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Alicia, a casamenteira
Por Ana Ramgrab — Segunda, 27 de outubro de 2003
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Como já havia sido dito aqui, Alicia Silverstone está fazendo uma aposta arriscada. Sua nova série, Miss Match, tem uma assinatura que conta muito no universo da televisão americana: Darren Star, o poderosíssimo produtor de Sex & the City.
O primeiro episódio mostrou bem a cara da série: locações dos lugares mais interessantes de Los Angeles, edição rápida, além de uma apresentação detalhada do “tipo” de cada personagem (o pai mulherengo e interessado e dinheiro, a amiga que sempre dá força, o colega de trabalho implicante). Na história, Kate Fox (Alicia Silverstone) se vê metida em uma situação inusitada: é apontada em um jornal local como exímia casamenteira. Logo, ela percebe que isso não é tão ruim, e vê a nova atividade como um alívio para as suas desgastantes horas de trabalho – ela é uma advogada de divórcios no escritório do pai.
Kate é uma advogada inteligente, além de se preocupar com seus clientes e seus amigos. A repentina notícia de que ela também gosta de unir corações solitários faz com que ela passe a olhar com outros olhos para os casos com que lida no escritório. A busca pelo par perfeito dos outros a leva a questionar o seu par perfeito: o namorado controlador (David Allan Basche) acaba sendo “demitido” depois de reclamar demais.
A atividade de unir casais pode ser novidade para Kate Fox, mas não para Alicia. A Cher Horowitz que ela interpretou no filme As patricinhas de Beverly Hills também dava uma de cupido entre os professores e os colegas de escola. Talvez Alicia tenha achado uma boa idéia começar na telinha com algo com que já estivesse bem acostumada.
Apesar de creditada como “baseado em uma história real”, Miss Match lembra muito não só o filme As patricinhas de Beverly Hills como também o livro que o inspirou: Emma, de Jane Austen. Escrito em 1815, conta a história de uma dama que, na falta do que fazer na bucólica região em que vive, resolve arranjar casamentos entre a vizinhança, o que causa uma série de desilusões entre os pretendentes e até nela própria. Com se vê, a história permanece bem atual.
A torcida é para que Miss Match vingue nos EUA, para que possamos continuar acompanhando a série por aqui e ver se, quem sabe, o final vai ser sempre feliz...
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