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Kill Bill 2 - Um pelo preço de dois
Por Marcelo Del Debbio — Quarta, 6 de outubro de 2004
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Atenção: esta matéria contém revelações sobre o filme
Assisti ao segundo episódio da saga de Uma Thurman contra os ninjas tarantínicos. Pode ter certeza que muito fã do diretor vai me odiar por falar isso, mas a sensação que você tem quando sai do cinema é a de ter sido enrolado (e olhe que eu sou fã de carteirinha do Quentin Tarantino).
O filme é legal? Claro que é legal, mas... Kill Bill 2 é um tanto quanto arrastado. Bem diferente do primeiro episódio onde o pau comia solto, na parte dois existem apenas duas cenas de combate legais; uma delas saída direto dos filmes da de kung-fu da band e a luta entre Uma Thurman e Daryl Hannah (que, na minha humilde opinião, acabou ficando a melhor personagem do filme). Não vou falar nada para não estragar o final, mas a luta entre Beatrix Kiddo (Uma Thurman) e Bill (David Carradine) é ruim de doer. SIM, eu entendi que era para ser algum tipo de homenagem aos filmes de kung-fu porcaria da década de setenta, mas mesmo assim, ficou ruim de doer.
Michael Madsen (eu confesso... é meu ator preferido de todo o filme e uma das maiores razões pela qual eu fui assistir ao KB2 foi para ver o personagem dele) ficou relegado ao terceiro plano, com o personagem mais raso e patético de toda a série, o que foi uma pena, se levarmos em conta toda a carreira dele nos filmes do QT. Eu estava esperando bem mais.
A parte mais legal do filme, sem dúvida nenhuma, é o flashback onde Quentin nos mostra o treinamento da noiva com Pai Mei, o mestre de kung-fu (personagem que já apareceu em diversos filmes chineses da década de oitenta, com a barba esquisita e tudo). Toda a seqüência é espetacular e as dezenas de homenagens compensam todo o final do filme.
Ao longo de seus intermináveis 126 minutos, a impressão que se tem é que muitas partes são desnecessárias e foram colocadas para “encher lingüiça” e justificar a existência de uma parte dois. A verdade que ninguém quer ouvir é: dava para ter feito apenas UM filme, com duas horas e meia de duração, que teria sido melhor para todos (menos para o estúdio, que adorou arrancar nosso rico dinheirinho duas vezes). ¤
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