Meu objetivo era fazer a cobertura do Nação HQ 2004. O bônus seria trazer algumas boas entrevistas para o leitor do SoBReCarGa. Havia muitas opções, pois eram vários os artistas presentes no encontro, contudo dois me chamaram a atenção: Sidney Gusman, editor da Wizard e André Diniz, dono da editora Nona Arte.
Antes da palestra a respeito da criação do novo portal hq.org.Br, eu falei rapida e timidamente com ambos que eu estava querendo a entrevista. A palestra foi bem interessante e ambos falaram das vantagens para os seus sites e também para os quadrinhos nacionais.
Finalizada a palestra, fui incisivo e consegui falar com o Diniz. Conversamos bastante a respeito da Nona Arte e principalmente sobre quadrinhos na internet, suas possibilidades, facilidades e entraves. Tocamos um pouquinho na questão do futuro dos quadrinhos. Estariam eles na internet? O mais interessante é que Diniz, apesar de ter mais de 300 hqs virtuais em seu site, ainda acredita na força do papel (mesmo que reformulado).
Agora, as coisas estavam mais complicadas com o Gusman (ou “Sidão” para os amigos). Muita gente querendo conversar sobre quadrinhos, sobre a Wizards, sobre o Universo HQ e inúmeras outras coisas. Fiquei de tocaia o tempo todo, mas sabia que deveria aproveitar qualquer brecha. Ela surgiu, quando a fome bateu. O jornalista, apesar de não aparentar, precisava comer depois de horas e horas de eventos, conversas e palestras.
Acompanhei-o (leia-se “o segui”) até o restaurante. Foi o momento que ele se lembrou da promessa da entrevista. Fiz uma cara de cachorro pidonho, o que certamente o comoveu, contudo ele estava claramente cansado e faminto (e considerando-se seu tamanho, certamente não valia a pena aborrece-lo), logo disse que a entrevista poderia ser feita no dia seguinte. Ele agradeceu, depois se desculpou e foi saciar sua fome.
Derrotado, pensei em voltar para casa, mas notei que à mesa estavam vários amigos. Desde RPGistas de BH até conhecidos da internet como Tiago Augusto, Marcelo Del Debbio e Leonel Caldela (trio
SoBReCarGa, que abafou no evento). Resolvi ir para mesa não para conseguir a entrevista, mas para conversar casualmente com o pessoal. Ao perceber que o insistente aqui estava lá, ele logo me chamou para o seu lado e quis dar um fim ao pentelhamento.
Assim, lá estava eu sentado ao lado de Sidney Gusman e de frente para o próprio André Diniz. Jantando com os mestres (apesar de eu não ter comido nada). Começamos a entrevista. Falamos de quadrinhos, super heróis, quadrinhos, mangas, mercado, quadrinhos, viagens à Europa (que podem ser tanto recompensadoras, quanto violentas!), mulheres, quadrinhos e depois um pouco mais sobre quadrinhos. E como o homem falava (a entrevista exclusiva está garantida para o site, mas como deu trabalho para transcrevê-la)! O André era bem mais calado, mas sabia a hora de fazer seus comentários.
O mais engraçado é que eu me sentia um velho amigo de ambos, dada a naturalidade que conversávamos sobre tudo (principalmente sobre quadrinhos!). Trocamos boas piadas (principalmente o Sidão, que parece uma fonte inesgotável de piadas) e rimos bastante de outros casos engraçados. Foi neste momento que percebi que não havia necessidade. Ali nem eles eram grandes mestres, nem eu era um simples padawan (aprendiz). Éramos fãs de quadrinhos trocando figurinhas.
Como em todo meio que envolve autores e criação é óbvio que há muitos “estrelismos” e conflitos de egos, mas sempre existem por outro lado bons profissionais que se importam mesmo com a divulgação e expansão desta área. Posso dizer que conheci dois profissionais, dois mestres que estão entre estes últimos. Pouco ganham, muito fazem. Acho que às vezes, para você fazer algo pelos quadrinhos basta dar uma revista de presente, ou simplesmente conversar sobre este amor e mostrar aos outros como se trata de uma diversão tão saudável (ou até mais) que qualquer outra.
Esperamos que o
SoBReCarGa também esteja ajudando nesta batalha sem fim. Acho que esta nossa paixão vale esta luta. Pois como disse o Capitão Marvel ao salvar os heróis do mundo: Shazam! Shazam! Shazam!
Conclusões ao fim: eu sou idealista (e piegas), Sidão é um cara perigoso (principalmente na internet e no trânsito!!!) e o André é um cara que sabe a hora de falar (sim, ele vai te pegar no pulo do gato).
Se você quiser saber mais sobre o
Nação HQ 2004, clique
aqui. E aguarde, pois logo as entrevistas EXCLUSIVAS com estes fãs de quadrinhos estarão disponíveis no SoBReCarGa.
Links Relacionados:
www.quadrinho.com/nacao
www.universohq.com
www.nonaarte.com.br