BARULHO INDEPENDENTE
Fotos de Alexander Moschkowich

"Ação, palavra, pensamento, atitude: tudo é vai e volta"
B Negão sabe exatamente onde pisa. Abandonou uma (quase) segura carreira ao lado de
Marcelo D2, no
Planet Hemp, para seguir em seu trabalho solo. Na real, ele não saiu oficialmente da banda, mas, na prática, suas participações em shows se restringem as de "convidado especial". De qualquer forma não deixa de ser curioso traçar uma perpendicular entre a carreira dos dois vocalistas: enquanto Marcelo entra cada vez mais no esquemão da indústria fonográfica, oscilando entre a fanfarrice e a verborragia, Bernardo (verdadeiro nome de B Negão) segue tranqüilo, passo a passo, coerente ao discurso que prega. Preferindo correr por fora a fazer parte do jogo viciado da indústria de entretenimento -- embora admita que para se dar esse luxo seja necessário ter uma estrutura por trás, e que, neste caso, sem o Planet ele não poderia fazê-lo.
Sobre sua postura, aliás, cabe até uma observação: Não há ninguém no presente cenário musical com um discurso mais íntegro e contundente do que B Negão. Autor de letras aguçadas que misturam religião com filosofia, Bernardo opta por um comprometimento insuspeito com seu público. E fica a lição: Mude antes de querer mudar o mundo. Numa última análise, escapa ileso de cair no panfletário graças a sua total retidão. Independente por escolha, Bê não milita em causa própria. Ele sabe que a integridade de um artista é tão importante quanto sua obra. São correlatas.
Mesmo tendo passado mais de um ano de seu
debut,
Enxugando Gelo, B Negão ainda se considera começando. O disco, a principio encartado na revista Outracoisa e no momento sendo distribuído pela
Tratore, é um amálgama de funk, dub, rap, samba, punk-rock e sei lá mais o quê. Tudo, surpreendentemente, bem amarrado dentro do conceito do disco. E, justiça seja feita, os músicos que o acompanham, além de ser um time de primeira, todos egressos de bandas históricas da cena independente carioca, foram fundamentais para a unidade do som.

A cozinha é conduzida pela dupla
Kalunga e
Pedrinho, baixo e bateria respectivamente, ambos do adormecido Cabeça, uma das mais produtivas bandas carioca da década de 90. Além dos dois já terem este antigo entrosamento na bagagem, Pedrinho atualmente toca no Planet Hemp e Kalunga foi o primeiro da trupe a se juntar ao Bê. O Gabriel Musak (que debutou também ano passado o ótimo
Bossa-Nômade) já participava do Funk Fuckers, antiga banda do B Negão. Para uma ajuda nos vocais Bê teve a presença de espírito de resgatar o lendário Paulão, ex-vocalista da não menos lendária Gangrena Gasosa (única representante do mundo do estilo saravá-metal). Paulão com seu vocal gutural-porém-inteligível e sua marcante presença de palco, sempre foi considerado influência direta de B Negão. E pra fechar o timaço, Pedrão, trompetista, ex-Pelvs, dá o tom free style jazzístico, costurando as músicas por fora.
Como se não bastasse tudo isso B Negão é notório boa-praça, sincero, carismático, dono de um humor invejável e sempre atencioso com fãs e imprensa. E foi justamente nessa brecha que esta coluna, acompanhada do grande fotógrafo
Alexander Moschwitch , se encaixou no micro-ônibus dos caras, que saiu de Copacabana para um show no interior do estado do Rio. O incansável Moschwitch fotografou a viagem, a passagem de som, os bastidores e, claro, o show. O resultado esta aí.
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SoBReCarGa - Todo mundo sabe quem é o B. Negão integrante do Planet Hemp, algumas pessoas até conheceram o Bernadão Erótico, vocalista do Funk Fuckers. Mas agora você está batalhando numa carreira solo e quem te conhece há tempos sabe que desta vez não há um personagem por trás, e que o B. Negão que está em cima do palco é exatamente igual ao Bernardo do dia-a-dia, prevalecendo a máxima de que "você é o que você canta". Como se deu este processo?
