
O clássico desenho animado japonês
Fantomas – O Guerreiro da Justiça (
Ohgon Batto, 1967-1968) conseguiu muitos fãs no Brasil quando foi exibido por aqui pela Record. O herói tinha um visual medonho, que fugia do estereótipo do “mocinho bonitão”, o que pode ter contribuído para o sucesso da série (por ser tão diferente). A tradução literal do seu nome original é Morcego Dourado, mas o combatente do mal recebeu nomes diferentes ao redor do mundo: Phantoma (Estados Unidos), Fantaman (Itália) e Fantasmagórico (México).
Fantomas foi criado por
Takeo Nagamatsu em um conto publicado na década de 1930. Teve um mangá assinado por
Osamu Tezuka e, mais tarde, outra versão criada por
Daiji Kazumine. O “cara de caveira” não deve ser confundido com o personagem francês Fantomas (que teve até suas HQs publicadas no Brasil em revista própria pela Ebal).
Durante os 52 episódios de
Fantomas – O Guerreiro da Justiça, acompanhamos o Dr. Still e seus ajudantes Terry e Gabi, que se dedicavam à pesquisa de meios para acabar com a fome no mundo e também de curas para doenças epidêmicas. O grupo também lutava para impedir os planos de dominação mundial do maligno cientista (de quatro olhos!) Dr. Zero e seu ajudante Gorgo, que tinham como base uma gigantesca torre.

Durante uma expedição em que descobriram as ruínas do continente perdido da Atlântida, o Dr. Still resgatou Marie, a filha de um arqueólogo que pesquisava a lendária criatura conhecida como Fantomas. Marie encontrou o herói e o despertou, fazendo com que ele voltasse a combater o mal. Sempre que estavam em perigo, a jovem pedia auxílio ao morcego dourado, que surgia voando antes da aparição do poderoso Fantomas. Além do Dr. Zero (que gritava “Zéééééééééro!” sempre que aparecia), Fantomas tinha como inimigo o Dr. Morte, uma espécie de “gêmeo maligno” do herói, só que prateado.
Curiosamente, antes do desenho, foi produzido o filme
Ohgon Batto (1966), dirigido por
Hajime Sato e estrelado por
Hirohisa Nakata (Suzuki/Fantomas) e
Sonny Chiba (Comandante Yamatone). Um segundo longa-metragem foi produzido alguns anos depois no Japão:
Ohgon Batto ga Yattekuru (1972), que foi dirigido por
Katsumune Ishida e se concentrava no lado cômico da história. Uma produção de baixíssimo orçamento foi feita na Coréia:
Young-guwa hwanggeum bakjwi (1992), com direção de
Ki-nam Nam e estrelada por
Hyung-rae Shim (Fantomas).