Neste momento em que tanto se alardeia sobre o novo filme do Quarteto Fantástico – com fotos e vídeo que você pode conferir aqui no SoBreCarGa –, dentro da nova safra de filmes dos Super-Heróis Marvel na telona, andei discutindo aqui e ali qual seria o ranking de minha preferência.
Deixando de lado os velhos filmes (o do próprio Quarteto – que de tão ruim nem chegou a ser lançado –; os do Capitão América; os do Homem-Aranha e o do Justiceiro – aquele estrelado por Dolph Lundgren) e a série do Incrível Hulk (comentada por Humberto Yashima na Full Screen desta semana) e os novos filmes do Blade (estes podem ser encarados apenas como “ação & terror” e não necessariamente como adaptação de HQs), vamos às minhas opiniões e, conseqüentemente, ao meu ranking até chegar ao meu favorito:

6º lugar:
Demolidor (Daredevil, 2003) – Para mim, o maior erro do filme é terem escolhido
Ben Affleck (Armaggedon, O Balconista) como
Matt Murdock. Os efeitos digitais para “animar” o Demolidor deixaram a desejar, ele parece duro e pesado. As coreografias das lutas também estão “pesadas” e, para piorar, Affleck tenta imitar um cego lutando. As melhores coisas do filme são,
Elektra (interpretada pela bela e talentosa
Jennifer Garner, não é à toa que ela ganhará um filme solo) e o
Mercenário (
Colin Farrell, de
Por um Fio).

5º lugar:
X-Men 1 (X-Men, 2000) – Não gosto da premissa básica do roteiro: algo como, “para que não haja mais preconceito contra os mutantes, vamos transformar a todos em mutantes”.
Wolverine (
Hugh Jackman), desde seus primeiros instantes na tela, rouba a cena. É o melhor do filme, se fosse um filme do Wolverine, centrado realmente nele, como parece que se tentou evitar o tempo todo, seria melhor.

4º lugar:
Hulk (Hulk, 2003) – O diretor
Ang Lee pensou que dividindo e sobrepondo quadros na telona do jeito que fez estaria fazendo um “filme em quadrinhos”. Errou. Gosto, embora tenha defeitos, do CGI do Hulk e das lutas do monstro contra o exército, especialmente dos momentos contra os tanques e do “Hulk-Pulga” saltando no deserto, isso lembra bastante os quadrinhos, principalmente a fase mais antiga.
Eric Bana (Tróia) está muito bem como
Bruce Banner e a atuação um pouco exagerada de
Nick Nolte como
David Banner tem momentos de genialidade. Também não gosto dos “Cães-Hulk”, especialmente do
poodle.

3º lugar:
X-Men 2 (X2, 2003) – O diretor
Bryan Singer teve mais espaço para trabalhar não só se preocupando mais em apresentar os personagens como necessitou fazer no primeiro filme. Wolverine está roubando as cenas novamente, mas, a responsabilidade de resolver as coisas está melhor dividida, especialmente quando
Jean Grey (
Famke Janssen), resolve se sacrificar para salvar o grupo: a seqüência com água lembra realmente uma tormenta cósmica. Quem leu as HQs sabe do que estou falando.
Noturno, interpretado por
Alan Cumming, destaca-se como personagem e seu visual (com todas aquelas cicatrizes) está muito legal. O sotaque alemão era tudo que eu esperava no personagem.

2º lugar:
Homem-Aranha (Spider-Man, 2002) – A grande surpresa do filme foi a animação por computador do Amigo da Vizinhança. O uniforme em alto relevo funciona muito bem na telona;
Tobey Maguire (SeaBiscuit, Wonder Boys) ficou a cara do
Peter Parker (mais uma agradável surpresa); lançar a teia pela primeira vez, gritando frases de efeito, foi um show à parte – muitos fãs, assim como eu, à princípio odiaram saber que a teia não sairia do bracelete do Aranha, e que Peter não a criaria, mas a desenvolveria no seu próprio organismo. No filme não fica de todo ruim, mas, mesmo assim, isso podia ter sido evitado. A cena do beijo entre Homem-Aranha e
Mary Jane (
Kirsten Dunst) tornou-se “clássica”. A morte do
Tio Ben (
Cliff Robertson) foi muito bem elaborada. Não gosto do uniforme do Duende Verde e da atuação “shakesperiana” de
Willem Dafoe.

1º lugar:
Homem-Aranha 2 (Spider-Man 2, 2004) – Ação ininterrupta sem a necessidade de apresentar os personagens, com exceção do
Dr. Octopus (
Alfred Molina) que pode ser eleito como “o maior vilão das adaptações de quadrinhos da atualidade”. Seu uniforme ficou sensacional, mais “dark”, mais “Sam Raimi” (lembra de
Darkman – A Vingança sem Rosto?). A seqüência de luta entre o Aranha e o Dr. Octopus é de tirar o fôlego, parece durar todo o filme. As referências às HQs “O Garoto que Colecionava Homem-Aranha” e a desenhada por John Romita Sênior na cena em que Peter abandona o uniforme na lata de lixo são claras para os fãs de quadrinhos
(veja aqui) , e podem ser vistas como um trabalho árduo de pesquisa por parte dos produtores. Peter Parker sendo carregado pelas pessoas no trem dá ao filme uma atmosfera poética que chega a ser comovente: “as pessoas precisam de heróis”.
É isso aí! Até semana que vem! Tchau.
PS – O “novo” Justiceiro
(The Punisher, 2004), estrelado por
Thomas Jane, não aparece nesta CMYK pois ainda não o vi. A
Columbia Pictures anunciou oficialmente dia 21 de setembro que não vai lançar O Justiceiro nos cinemas brasileiros, e sim, direto em DVD e VHS. O Justiceiro estava previsto para entrar em cartaz no dia 22 de outubro.