B Negão - O Funk Fuckers era uma zoação absurda e animal, tipo um personagem mesmo. O Planet era uma parada de camaradas fazendo um som junto. No primeiro disco (Usuário) não fiz muita coisa, era mais por estar ali, junto da galera, representando o Skunk. No segundo e terceiro discos (
Os Cães Ladram, mas a Caravana não Pára e
A Invasão do Sagaz Homem Fumaça, respectivamente) que comecei a compor mesmo. Mas ai eu já não era mais do Planet. No
Cães Ladram... eu compus quatro ou cinco músicas, em
Sagaz..., sete ou oito. E quem prestou a atenção neste disco, percebe que ali já têm o tipo de letra que eu venho fazendo desde 99. Foi uma época em que decidi fazer letras de verdade, sem ficar de sacanagem.
No Funk Fuckers, eu o Flávio (hoje técnico de som da banda), éramos tudo: produtores, empresários, músicos e ficávamos malucos. No Planet eu pensei: "pô, vou entrar, vou ficar tranqüilão". O primeiro um ano e meio do Planet foi com o Skunk, mas ele já estava com AIDS e a gente não sabia. Ele não falou nada pra gente. Daí ele começou a me colocar na banda. Ele me ligava e dizia: "faz tal show pra mim, que eu estou meio mal, com tuberculose". Depois falava: "entra pra banda..." e eu dizia: "tá maluco, cara? É tua banda, eu já tenho minhas paradas aqui!". Fora do Rio, a maioria esmagadora dos shows quem fez fui eu, então neguinho nem conheceu Skunk. Na época em que ele morreu a gente pensou em acabar a banda, e só não acabou por causa da mãe dele, que pediu pra gente continuar. Depois disso que rolou o contrato com a Sony (do primeiro disco).
Então, agora, peguei as coisas que eu estudava desde sempre e decidi que era o momento de botar isso em letra, senão não ia fazer nunca. As letras não cabiam em lugar algum, nem no Funk Fuckers, nem no Planet, e era a parada que eu mais estava a fim de fazer. Me dava insônia. Minha cura da insônia foi começar a fazer o som. Eu deitava e aaah!! (neste momento ele estica o corpo estrebuchando) de tanta coisa que eu queria fazer sonoramente.
Da maneira que você fala, dá o entender que você considera mais a existência de uma ponte entre o Planet e seu trabalho atual, do que entre o Funk Fuckers e o seu disco solo.
Sim, entre o Planet do
Sagaz Homem Fumaça, que é o disco que menos vendeu, o menos conhecido.
Mas o Sagaz... é anterior ao único disco do Funk Fuckers, o Bailão Classe A...
Não, o
Sagaz... vem depois, é de 2000. Até dentro do Planet mesmo já era uma quebra animal de letra. Foi uma parada muito mais elaborada e profunda. Teria esta quebra no Funk Fuckers também, estávamos caminhando para isso. Tanto que
Funk até o Caroço e
Dança do Patinho, duas músicas gravadas agora por mim, já eram da fase final do Funk Fuckers, de um CD-demo que a gente nem lançou.
Curioso isso, já que o Funk Fuckers chegou a ser taxado de sexista graças às letras politicamente incorretas. Hoje você está enveredando por um caminho mais espiritual, completamente oposto.
Antes eu era da equipe de destruição e agora eu sou da equipe de construção (risos). Nos anos 90 tinha uma galera, o Gangrena Gasosa, o Zumbi do Mato, e existia uma competição de camarada para ver quem escrotizava mais. Então nego tentava o máximo do máximo: "ah, o cara fez isso? Então vamos fazer pior?" Tinha umas mongolices: "Enfiar o carro no cu da mulher de porta aberta?" Eu olho assim e me pergunte hoje, que porra é essa? Acho tudo uma merda. Eu posso dizer porque escrevia todas as letras (ri).
