciência da necessidade de formar novo público.

Marcelo Wendel: como o Cassaro salientou, nossa postura (da Mantícora) sempre foi a política da boa vizinhança. Além do contato com o trio, todos os outros profissionais do RPG também receberam a nossa visita, queríamos aprender com eles e nos tornar parceiros desde o primeiro momento. Após alguns eventos de RPG, conversas de bar e encontros em pizzarias, ficamos amigos de todo o pessoal e montamos a Mega Liga de Editoras Paladinas (Talismã, Mantícora, Jambô, Comic Store, Viu e Daemon). Com essa aproximação e com a saída do trio da Talismã, foi-nos proposto a produção conjunta do Primeira Aventura (livro discutido mais à frente). Um dia estávamos eu, meu irmão (Ricardo), Gisele e o Trevisan tomando uns birinaites e fazendo altas conjecturas sobre uma revista com a experiência da Dragão e com o grafismo da D20 Saga. Assim, os planos mirabolantes se tornaram um projeto que agora virou realidade e chama-se DragonSlayer.

Trevisan: ou seja: tudo é culpa da cerveja.

Algo que todos os leitores devem estar se perguntando é sobre como será a revista. Qual será a periodicidade e o formato dela? Será parecida com a D20 Saga, que se tornou notória pela qualidade, ou optarão por um formato mais barato, visto que é uma revista mensal?

Cassaro: a DB costumava ser mais comercial, mais acessível, orientada para iniciantes e provocando polêmica com materiais pouco tradicionais (mini-cenários próprios, estilo anime, adaptações de games...). Já a D20 Saga sempre primou pela alta qualidade gráfica e uma fidelidade maior ao D&D clássico — seus autores nem mesmo se referem a ela como uma revista, mas sim como um livro, um suplemento periódico. Ambas tinham vantagens e desvantagens. Assim, a DSlayer será uma espécie de híbrido entre as duas, reunindo tanto materiais clássicos e modernos, com o apelo visual da D20 Saga e preço mais baixo.

Marcelo Wendel: a revista será mensal, colorida, em formato de álbum (como a d20 Saga e as últimas DBs) e terá 64 páginas. Ela ainda contará com um encarte chamado Arena Central, de 16 páginas, destinado a outros sistemas e jogos — nas edições 1 e 2, será para o Sistema Daemon. Então o total fica em 80 páginas, mas pode ser maior ou menor, dependendo do encarte. Referente ao conteúdo, desejamos criar matérias que agradassem tanto o público da DB como da D20 Saga.

Haverá material clássico para RPG, aventuras, resenhas, mapas e muito mais. Enfim, serão inúmeros tópicos com características diversas, porém para algumas partes da revista não vamos abrir mão de uma coisa que sempre marcou a DB — a estética de mangá, que fez de Tormenta e Holy Avenger grandes sucessos. Inclusive, a DSlayer reserva doze páginas mensais para Dragon’s Bride, uma nova HQ com roteiro de Cassaro e arte de Erica Awano, a mesma dupla de Holy Avenger.

Trevisan: outra coisa nova que estamos tentando também é a presença de colunas, um formato muito usado em sites (como o próprio SoBReCarGa). Minha coluna fixa se chamará Laboratório do Dr. Careca e deve funcionar como um espaço livre, onde vou poder abordar qualquer aspecto relacionado ao hobby. Desde as coisas mais inúteis até dicas para Mestres e jogadores.

Muito tem se perguntado sobre o público-alvo da nova revista. Será multi-sistema, ou apenas voltada para o D20 System?

Cassaro: durante anos, em seu início, a DB produzia material para sistemas e cenários de outras editoras. Quando desenvolvemos nossos próprios jogos, passamos a trabalhar apenas com eles e deixamos os outros de lado. Alguns leitores se ressentem, querem que voltemos a escrever para todos os sistemas existentes e não-existentes. Mas eles precisam entender uma coisa: a obrigação de produzir material para um jogo pertence APENAS aos fabricantes desse mesmo jogo. Se você não está satisfeito com o material disponível para o seu jogo favorito, a culpa NÃO É nossa.

