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A Guerra dos hambúrgueres
Por Marcelo Del Debbio — Terça, 14 de dezembro de 2004
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Olá crianças,
Ontem, arrastado pelos amigos, finalmente fui conhecer a mais nova franquia que desembarcou no Brasil recentemente. Os gigantes americanos da Burger King entraram no Brasil para disputar o concorridíssimo mercado de fast-food com a igualmente titânica McDonalds. Disputas internacionais à parte, estamos aqui para julgar o que realmente importa: qual o melhor?
A primeira loja da rede da Burger King, inaugurada no Shopping Ibirapuera, tornou-se rapidamente uma curiosidade nos freqüentadores do shopping (na verdade, em toda a cidade de São Paulo). O maior problema disso é que os atendentes do Burger King estão completamente despreparados para atender a uma demanda desse porte (aparentemente, fizeram um estágio sobre como atender devagar aos clientes no Bob´s), gerando filas quilométricas, erros nos pedidos, demora no atendimento, sanduíches trocados e uma infinidade de problemas que seriam menores se não estivessem todos juntos ao mesmo tempo agora. A demora no atendimento era tanto que eu acompanhei uns seis ou sete casais abandonarem a fila durante os quase quarenta minutos que levou para nos atenderem.
O Whopper: Eu já conhecia o famoso Whopper, experimentado em uma viagem à Europa alguns anos atrás, e ele está idêntico ao que eu me lembrava. O double-whopper é aproximadamente o dobro de um daqueles raquíticos big-macs, com dois hambúrgueres de carne grelhada, salada, tomate, maionese... o sanduíche é tão grande que você precisa das duas mãos para segurá-lo, e muito delicioso.
A maioria dos sanduíches é mais saborosa do que a do Mac. Eles são um pouco mais caros, é verdade: normalmente uma refeição para duas pessoas no Mac custa em torno de R$ 23 a R$ 25 enquanto uma similar no BK pode custar de R$ 28 a R$ 30, mas eles possuem uns lanches promocionais a R$ 5,95, com refri e batata pequenas.
O BK possui Onion-Rings, um produto que faz bastante falta nos McDonalds da vida. Normalmente você tinha de ir até um Chapa, Chico Hambúrguer ou Burdog para pedir essas delícias, mas agora o BK também as incluiu no cardápio. Muito saborosas e crocantes. O Nuggets de frango eu achei pior que o do Mac, por não ter a “casquinha de tempurá”, embora as mulheres do grupo tenham preferido. A maior falha do cardápio é o guaraná. Ao invés da Antártica do Mac, no BK temos de agüentar aquele troço esquisito chamado Kuat. E os sorvetes do Mac ainda são melhores.
No quesito criançada, o BK está com bonecos do “Bob Esponja” enquanto a grande rede ataca com os sensacionais “Incríveis”. É uma questão de gosto pessoal, pois ambos os produtos estão com excelente qualidade.
Resumindo: BK é bom, mas espere algumas semanas ou meses para experimentar. Nos finais de semana, a fila para ser atendido pode chegar a uma hora e meia de espera, o que torna a ida ao fast-food uma belo programa de índio. Durante a semana, no horário de almoço, as filas demoram de 20 a 40 minutos, dependendo da sua sorte.
Agora, bem que o KFC podia dar as caras de novo aqui em São Paulo...
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