Era uma parada tão na cara, tão absurda, que neguinho não podia levar a sério. Não me arrependo porque o momento que eu estava vivendo era aquele ali. Era feito pra não ser levado a sério... mas neguinho levava a sério (ri). Essas paradas que eu escrevo hoje em dia são coisas que eu estudo desde os 12 anos de idade.
E o que você estuda?
Professor Hermógenes, Kardec, Ramatis, sufi, Saint-Exuperry. Eu gosto desta parada. Sempre gostei. Na época do Funk Fuckers eu estava meio parado.
É, dava pra perceber... Eu fiz uma entrevista com você em 96 e você contou que brincava com o Marcelo D2 porque, enquanto os shows do FF viviam cheios de mulheres, os do Planet eram (são) invariavelmente compostos por caras gritando "maconha!" a apresentação inteira. Daí eu pergunto: qual é o seu público hoje?
A gente está vendo isso agora, porque é uma parada muito recente. Na real, tem de tudo, desde adultão até moleque novinho. Isso que é maneiro, a parada é bem mais heterogênea. Antes dava pra segmentar tranqüilamente. Agora não tem barreira, graças a Deus.
Como tem sido dividir a palco com Paulão, um cara que é quase um patrimônio vivo da cena independente carioca?

Faço questão! Sempre que posso puxo este miserento aí. Acho o cara um mestre. Pra mim é um dos melhores vocalistas do Brasil, sempre achei isso, vocal treme-terra. Ele estava trabalhando de vigilante noturno, desde o final do FF e eu achava um desperdício.
Já dá pra viver exclusivamente de música?
Dá e não dá. A parada está indo muito bem, em todos os sentidos, menos o monetário. O que é o normal, já que a gente está indo contra a corrente total: um disco de
black music alternativo, todo maluco...
Estamos viajando geral, tocamos em Barcelona lotado. E neguinho foi pra ouvir a gente mesmo, conheceram pela Internet, foi emocionante. Precisa chegar ainda na parte monetária da parada. O que fazia o sustento da banda, até bem pouco tempo atrás, era eu e o DJ viajando pelo Brasil. Ganhávamos um cachê e investia na banda. Tocar nas festas de hip-hop dá muito mais grana. Agora já tem uma pessoa que está agitando legal. Em menos de três semanas tem vários shows de cachê grande e tal. E sem fazer nada que a gente não acredite.
Mas viver de música eu já vivo há um tempão. Já vai fazer uns 10 anos.
Você tem passagem por várias gravadoras. A coletânea Paredão com o Funk Fuckers (que lançou bandas como o Sex Noise e Os Djangos) foi pela EMI, o Planet Hemp saiu pelo selo Chaos/ Super Demo, subsidiária da Sony, e o Funk Fuckers lançou seu único registro pela BMG...
Sendo que a nossa editora era a Warner Chappell... (risos)
Pois é! Você tem histórico em quase todas as majors e acaba de lançar um CD de forma independente. Não tem mais volta, o caminho agora é este?
Eu acho que sim, cara. Essa parada foi totalmente consciente e pela vontade de ser. Tive propostas de outras gravadoras, mas nem quis ouvir. Quando alguém falava "vamos conversar?" Eu dizia: "ah, fala lá com o Lobão" - ele é o cara que neguinho de gravadora mais se apavora, o pesadelo do pop. A dúvida era se ia lançar, eu mesmo prensando, ou se eu ia arrumar alguém pra prensar. Mas seria independente.
Já não concordava com porra nenhuma desse negócio de gravadora. Eu peguei a parte ruim, com o Funk Fuckers, e peguei a parte boa, com o Planet, mas nas duas eu achava complicado. Várias coisas erradas dentro das gravadoras. Sem contar que eu não ia vender 350 mil cópias por disco igual ao Planet. Ainda mais hoje em dia! E quando o Planet vendeu isso, já era ruim. Por que eu vou ficar dentro desta porra?