Marcelo Wendel: todos preferimos trabalhar com o Sistema d20. Agora, como opinião pessoal, declaro minha falta de habilidade para tratar de outros sistemas. Já joguei muita coisa, World of Darkness (quase todos os cenários), Daemon, Chaosium, Fudge, Coda, MERP (um dos meus preferidos), Rolemaster, Gurps e outros. Gosto de todos os sistemas, mas me sinto confortável para trabalhar apenas com o d20. Haverá a Arena para outras editoras e autores que desejem ver seu material em nossas páginas, basta que os responsáveis entrem em contato pelo e-mail: editora@manticora.com.br.

O nome DragonSlayer é definitivo ou apenas uma brincadeira provisória, enquanto um novo nome não é escolhido? (NT: dragonslayer é “matador de dragões” em inglês).

Cassaro: como acontece muitas vezes, começou como brincadeira e depois ficou definitivo (nem queiram saber como era o nome que o Marcelo Wendel dizia no começo...).

Marcelo Wendel: meu irmão, Ricardo, sugeriu o nome DragonSlayer por ser chamativo, forte e de certo modo irônico. Por pura e simples falta de idéias o nome pegou e ficou. Bem, na verdade havia outra sugestão minha para pararmos de falar da revista como “a revista”, era Goiabinha RPG. Não me perguntem o porquê, é um segredo obscuro (a pasta no computador da editora ainda leva o nome Goiabinha...).

Trevisan: mas sabe que eu ainda acho que Goiabinha é um nome legal? Talvez a gente devesse aproveitar de algum jeito. Dava para montar um cenário... algo sobre uma Terra pós-apocalíptica povoada por feirantes, buscando um fascinante artefato em forma de goiaba. Aí aparecem os alienígenas e as corporações que governam o mundo sem que ninguém saiba. Isso sem falar nos vampiros que se alimentam de carambola...



Qual a previsão de lançamento da DragonSlayer? Podemos aguardá-la ainda para este primeiro semestre?

Cassaro: sou viciado no pique mensal pauleira da DB, então estou achando as coisas lentas demais. Eu ficaria maluco se não estivesse trabalhando também em outros projetos. Por mim a DSlayer já estaria pronta e nas bancas, mesmo com alguns improvisos — sempre achei mais importante um produto razoável mas pontual, em vez de um produto ótimo com atraso. Mas os Mantícoras têm sido bastante preciosistas, fazem questão de qualidade máxima.

Marcelo Wendel: justamente por ser uma revista mensal, estamos adiantando material e cuidando da diagramação com muito cuidado para agilizar a produção futura da DragonSlayer. Além disso, resolvemos caprichar ao máximo na parte gráfica, então a montagem da revista está sendo muito trabalhosa, mas a partir da primeira teremos tudo já engatilhado. Está prevista para o final de maio, mas pode ficar pronta antes.

Trevisan: o primeiro número é sempre o mais complicado. Não é fácil dar uma “cara” à revista, criar uma identidade... e isso leva um certo tempo. Depois que estivermos acostumados com a diagramação e com a estrutura das seções da revista, as coisas ficarão mais fáceis e o processo bem mais rápido.

Haverá espaço para colaboradores na revista? Vocês já têm alguns colaboradores fixos para ela (como O Círculo na seção Dicas de Mestre, ou a RedeRPG nas Notícias do Bardo)?

Cassaro: ainda é cedo para dizer. No momento podemos dar conta de tudo sem ajuda externa, exceto quanto a ilustrações. Acho que só vamos precisar de colaboradores se houver um grande aumento no número de páginas, ou se surgirem novos títulos — o que deve provavelmente acontecer, como ocorreu com a Dragão.

Marcelo Wendel: como a pergunta já responde, a DB e a D20 Saga já possuiam colaboradores. Hoje temos um staff bem grande e competente para as matérias mas, obviamente, se surgir a necessidade pediremos auxílio aos nossos amigos e companheiros.

