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Nós Vimos II: Sob o Domínio do Mal
Por Rian Córdova — Quarta, 17 de novembro de 2004
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O remake é uma fórmula eficaz para chamar a atenção do público. Isto passou pela cabeça de Tina Sinatra, produtora da nova versão de Sob o Domínio do Mal. Tina comprou os direitos do filme original de 1962, protagonizado pelo próprio pai, Frank Sinatra.
O filme convida o espectador aos bastidores da campanha política à vice-presidência de Raymond Shaw (Liev Schreiber), um veterano da Guerra do Golfo condecorado por salvar sua tropa do inimigo. Logicamente, a ação “patriótica” faz parte da estratégia de marketing para convencer os eleitores de que ele é um “good guy”.
Paralelo ao clima eufórico da campanha, o major Ben Marco (Denzel Washington) começa a ter sonhos perturbadores que revelam experiências de lavagem cerebral envolvendo seu pelotão durante um seqüestro feito pelo inimigo. Denzel passa a investigar então a possível ligação entre a experiência durante a batalha e a campanha para eleger Raymond.
O filme vale por suas grandes atuações como Meryl Streep, interpretando a mãe manipuladora de Raymond, e pela direção precisa assinada por Jonathan Demme (O Silêncio dos Inocentes e Filadélfia).
Na verdade, é perda de tempo discutir de quem foi a melhor execução do projeto. A nova versão é pertinente, visto o atual panorama político americano. Inclusive, é fácil reconhecer nos personagens do filme alguns trejeitos das “entidades” políticas que fizeram e continuam fazendo história no País do Tio Bush.
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