|
Quando as cores fazem diferença...
Por Eloyr Pacheco — Quarta, 22 de outubro de 2003
|
|
Bem-vindo ao Sobrecarga, seu destino para as principais matérias sobre Filmes, Séries, Quadrinhos, Música e muito mais... se você puder agüentar!
Use a barra superior do site para navegar entre os assuntos e confira, no final de cada texto, outras matérias relacionadas ao assunto.
Na barra lateral do site você encontra sempre boas ofertas de produtos relacionados ao universo pop, ajude o site visitando nossos patrocinadores.
Volte sempre!
|
Muito se criticou o trabalho de colorização que Lynn Varley fez em Cavaleiro das Trevas 2 quando ela decidiu usar recursos de computador para pintar. A delicada Lynn que utilizava cores pasteis e sabia (usei o verbo no passado propositadamente) aquarelar como ninguém, tornou-se a bruta que coloriu “divertindo-se” com o “brinquedo novo”...
Colorir quadrinhos é algo muito sério!
Já discuti muito sobre cores com artistas como Marcelo Campos, Roger Cruz, Alexandre Jubran, Rod Reis... e recentemente estive batendo um papo com Ricardo Riamonde, o colorista de Dungeons Crawlers, publicado pela Mythos Editora e Legacy, da Image Comics. Foi este papo que originou a CMYK desta semana.
Antes de continuar quero ressaltar uma decisão (felizmente acertada) que tomamos recentemente envolvendo cores. Quando decidimos publicar a série Legião Alien, criada por Carl Potts, e publicada originalmente nos anos 1980 pelo selo Epic Marvel, sabíamos do risco que correríamos em utilizar as cores originais: chapadas e sem efeitos... que os leitores mais novos não estão acostumados. Esse tipo de colorização era algo típico da época que ainda não tinha os recursos de computação que hoje temos, e que acabaram sendo banalizados na era Image, que passou rápido. Vale lembrar que hoje a Image está, editorialmente falando, bem diferente de quando começou. Se fossemos recolorir Legião Alien, uma boa parte do trabalho de resgate deste clássico (embora inédito no Brasil) perderia o sentido. Fomos surpreendidos com a aceitação positiva do público leitor.
Ricardo Riamonde evoluiu muito, desde a época que ajudou a colorir Quebra-Queixo – Quanto vale um herói?, uma das primeiras publicações da Brainstore, sendo que foi a primeira vez que Quebra-Queixo apareceu em cores.
Ricardo explicou-me que trabalha com bastante liberdade, discutindo somente alguns detalhes com o criador e roteirista Marcelo Cassaro. Veja o making of que montamos com a capa da edição 1 e duas páginas da edição #3 de Dungeons Crawlers. Riamonde primeiro faz a base (observe as cores “chapadas”) em cima do desenho de Daniel HDR; depois aplica os tons; faz a finalização e acabamento, geralmente em duas etapas distintas, sendo que na última é que ele define minuciosamente a incidência de luz.
Procure observar atentamente as páginas na seqüência que apresentamos, e entenda o porque de eu dizer que as cores fazem a diferença.
Capa:
Pagina simples:
Pagina dupla:

Semana que vem, estarei aqui de novo!
Para saber mais sobre a série e os autores de Dungeons Crawlers, visite o site http://www.mangax.com.br/dc/
Um preview de Legacy pode ser visto em http://www.imagecomics.com
|