Mudando um pouco de assunto, qual será o futuro da Dragão Brasil? Pelo que foi dito, ela se manterá, agora com novos editores. Já foi definido quem serão eles? Vocês sabem quando ela voltará às bancas?

Cassaro: a RedeRPG anunciou recentemente que assumirá a Dragão Brasil, portanto cabe a eles determinar sua equipe e periodicidade — sua volta havia sido prometida para a primeira quinzena de maio, o que não aconteceu. Fiquei particularmente surpreso com uma declaração do novo editor que dizia algo assim: “estamos conscientes da responsabilidade de seguir com uma revista bem-sucedida, que ultrapassou cem números, mas é hora de mudar”.

Enfim, eu estabeleci a meta de abandonar a revista após o número 100 e isso já aconteceu. A DB foi um sucesso inegável, mantê-la nas bancas não é desafio algum, não há mais nenhuma necessidade de provar que fizemos tudo direito. Parece apropriado que a última edição realizada pela antiga equipe tenha sido aquela de número 111: ao atingir os mesmos “onzenta e um” anos, um certo hobbit também decidiu abandonar seu Condado...

A D20Saga permanecerá sendo publicada pela Mantícora, ou se fundirá na nova revista, visto que os editores foram todos para a DragonSlayer?

Marcelo Wendel: a D20 Saga está no seu número 6 (7 revistas, contando a zero). Não é nossa intenção parar com o projeto, porém estamos nos adequando à produção da DragonSlayer que dará muito trabalho por ser mensal. Quando estivermos com tudo nos eixos e acharmos que a produção de duas revistas é viável, a D20 Saga poderá continuar (espero que em breve...).



Os fãs de Tormenta estão ansiosos para saber qual rumo o mundo de Arton vai tomar. Nas notícias publicadas até agora, fomos informados de que um novo continente será o cenário oficial da nova revista, mas poucas informações nos foram dadas até agora. Podem nos contar um pouco sobre ele?

Cassaro: como cenário oficial da DSlayer, inventamos um novo selo dentro da linha Tormenta, chamado Reinos de Moreania — mais ou menos como Karameikos fazia parte de Mystara, ou Kara-Tur fazia parte de Forgotten Realms, e assim por diante. Nossa experiência anterior levou a soluções diferentes: enquanto Arton é de uma vastidão estonteante, com suas treze raças, vinte deuses e trinta reinos, Moreania tem apenas humanos, duas divindades e três reinos. É um mundo ainda jovem, seu crescimento será gradual; novos reinos serão formados, novas raças descobertas, novos deuses incluídos.

Trevisan: também vamos adotar uma política especial com relação a NPCs: percebam que Forgotten Realms e Tormenta têm ambos zilhões de personagens poderosos e marcantes, muitas vezes eclipsando ou intimidando os próprios personagens jogadores. Já o recente Eberron quase não contém NPCs fortes, não coloca nenhum deles em posição de destaque: tudo é focado nos aventureiros. Reinos de Moreania também seguirá essa abordagem. Aliás, a HQ Dragon’s Bride também fica restrita a um vilarejo isolado e praticamente não tem efeito sobre o cenário como um todo, bem diferente de Holy Avenger.


Quanto deste novo continente foi desenvolvido até agora? Vocês planejam lançar um livro básico sobre ele futuramente?

Cassaro: a primeira edição da DSlayer já oferece o mapa principal e suas maiores regiões. Eu estabeleci as bases principais, como a origem dos Moreau (o povo humano local), os deuses maiores, um panorama geral dos reinos, e um conjunto de talentos raciais. Não vou dizer ainda a característica mais importante deste novo mundo, mas basta prestar atenção ao nome — referência ao livro A Ilha do Doutor Moreau. Um livro básico sobre o cenário pode surgir até o fim do ano.

Ação!!! foi um enorme sucesso e recebeu diversos elogios dos jogadores. Agora é anunciado um novo livro básico, mais completo que o outro. Quais serão as principais mudanças?

