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Conversas sobre HQs e outras “coisas”
Por Eloyr Pacheco — Sexta, 12 de novembro de 2004
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Sábado passado, conforme noticiado aqui, foi lançada a primeira edição da revista Kaos! na Quanta. Como de praxe, peguei autógrafo de todos os presentes no meu exemplar. Movimentado, todos os artistas da revista estavam presentes, inclusive Roger Cruz. Pude conversar um pouco com Octavio Cariello, com quem há muito não encontrava pessoalmente. Falamos do mercado de quadrinhos, das iniciativas, da busca por soluções. Trabalho, trabalho e trabalho. Moral da história: Vamos em frente que atrás vem gente!
Quem chegou de repente, para minha satisfação, foi Renato Guedes, trocamos algumas idéias sobre produção de HQ: cores que prejudicam a arte, o valor do Preto & Branco... Atualmente, Renato está desenhando Adventures of Superman. Vi material das edições #629 e 630. Muito bom! O seu site, que deverá ser reformulado no próximo ano, tem preview das artes desta revista e outras tantas. Moral da história: Quem espera sempre alcança!
No lançamento da Kaos! também encontrei com Wilson André Filho, o Will, que freqüentou o curso Quadrinhos Quadro a Quadro coordenado por Álvaro de Moya em 1999 no SESC-Consolação de São Paulo. Eu fui um dos professores deste curso. Will continua na área, bastante ativo, mantém o Zine Virtual , publica o zine Subterrâneo na base da tradicional fotocópia e participa do Núcleo de Quadrinhos Oswald de Andrade. É legal ver alguém que esteve fazendo um curso seguindo em frente. Moral da história: Água mole em pedra dura...
Esta semana recebi a visita de Marcelo Vital, escritor brasileiro que há nove anos reside nos EUA e em 2004, publicou 1904, uma graphic novel que podemos chamar de “ficção histórica”. O livro, muito bem ilustrado por David Montgomery, trata da Exposição Mundial de 1904 que ocorreu em St. Louis (EUA). Nesta exposição foram apresentadas as “maravilhas modernas”, entre elas a luz elétrica e os carros a motor. Marcelo e David bancaram o álbum e o venderam na feira e em escolas. Excelente a iniciativa. (Você pode saber mais sobre 1904 acessando o site da revista. Marcelo está no Brasil pesquisando sobre Santos Dumont, seu próximo projeto editorial. Conversamos bastante sobre as diferenças entre o mercado de quadrinhos americano e brasileiro. Uma das conclusões a que chegamos é que ambos os mercados estão perdendo leitores e procurando reconquistá-los. Moral da história: A volta dos que não foram! (Hã?!)
Ontem estive no lançamento do Guia de DVD 2005 de Rubens Ewald Filho que aconteceu na 2001. O guia, além de ser muito interessante para cinéfilos, é ótima referência para jornalistas. Fui recebido por Marcelo Pestana e Carlos Cirne que, além de participarem do projeto gráfico do guia, também estão na equipe da Coleção Aplauso, que você já tomou conhecimento aqui. Os dois me confirmaram que a coleção está “indo de vento em popa” e que devem surgir novidades em breve. Tive a grata surpresa de encontrar com Edison Paes de Melo, responsável por uma grande (e importante) reformulação gráfica na Folha de Londrina, onde escrevi sobre quadrinhos. Moral da história: Quem é vivo sempre aparece! (Tanto eu, como ele.)
Terminei de ler o livro Como Usar as Histórias em Quadrinhos na Sala de Aula, já divulgado aqui. Como usar... é realmente uma referência importante para os professores que desejam incorporar mais dinâmica em aulas de Língua Portuguesa, Geografia, História e Artes. Eu aconselho a todos que são da área a procurarem conhecer esse livro. Moral da história: Preconceito é apenas um conceito pré-concebido. (Hein?!)
E como última moral da história, parafraseando Ibraim Sued: “Os cães ladram e a caravana passa!”
Até semana que vem. Tchau!
PS – Meu repertório de “morais de histórias” e ditos populares é fraco.
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