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Iconizar a Marvel ou humanizar a DC?
Por Tiago Cordeiro — Terça, 26 de abril de 2005
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A Wizard deste mês traz uma entrevista com vários criadores das duas maiores e mais poderosas editoras de quadrinhos do planeta: Marvel e DC. A intenção de colocar os criadores da casa de idéias em contraponto com os roteiristas decenautas gera um debate interessante e divertido. Me chamou a atenção uma declaração de Brian Michael Bendis, estrela-mor da Marvel, a respeito da concorrente: “lamento que na DC os personagens não tenham uma identificação maior com os leitores. O uniforme dos personagens são mais importantes do que eles mesmos”.
Já ouviu aquele papo de cada macaco no seu galho? Pois é...O que o genial Bendis não parece notar é que personagens mais icônicos do que humanos sempre foi o grande charme da DC. Um amigo meu sempre me disse “a Marvel é um universo de homens, a DC de deuses”.
A opinião de Bendis está muito longe de ser a exceção. Já cansei de ler em fóruns de quadrinhos leitores com aquele papo de “não-aguento-a-DC-porquê-tem-muita-mentira-e-todo-mundo-é-muito-poderoso”. Como se ser picado por uma aranha radioativa ou ser um deus do trovão não fosse uma grande mentira ou um poder imenso, no contexto correto. Me impressiona que marvetes e decenautas enxerguem defeitos onde há, simplesmente, uma saudável diferença. Imaginem como seria chato o Homem-Aranha ser mais importante que Peter Parker? Ou as histórias do Super-homem enfocarem mais seu casamento com Lois Lane do que suas aventuras? Aliás, a extinta série Lois & Clark ia exatamente por aí. Não existem problemas, mas caminhos. Se você curte mais o binômio drama e poderes, vá com a Marvel, mas se preferir histórias de aventura e fantasia leia a DC Comics, mas atenção: há diversas exceções dos dois lados. Eu sempre achei que o Kyle Rayner era um clone da saga dos clones (brrr...) com amnésia que recebe a arma mais poderosa do universo. Da mesma forma, como muitas histórias do Quarteto Fantástico deixam de lado o fato de serem uma família e evoca o sentido (com o perdão do trocadilho) fantástico de suas aventuras.

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A essa altura você deve estar se perguntando qual a minha preferência. Bem, eu não posso apontar o caminho ideal. Minha preferência sempre foi pelos roteiristas e, atualmente, a maioria dos melhores estão na Marvel, só que meu escritor favorito é Grant Morrison que voltou para a DC. E se considero que o Demolidor é um dos personagens de quadrinhos mais regulares em termos de boas histórias, por outro lado, o único herói que aprendi a gostar, independente das besteiras dos escritores, foi um certo Hal Jordan. Quer saber? Eu gosto de bons quadrinhos. E você?
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