Cassaro: o Ação!!! original é tremendamente enxuto, foi preparado para ocupar o mínimo possível de páginas e custar barato. Por isso ele contém poucas imagens e mecânicas básicas de regras, mas quase nenhuma ambientação — e pode ser difícil para grupos iniciantes sediar aventuras no mundo moderno sem essa ajuda. Por isso estamos preparando na Mantícora um novo livro básico, em cores, maior, com melhor qualidade gráfica, mais ilustrações (50 desenhos inéditos) e mais material de background para jogadores e Mestres.

Também foi anunciado uma espécie de Ação!!! medieval, intitulado Primeira Aventura. Falem sobre ele. Será mais simples que o manual básico de D&D, com classes mais genéricas, assim como foi o Ação!!!?

Cassaro: mais ou menos. D&D é muito maior, gigantesco. Não seria possível reunir todas as suas regras (mesmo de forma resumida) em um único livro, como fizemos com Ação!!! Por isso 1ªA é mais parecido com o antigo Dungeons & Dragons original, com personagens apenas até o 5º nível.

Marcelo Wendel: o Primeira Aventura servirá para solucionar um problema no RPG nacional: o contato do iniciante com o jogo. Serão dois livros, um Guia do Jogador com 64 páginas e um Guia do Mestre com 48 páginas. Ambos coloridos e com um sistema Open Game License de fácil compreensão e aplicação. As classes, por exemplo, serão genéricas: Combatente, Especialista e Conjurador. A partir delas você pode moldar seu personagem com habilidades e talentos, transformá-lo em algo parecido com um bárbaro, ladino, mago e etc. Com essa e outras simplicidades, esperamos criar um novo público jogador que poderá adquirir um RPG completo a baixíssimo custo e depois continuará seus jogos com os suplementos futuros.

Temos planos para o Aventura!!!, um OGL com regras mais completas (de 1º até 10º nível); um Aventura Heróica (até 20º nível); e por fim o Aventura Épica (até 30º nível e além). Cada livro será completo — Livro do Jogador, de Mestre e de Monstros em um só volume. Também estamos preparando Relíquias de Brachian, uma pentalogia de aventuras prontas para o 1ªA, para levar um grupo do 1º ao 5º nível. O primeiro título, O Forte do Leão, está quase concluído e deve estar disponível no próximo Encontro Internacional de RPG.




Quem publicará os novos livros de Tormenta? E a linha 3D&T? Que editoras seguirão com as HQs que antes eram publicadas pela Talismã (Holy Avenger, Ethora, Mercenário$)? Qual a previsão de lançamento para estes títulos?

Cassaro: devido a atrasos nos pagamentos de seus realizadores, Holy Avenger VR foi cancelada e oferecida à Editora Mythos, que não perdeu tempo e está levando às bancas uma nova edição quinzenal sob o título Holy Avenger Reloaded. Mercenário$ foi interrompida por suas autoras para ganhar uma nova versão na Internet, existindo também a possibilidade de migrar para a Mythos. E Ethora agora passa a ser publicada pela nova Editora Kanetsu, em arcos de cinco partes; vejam www.ethora.com.br para mais detalhes.

Quanto a 3D&T, a Talismã não demonstrou interesse em publicar novos títulos, mesmo com A Libertação de Valkaria 3D&T já concluída — um livro muito esperado pelos fãs. Os atuais responsáveis pela Dragão também declararam que não pretendem trabalhar com o sistema. Felizmente, as editoras Mythos e Jambo estão ambas interessadas em adquirir o jogo. Estou agora mesmo negociando com a Mythos uma nova revista mensal, totalmente concentrada em 3D&T, para satisfazer os adeptos que a Dragão estará perdendo por abandonar esse sistema. Um novo manual básico também está nos planos da editora.

Trevisan: a publicação do cenário Tormenta ficará a cargo da Editora Jambô. Para este ano estão previstos o Guia do Jogador, o Guia do Mestre, Panteão D20 e o aguardadíssimo romance O Inimigo do Mundo.

Apesar de estarem lotados de trabalho, vocês têm outros projetos profissionais?

