Um investimento de seis milhões de dólares...
Nem pare para fazer contas! Calcular quanto valeria o Homem de Seis Milhões de Dólares nos dias de hoje, especialmente no Brasil, seria um acinte à racionalidade, afinal, seis milhões de dólares são seis milhões de dólares, ou não?
Arte de Neal Adams
Alguns efeitos especiais da série televisiva do Homem de Seis Milhões de Dólares, estrelado por
Lee Majors, - que para mim teve como maior mérito ter sido casado com a “pantera”
Farrah Fawcett, - ficaram gravados na memória. Por exemplo: o olhar biônico; a corrida em câmera lenta; e o som para caracterizar o uso da “força biônica”. Majors como ator deixava a desejar, mas... êpa, peraí, eu devo escrever sobre a quadrinização da série televisiva, não é mesmo?! Então vamos lá!
Clique nas capas para ampliá-las
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Originalmente a série em quadrinhos do
Homem de Seis Milhões de Dólares teve 9 edições em “formato americano” (17 x 26 cm), e mais 7 em “formato magazine” (21 x 28 cm). A da
Mulher Biônica, interpretada por
Lindsay Wagner, teve apenas 5 edições, em formato americano. Naquele período, para ser mais específico, em 1976/77, usava-se o formato magazine para a publicação de histórias em preto e branco, quase sempre com aplicação de retícula. A
Marvel Comics fez isso com vários títulos, dentre eles estão
Conan e
Hulk.
Merece destaque a adaptação para os quadrinhos do
Homem de Seis Milhões de Dólares. Realizada pelo estúdio
Continuity, coordenado por
Neal Adams, reconhecido principalmente pelo seu trabalho em
Batman, e com a participação de artistas que mais tarde se tornariam famosos, entre eles,
Terry Austin (bom arte-finalista),
Dick Giordano (que se tornou um dos melhores editores da indústria dos quadrinhos) e
Klaus Janson (Batman, Demolidor), entre outros.
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A
Charlton Comics publicou as duas HQs, tanto a do
Homem de Seis Milhões de Dólares como a da
Mulher Biônica. Esse fato merece um comentário: o famoso
Watchmen, de
Alan Moore e
Dave Gibbons, foi criada em cima da recriação de muitos dos personagens da Charlton, adquirida pela
DC Comics. Só para citar alguns:
Comediante =
Pacificador;
Dr. Manhattan =
Capitão Átomo;
Nite Owl =
Besouro Azul, e
Rorschach =
Questão.
No Brasil, as aventuras de
Steve Austin foram publicadas na revista em formatinho
O Homem de Seis Milhões de Dólares, com 8 edições lançadas pela
Bloch e, na revista em formato magazine
Os Biônicos, que também publicava as aventuras de
Jamie Sommers, a Mulher Biônica, com 5 edições publicadas pela
Editora Brasil-América (Ebal) . O primeiro título circulou no Brasil no período em que a série de televisão estava em seu auge, o segundo circulou em 1979.
Nos “formatinhos” da
Bloch, onde, às vezes, as capas originais eram substituídas por capas produzidas por artistas brasileiros, é fácil identificar as histórias que foram publicadas originalmente em preto e branco, as retículas estão por baixo das cores “chapadas”. Essas edições são difíceis de serem encontradas. Quem estiver a fim, vai ter de “garimpar” muito!
Até a semana que vem!