Entre o Céu e o Inferno

Filmes baseados em Histórias em Quadrinhos de sucesso continuam na moda. Ainda em 2005 estrearão
Batman Begins,
Quarteto Fantástico e
Sin City. O primeiro longa-metragem da nova safra de adaptações chegará aos cinemas brasileiros no dia 11 de março:
Constantine (
Constantine, 2005).
Baseado nas HQs da Vertigo (a divisão de “publicações adultas” da DC Comics),
Constantine causou temor nos fãs de “gibis” pela escalação de
Keanu Reeves para encarnar o famoso anti-herói John Constantine. Medo que se tornou infundado, pois Keanu está muito bem no papel e o detalhe da cor de seus cabelos (Constantine é louro) não atrapalha. Pior seria se tingissem sua cabeleira e o resultado fosse algo semelhante ao de
Colin Farrell em
Alexandre...
O ótimo roteiro, escrito por
Kevin Brodbin e
Frank Cappello, começa mostrando um misterioso artefato sendo encontrado. Em seguida, vemos John Contantine (Keanu Reeves) realizando um exorcismo. Um demônio é expulso do corpo de uma menina, mas Constantine desconfia de que algo terrível está para acontecer. Quando a policial Angela Dodson (
Rachel Weisz) procura o mago para descobrir se sua irmão gêmea Isabel (também interpretada por Rachel Weisz) realmente se suicidou, a situação começa a ficar complicada.
Constantine descobre que está com câncer terminal nos pulmões (referência ao arco de histórias “Hábitos Perigosos”, escrito por
Garth Ennis), mas continua sua jornada de redenção – lutando contra o mal – na tentativa de garantir seu lugar no Paraíso (pois se for para o Inferno, terá a companhia de muita gente que enviou para lá...). Contando com o auxílio de alguns poucos amigos, como o padre Hennessy (
Pruitt Taylor Vince), o jovem Chaz (
Shia LaBeouf), o “armeiro” Beeman (
Max Baker) e o Papa Meia-Noite (
Djimon Hounsou), Constantine terá que enfrentar poderosos seres: Gabriel (
Tilda Swinton), Balthazar (
Gavin Rossdale) e o próprio Lúcifer (
Peter Stormare) – para manter o equilíbrio entre o bem e o mal.
O diretor estreante
Francis Lawrence conseguiu realizar um filme visualmente impressionante, onde efeitos visuais, movimentos de câmera, música (de
Brian Tyler e
Klaus Badelt) e todo o conjunto de elementos que forma o longa-metragem funciona muito bem para a narrativa da história. Constantine não está louro? Tudo bem. Não é inglês como nas HQs? Ok. Mas a essência do personagem, assim como o seu sarcasmo, está presente em cada minuto do longa-metragem.
No final das contas,
Constantine é um filme que vai satisfazer tanto os fãs de HQs quanto o público que apenas busca duas horas de bom entretenimento. Fica apenas um aviso: não saiam dos cinemas antes de terminarem os créditos finais! Há uma importante cena extra após toda a lista de créditos de
Constantine. ¤