Cassaro: como o pessoal da Mantícora faz o trabalho mais pesado na DSlayer e outros livros, eu estou tocando os quadrinhos e a revista 3D&T na Mythos, preparando um novo título de Tormenta D20 para a Jambô, ralando na série animada de Holy Avenger e estudando língua japonesa. Pelos meus padrões, são praticamente férias!

Ricardo Wendel (entra na sala): nós da Mantícora pretendemos expandir nossa participação no mercado de quadrinhos (já lançamos a Kaos! 01 e 02 — www.revistakaos.com.br ) e estamos preparando uma série (ou álbum, vamos decidir ainda o formato) que se chamará Linha do Tempo. Trata-se de HQs baseadas em épocas históricas, porém não são enredos realistas — muita ficção e aventura serão misturadas nas tramas das HQs. Linha do Tempo também trará algumas matérias especiais (muitas curiosidades) sobre a época histórica em que a HQ se baseia que serão totalmente ilustradas. Além disso, contratamos o ex-editor da Pandora, Renato Rodrigues, que está negociando diversos títulos de Graphic Novels importadas para lançarmos ainda este ano. Portanto esperem por muitas novidades da Mantícora no ramo de HQ.

Trevisan: estando em contato direto com o pessoal da Mantícora, espero ter a oportunidade de diversificar um pouco mais meu trabalho, fazer coisas fora do RPG. A idéia de fazer quadrinhos (que sempre esbarra na minha falta de produtividade) permanece. Estou produzindo uma série nova (com Breno Tamura) chamada Black Máfia e ainda não esqueci de SPY (bem... talvez vocês tenham esquecido). Também espero escrever um curta-metragem para cinema em breve. Vamos ver o que acontece.

Além dos já citados Primeira Aventura e do novo Ação!!!, o que mais a Manticora pretende lançar para este ano? Poderemos conferir novos números da D20Saga e Kaos!?

Ricardo Wendel: Quanto a d20 Saga ainda não sabemos, se tivermos fôlego com certeza faremos mais exemplares. A Kaos! é um projeto que não tem continuidade, poderia ser lançado 1, 2, 3 ou até 1000 números, pois suas histórias são independentes. Mas acho que vamos parar na nº02 mesmo, pois como eu disse vamos trazer graphic novels importadas, isto é, estamos selecionando os projetos mais importantes para a editora. Não vou falar muito e dar certezas, mais pode esperar que a Mantícora este ano vai fazer bastante coisa interessante.

Obrigado pela entrevista, e boa sorte em todos os seus projetos. Para terminar, querem mandar um recado para os leitores? O espaço é de vocês, falem o que quiserem.

Cassaro: meu irmão Eric tem uma banda chamada Bubblegummers que toca coisas bizarras dos anos 80 no Alkatraz, aqui em Sampa. Vejam em www.bubblegummers80.com.br e apareçam. Quié? Era pra falar o que quisesse, não era?

Marcelo Wendel: espero que gostem da nova revista e que mandem suas críticas e sugestões. Até mais e boa leitura!

Ricardo Wendel: Até, e um beijo especial para a Gisele  Ah! A primeira DragonSlayer ficou muito boa! Tudo culpa do Fábio, além dos mapas, a diagramação está animal!

Trevisan: queria aproveitar a oportunidade para recitar um poema pós-moderno de minha autoria:

Abelha que foge
Bolinha! Bolinha!
A correia nunca alcança
Margarida pula!
Pula!

Obrigado.




COMPRAS
Livro > Tormenta D20: Guia do Mestre V. 3.5 (Marcelo Cassaro)
Livro > O Inimigo do Mundo (Leonel Caldela)
Livro > Só os Idiotas São Felizes (Ailin Aleixo)
Livro > Freakonomics: O Lado Oculto e Inesperado de Tudo que nos Afeta (Steven D. Levitt)
Livro > Sandman: Capas na Areia (Neil Gaiman)
Livro > Tormenta: o Panteão (Et Al.)
Livro > Sushi (Marian Keyes)
Livro > Batman: Crônicas - vol. 2 (Panini Comics)

 

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