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Nós vimos II: Capitão Sky e o Mundo de Amanhã
Por Humberto Yashima — Quarta, 17 de novembro de 2004
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Admirável Mundo Digital
Capitão Sky e o Mundo de Amanhã (Sky Captain and the World of Tomorrow, 2004) foi o filme de estréia de Kerry Conran, que escreveu e dirigiu a produção, baseado em seu curta-metragem de apenas seis minutos, O Mundo de Amanhã. Conran acaba de ser escalado para substituir Robert Rodriguez (Sin City) na direção de John Carter of Mars (John Carter de Marte), filme baseado na obra de Edgar Rice Burroughs (1875-1950) - o criador de Tarzan.
Capitão Sky e o Mundo de Amanhã se passa em 1939 (o ano não é citado no filme, mas O Mágico de Oz está sendo exibido num cinema), quando Nova Iorque é inesperadamente atacada por robôs voadores gigantes. A intrépida repórter Polly Perkins (Gwyneth Paltrow) investiga os misteriosos desaparecimentos de diversos cientistas ao redor do mundo e é salva de ser esmagada por um dos robôs pelo ás da aviação – e ex-namorado – Joseph “Capitão Sky” Sullivan (Jude Law). Mais tarde, Polly e o Capitão Sky acabam se unindo para deter os planos do Dr. Totenkopf (Sir Laurence Olivier [1907-1989] – foram utilizadas imagens de arquivo do falecido ator, inseridas no filme digitalmente), um cientista que planeja destruir o planeta para criar uma sociedade paradisíaca, o seu “Mundo de Amanhã”. Para salvar o mundo, o Capitão Sky e Polly contam com o auxílio de Dex Dearborn (Giovanni Ribisi), Kaji (Omid Djalili) e Francesca “Franky” Cook (Angelina Jolie). E eles terão que enfrentar a poderosa assistente de Totenkopf, a “Mulher Misteriosa” (Bai Ling).
Em poucas palavras, pode-se dizer que o filme é uma grande animação digital com atores de carne e osso. Os atores filmaram todas as cenas em frente à chamada “tela azul”, para que os cenários digitais fossem inseridos posteriormente. Foi um trabalho grandioso, no qual foram utilizadas várias empresas de efeitos especiais para conseguir o resultado imaginado pelo diretor Kerry Conran.
Conran fez inúmeras homenagens, visuais e sonoras, às HQs, seriados de cinema e filmes de ficção científica clássicos: há várias citações ao (até hoje) fantástico King Kong (King Kong, 1933); os robôs voadores são parecidos com os do desenho animado do Super-Homem produzido pelos Estúdios Fleischer Os Monstros Mecânicos (The Mechanical Monsters, 1941); o design do foguete que aparece no final do filme é praticamente o mesmo das naves que aparecem em Destino Lua (Destination Moon, 1950) e O Fim do Mundo (When Worlds Collide, 1951) e o som dos raios emitidos pelos robôs para roubar os geradores é quase idêntico ao do “raio da morte” das espaçonaves de Guerra dos Mundos (The War of the Worlds, 1953), além de diversas outras aparições de “ícones” do cinema, como Godzilla, que aparece estampado na manchete de um jornal japonês.
Uma história simples, até ingênua, na qual foi utilizada a mais alta tecnologia para mostrar uma aventura com um “gosto” das produções das décadas de 1940 e 1950, torna Capitão Sky e o Mundo de Amanhã uma experiência saborosa para os fãs de ficção científica e cinema em geral. ¤
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