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O Fim das Sagas
Por Luiz Eduardo Ricon — Quinta, 23 de outubro de 2003
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Vocês já se perguntaram o que estaremos assistindo no cinema no Natal do ano que vem?
Calma, não é nenhum ataque de ansiedade nerd não...
É que depois de tanto tempo de espera, finalmente nos próximos meses veremos coincidentemente o final de três sagas multi-milionárias e recordistas de público nos cinemas e nas exibições caseiras.
A primeira a dar adeus às telas dos multiplexos mundiais será Matrix, que depois de trazer uma verdadeira revolução na estética dos efeitos especiais vai virar provavelmente uma caixinha empoeirada com vários DVDs na prateleira da gente. No mês seguinte, Peter Jackson põe um ponto final em sua adaptação da obra imortal de Tolkien, com “O Retorno do Rei”. E no meio do ano que vem, George Lucas tem sua última chance de redenção com os fãs, trazendo o capítulo final das “prequelas” do Star Wars, que andam deixando muito a desejar em matéria de inventividade, roteiro e interpretações se compararmos com a trilogia “clássica”.
Filmes “de franquia” no cinema não são novidade, eu sei. Faz tempo que o cinema “arrasa-quarteirão” vem vivendo de suas franquias mais (ou menos) lucrativas.
Star Wars foi a primeira (pelo menos a primeira bem sucedida), mas não podemos esquecer do Indiana Jones, que se prepara para seu quarto capítulo (que deve ser contrangedor, a julgar pela atual “forma física” do Harrison Ford), do Super-Homem e do Batman (ambos assassinados por péssimas “sequelas”), do De Volta para o Futuro e a recém-aposentada Jornada nas Estrelas (que levou duas gerações de franquias para os cinemas) e de outros títulos de Ficção Científica como Alien, Predador e o Extermionador do Futuro ou de outras temáticas, como Um Tira da Pesada, Professor Aloprado e Doutor Dilittle (para ficar só no Eddie Murphy).
Por isso, quando três dos universos ficcionais que vinham dominando as telas nos últimos tempos fecham suas contas no mesmo ano, é de se imaginar o que os estúdios estão preparando para preencher o espaço nos corações e mentes (e bolsos) deixados por essas histórias que se encerram.
Bom, não podemos esquecer que algumas franquias ainda vivem, como os X-Men enquanto outras apenas “sobrevivem”, como Blade, por exemplo. Temos ainda filmes que emplacaram em seu primeiro episódio e que deixaram grandes expectativas para as continuações, como é o caso do Homem Aranha.
Tudo indica que vem aí mais uma era de franquias de super-heróis, a julgar pelo sucesso dos já citados, que foi inclusive motivo para novas produções do Batman e Super-Homem, numa tentativa dos executivos “para-médicos” da Warner para ressuscitar suas franquias.
Mas tirando as adaptações (outra mania dos tempos atuais), de onde será que virão as franquias dos próximos anos?
Quem serão os próximos Spielbergs, Lucas, Jacksons ?
Ou serão esses mesmos que nos farão voltar ao cinema ano após ano para (re)vermos novos e velhos personagens em novos e velhos universos?
Enquanto houver pipoca haverá uma esperança...
PS.: os leitores mais atentos (se é que temos leitores...) devem ter notado a mudança do nome da coluna. Bom, a razão dessa “versão brasileira, AIC São Paulo” do nosso título é uma longa história, mas a partir de agora estamos totalmente no idioma da Brasilândia, ok?
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