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A Super Máquina: K.I.T.T., cadê você?
Por Humberto Yashima — Segunda, 28 de fevereiro de 2005
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James Bond sempre (ou quase sempre) dirigiu um Aston Martin nos filmes de 007 e Marty McFly utilizou um De Lorean para viajar no tempo na trilogia De Volta para o Futuro – dois exemplos de veículos que fascinaram o público. Os heróis de séries de TV também tinham carros que ficaram marcados na memória dos fãs: o Batmóvel do Batman, o Mach 5 do Speed Racer, o “Beleza Negra” do Besouro Verde, a Ferrari vermelha do Magnum e o “General Lee” de Os Gatões – só para citar alguns. Falando em máquinas possantes, Glen A. Larson (Galactica, Magnum) criou um programa onde o carro era a estrela: A Super Máquina.
A Super Máquina (Knight Rider, 1982-1986) foi uma das séries mais bacanas dos anos 1980. O programa conquistou muitos fãs no Brasil, quando foi transmitida por aqui pelo SBT (além de ter sido exibida em outros canais). Para a alegria desses fãs, a Universal Home Video lançou recentemente o box com a primeira temporada completa da série, como noticiado aqui.
A série teve 89 episódios produzidos, onde o público acompanhou semanalmente as aventuras de Michael Knight (David Hasselhoff) e seu carro K.I.T.T. (iniciais de Knight Industries Two-Thousand). O veículo era um Pontiac Trans AM preto, que realmente podia ser chamado de “Super Máquina” – até falava. O “Indústrias Knight Dois Mil” era um carro equipado com os mais avançados apetrechos que se podia imaginar na época: um computador dotado de inteligência artificial (que originalmente tinha a voz de William Daniels), turbo-propulsão e uma blindagem muito resistente (o veículo tinha vários outros equipamentos especiais...).
A série se iniciou quando o jovem policial Michael Long (Larry Anderson) foi gravemente ferido no rosto em uma cilada. Ele foi considerado morto, mas conseguiu sobreviver e teve seu rosto reconstruído, ganhando uma nova identidade: Michael Knight (David Hasselhoff). O responsável por salvar sua vida foi o milionário Wilton Knight (Richard Basehart, 1914-1984), cujo lema era “um homem pode fazer a diferença” e que, antes de morrer, convidou Michael para trabalhar na Fundação pela Lei e pelo Governo.
Para combater a injustiça, Michael e K.I.T.T. contavam com a ajuda de Devon Miles (Edward Mulhare, 1923-1997), Bonnie Barstow (Patricia McPherson – primeira, terceira e quarta temporadas), April Curtis (Rebecca Holden – segunda temporada) e Reginald “RC3” Cornelius III (Peter Parros – quarta temporada). Um dos piores inimigos de K.I.T.T. era K.A.R.R. (Knight Automated Roving Robot), seu “gêmeo maligno” – na verdade era um protótipo construído pelas Indústria Knight que foi desativado por não proteger a vida humana.
O inesquecível tema musical da série foi composto por Stu Phillips (Galactica, Xerife Lobo, Buck Rogers). A Glasslite lançou no Brasil os brinquedos baseados na série: K.I.T.T. e o boneco de Michael Knight.
Após o fim da série, foram produzidos o telefilme A Super Máquina 2000 (Knight Rider 2000, 1991), filme dirigido por Alan J. Levi e com David Hasselhoff e Edward Mulhare repetindo seus papéis, onde Michael volta a trabalhar para a Fundação e utiliza um novo veículo; Knight Rider 2010 (1994), telefilme vagamente baseado na série, dirigido por Sam Pillsbury e sem a participação de nenhum dos atores do programa original e Team Knight Rider (1997-1998 – 22 episódios), série na qual uma equipe que utiliza cinco veículos especiais é montada pela Fundação. Há um projeto para levar a série para os cinemas, como foi noticiado aqui.
Links:
www.knightrideronline.com
www.ajaynshah.com/kr/Library.html
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