Qual foi o maior absurdo que você presenciou dentro de uma gravadora?
Várias paradas! As promoções esdrúxulas: neguinho gastar dinheiro erradaço e depois se foder... Na época da abertura dos Beasties Boys, nós fomos lá na Sony, fizemos um projeto sinistro, chegamos lá e os caras nem sabiam o que era Beasties Boys... E trabalham com música!
Qual departamento?
O artístico mesmo! Nós chegamos e dissemos: "queremos mandar o disco nosso pra essa galera, pra podermos fazer a abertura e tal", e eles: "Não, não sei quem é não! Tem outro assunto?" Nós conseguimos porque corremos atrás pra caralho, como se fôssemos independentes. Daí que a gente continuou sempre fazendo isso, sacou? A gente pensou: "o Planet só funciona se for independente".
Eu não concordo com porra nenhuma. Acho o preço dos CDs um roubo do caralho, sou a favor de baixar música na Internet, sou contra o jabá... Sou praticamente o oposto a tudo que a gravadora prega. Sou a favor de rádio livre, não quero ficar pagando cartão de crédito para bam-bam-bam de gravadora ter carro importado. Na real, acho tudo isso uma bosta cem por cento. Não concordo com nada que os caras fazem e não quero participar. Foda-se se vai tocar mais porque se estiver pagando jabá! Não estou pensando só em mim, penso no geral. No conjunto, isso é uma merda que trava a cultura inteira. Neguinho paga o jabá onde ficam só os escolhidos pela grana, tocando na rádio que é uma parada pública, feita para tocar de tudo. Está na lei! Essa lei de enquadramento do jabá vai ser por isso. Os caras têm que tocar de tudo, não podem ficar demarcando território, ainda mais com grana.
Eu não vou participar desta porra. Mesmo que eu fique duro. Foda-se! Vou fazer um negócio que eu acredito mesmo. Estou nessa por isso. Eu estou no Planet como participação especial por que não quero me comprometer com nessa parada. Ficar falando que eu ouço uma rádio que eu não ouço, só pra tocar na rádio? "Eu sou não sei quem e ouço a rádio... não ouço porra nenhuma!" O rádio lá de casa quebrou e eu nem quis consertar.
Qual o motivo dessa acomodação da classe artística?
Porque o ser humano só pensa em si mesmo, tem esse lado que não é nada coletivo. Por isso que o mundo está do jeito que está, caminhando para o abismo.
Mas tem muita gente envolvida com isso, ou ao menos sendo conivente, fazendo vista grossa...
Conheço todo mundo do meio. É porque nego está ganhando o seu, então está bom. Eu não acredito nessa porra. Dane-se se eu vou ficar duro. Eu acredito em outra coisa, tenho outra filosofia de vida que não tem nada a ver com grana - que pra mim é só pra pagar conta, não preciso acumular dinheiro. E essa grana que preciso pra pagar as contas no último segundo sempre aparece. Não fico aperriado com esse negócio e não vou me juntar na fileira do inimigo só pra tá bom pra mim, tá ruim pro resto, então, foda-se?. Não é assim. Milhões de banda maravilhosas por ai que neguinho nunca vai ouvir falar porque não vai tocar, porque não tem jabá. Parece que a rádio é particular, mas é uma concessão pública.
É ter o culhão pra não participar. Só que você precisa ter uma base, uma outra parada, senão fica difícil. Se a tua base for matéria, grana, e você acha que isso vai salvar tua vida, no primeiro convite maior você já vai aceitar. Larga tudo e vende a bandeira do underground?.
Mas não será que uma parte da classe que sai em defesa das gravadoras contra a pirataria não o faz por ingenuidade, por estar sendo manipulado ou por pura ignorância mesmo? Será que todo artista que está na mídia tem consciência dessa engrenagem nociva?
