Apesar dos problemas no computador, consegui escrever a coluna desta semana (que está bem atrasada, diga-se de passagem). Peço desculpas para todos, e vamos ao que interessa.
Mesmo não estando tão próximo assim do final do ano, resolvi fazer uma retrospectiva sobre o que aconteceu de bom e de ruim este ano aqui no Brasil em relação aos desenhos animados.
Podemos avaliar o ano como tendo sido bom. Vários desenhos estrearam, novas temporadas vieram, mas o que considero mais importante é o sucesso que eles estão fazendo na tv aberta. Cavaleiros do Zodíaco está fazendo um enorme barulho, sendo um dos programas mais assistidos da Band. Espero que com seu sucesso tenhamos mais desenhos ano que vem (e não apenas reprises, como as de Tenchi Muyo).
Ainda na tv aberta, vários desenhos continuaram fazendo sucesso na Rede Globo, destacando-se Dragon Ball, Bey Blade e a mais recente estréia, Pokemon. No SBT, poucas estréias, mas bem escolhidas, como X-Men: Evolution e Super Choque.
Uma das coisas que vejo como mais benéficas é a Mega-Liga de VJs Paladinos, que não tem um roteiro muito bom, nem uma animação excelente, mas destaca-se por ser um desenho totalmente brasileiro, e ser um dos programas de maior sucesso da MTV. Além disso, também teremos um filme sobre eles, a ser lançado em 2005.
Tivemos também o CineGibi- O Filme da Turma da Mônica, que, apesar de não ser o primeiro a ser lançado nos cinemas (leia mais aqui) é o mais recente e invoca uma retomada da turma nos cinemas, como o próprio Maurício de Souza afirmou.
Mais desenhos brasileiros começaram a ser produzidos, como Holy Avenger, baseado na HQ brasileira de maior sucesso dos últimos tempos. Marcelo Cassaro, consagrado autor de RPGs, deu-nos uma entrevista a respeito da produção do desenho (que você pode ler aqui), e disse que a intenção é produzir 3 temporadas, cada uma com 13 episódios. Uma excelente notícia.
Também foi produzido Curupira, em um projeto extraordinário da Multirio, o Juro que Vi, onde crianças ajudaram a desenvolver o desenho.

Além disso, o
Cartoon Network está investindo nas animações nacionais, principalmente com o
Projeto Cartum Netiorque . Nele, os personagens
Overman,
Os Pescoçudos e
Geraldinho tem suas tirinhas animadas e exibidas durante os intervalos do Cartoon. Um projeto digno de nota (embora eu só goste das tiras do
Overman).

Outra animação produzida pelo Cartoon que eu achei interessante foi do Concurso
Operação 6 (leia mais
aqui, que iria transformar em desenho animado uma criança escolhida, fazendo uma vinheta com ela. Apesar de ser uma idéia muito boa, o produto final ficou terrível. Além de usarem cenas do desenho original, os desenhos ficaram mal feitos e a animação sem graça.
Nos canais pagos, tivemos as estréias de alguns bons desenhos, como
Yu Yu Hakusho e
Astroboy, no Cartoon,
Megaman NT Warrior, no
Jetix (antiga Fox Kids), entre outros.

No exterior, tivemos vários desenhos bons sendo lançados, principalmente no cinema. Pode-se destacar
Full Metal Alchemist, de Hiromu Arakawa,
Ghost in the Shell 2 Inocence, do brilhante Mamoru Oshii,
Saint Seiya Tenka Hen (que provavelmente muitos fãs já assistiram, incluindo eu, pois está sendo exibido na maioria das convenções de anime), de Masami Kurumada, entre muitos outros (seria injustiça fazer uma lista muito grande, pois eu sei que acabarei cometendo alguma injustiça).
Para finalizar, saindo um pouco do campo dos desenhos e olhando para as excelentes animações que pintaram este ano nos cinemas, temos o engraçadíssimo
Sherk 2, o recente
Os Incríveis e o vindouro
Bob Esponja Calça Quadrada (que é desenho mesmo, mas acho interessante coloca-lo aqui, pois fará bastante sucesso). Enfim, muitos desenhos de boa à excelente qualidade, que fizeram com que este fosse um ótimo ano para as animações. Até a próxima coluna.