|
Leigh e a Chuveirofobia
Por Tiago Cordeiro — Quarta, 6 de outubro de 2004
|
|
Bem-vindo ao Sobrecarga, seu destino para as principais matérias sobre Filmes, Séries, Quadrinhos, Música e muito mais... se você puder agüentar!
Use a barra superior do site para navegar entre os assuntos e confira, no final de cada texto, outras matérias relacionadas ao assunto.
Na barra lateral do site você encontra sempre boas ofertas de produtos relacionados ao universo pop, ajude o site visitando nossos patrocinadores.
Volte sempre!
|
Talvez o filme mais famoso do mestre Alfred Hitchcock, Psicose (Psycho, 1960) é apenas mais uma história com a marca do mestre do terror. Na história Marion Crane (Janet Leigh) foge com um dinheiro que deveria ter depositado no banco e desaparece (aliás, as sinopses imbecis que revelam o assassino são responsáveis pela perda de metade da emoção do filme).
Dizem por aí que a famosa cena em que Leigh é esfaqueada fez com que muitas mulheres norte-americanas tivessem medo de tomar banho. Verdade ou não, a cena é absolutamente pavorosa e, acima de tudo, sutil. Você não vê a faca penetrar no corpo de Leigh nem mesmo uma vez, contudo, o grito desesperador de Marion Crane, as facadas constantes e incessantes e os cortes rápidos tornam tudo muito mais angustiante do que se usassem artifícios como carne moída e coisas do gênero para simularem órgãos à mostra. Não dá para esquecer também da trilha sonora do gênio Bernard Hermann (que talvez tenha sido o mais importante colaborador de Hitchcock). O tema tocado quando a psicose do título entra em cena lembra algo como pássaros gritando (repare na cena em que Crane está em uma sala com animais empalhados e você entende a relação) e não se conclui. Ela continua constante e repetitiva sem chegar a lugar algum, como se jamais fosse ser interrompida...(mamãe!)
Além do grito de Crane, a seqüência tem outros momentos antológicos como as duas últimas cenas de Norman Bates (Anthony Perkins) e o assassinato do detetive Milton Arbogast (Martin Balsam).
Apesar de não precisar de motivo algum para falar dos filmes de Hitchcock, um de meus cineastas favoritos, hoje estou escrevendo a respeito porquê Janet Leigh morreu nesse último domingo. Além de Psicose Leigh também trabalhou com outro gênio, um certo Orson Welles no filme A Marca da maldade. Infelizmente, após Psicose a atriz reduziu o número de suas aparições no cinema. Mesmo assim, ela surgiu novamente em Haloween 20 como Norma Watson. Pena para todos os cinéfilos que jamais ouviram um grito tão convincente novamente e agora perdem definitivamente a esperança de ver a atriz de novo.
A curiosidade é que segundo um jornal de grande circulação a atriz “morreu em casa”, bem graças a Hitchcock e Leigh já sabemos que isso não significa tranqüilidade. Adeus e obrigado Leigh, se vir algum hotel sinistro no caminho, passe direto!
|