Claro que tem! Você acha que os caras do Metallica não têm? Chitãozinho e Xororó? Eles são músicos-empresários, possuem churrascarias. Estão ali na contabilidade.
Por falar em dinheiro, o disco foi feito do próprio bolso?
Foi todo na camaradagem. Próprio bolso S/A. Fui fazendo quando sobrava um tutuzinho que era basicamente pra comprar pizza para as sessões e viajar pra São Paulo para a mixagem com o Instituto.
Quanto foi prensado?
Vinte mil. Pra gente que é independente, parece coisa pra caralho. Eu pensei ter disco pra vender até cem anos de idade. Mas pra banca é pouco. São 24 mil pontos de venda no Brasil todo. Muito mais banca do que loja de disco e essa é a grande graça! É o sonho da distribuição que todo mundo sempre teve.
O disco do Marcelo (D2), ele mesmo diz, mesmo com toda grana, jabá, música tocando na rádio até dizer chega, várias vezes você chega nas lojas e não encontra o disco dele. E não é porque acabou, é porque não tem mesmo. Nego não distribuiu a parada direito. Distribuição é sempre uma merda até pra neguinho que está grandão. Que dirá pra gente!
Outro problema que a cena musical brasileira enfrenta é a falta de espaços para shows de médio porte. Aqui no Rio, por exemplo, você toca ou no Credicard Hall para milhões de pessoas, ou para 400 pessoas espremidas no Sérgio Porto...
Mas isso está melhorando. Está tudo interligado. Parece viagem, mas é isso: mente, espírito, matéria - quando muda uma coisa, muda tudo. As coisas médias estão começando a andar.
E aquele teu selo com o Formigão, o Cualé Maluco? Você não pensa em lançar mais nada?
Ele foi feito só pra lançar o Zumbi do Mato e o Sex Noise. O Zumbi a gente lançou, mas o Sex Noise saiu pela Tamborete.
O que movia o selo era o dinheiro do Planet. Quando a banda não andava, não tinha gravadora. Logo depois que o Planet parou geral, a gente ficou sem grana, não deu pra fazer muita coisa, mas eu dei todos os discos para o Zumbi. Foi uma missão importante fazer os discos, tanto do Zumbi quanto do Sex Noise, duas bandas que eu achava das melhores do Rio e ao mesmo tempo sabia que seriam aquelas que neguinho de gravadora nunca lançaria.
Você se considera recomeçando?
Ponto zero total, me considero começando. Costumo falar que antes era menos 3, menos 2, menos 1, ponto zero - que foi o
Sagaz Homem da Fumaça. Agora é meu número um, estou começando. É "bebênegão", estou nascendo agora. É o matrimônio superior, que é quando você consegue sincronizar o que você pensa com a sua ação e com seu espírito. E é o que está rolando agora muito forte. Mas não cem por cento, porque quando for cem por cento não estarei mais neste planeta.
Você estuda música, parte teórica ou histórica?
Não. Só ouço música. Eu até tentei umas duas vezes estudar mas deu tudo errado. Fiquei na Villa Lobos um ano e sai do mesmo jeito que entrei. Na Music Art, uma escola de jazz que tinha lá em Copacabana foi a mesma bosta. Saí tocando os mesmos três acordes punk-rocks que sabia no começo. Eu era guitarrista de uma banda punk rock quando eu tinha 13 anos de idade. Tocava em casa, tinha ensaio com uma galera de colégio. Daí eu comecei a inventar que eu era o vocalista, um caô que eu mandei pra poder me livrar de levar a guitarra nos ensaios.
Se você não estivesse numa banda, estaria fazendo o que?
Não sei... na real, não acredito muito no "se", acredito no dia após o outro. Mas quando eu tinha 11 anos de idade eu imaginava que seria veterinário ou desenhista. Não imaginava trabalhar com música, não tinha ninguém da família que fazia algo com isso. Nem sabia que era possível ganhar dinheiro com música. ¤