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MSM: Movimento dos Sem Magia
Por Rafael Cardoso — Quarta, 22 de setembro de 2004
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Depois de assistir Rei Arthur pela segunda vez (não aconselho a ninguém, consegue ser ainda pior que na primeira vez...), eu apenas confirmei uma das minhas (várias) teorias conspiratórias a respeito da indústria do entretenimento: falta magia nos filmes!
Muitos podem querer me dar tiros (ou talvez Bolas de Fogo) ao ouvir isso e me dariam o Senhor dos Anéis e Harry Potter como exemplos de que estou enganado. O famoso estilo “espada e magia” está em alta, mas eu continuo a me questionar: onde está esta magia?
Sim, eu vi Gandalf soltando suas luzes tanto para afastar os Nazgûls quanto para evitar o avanço do próprio Balrog. Eu também vi Harry Potter conjurando um poderoso Expectro Patronum, mas será que a magia no cinema se resume a isso? A magias de luzes que afastam o inimigo?...
Como jogador de RPG e grande fã de desenhos como Caverna do Dragão, Record of Lodoss Wars, Slayers eu fico pensando onde está a verdadeira magia? Onde estão as bolas de fogo, os relâmpagos, as chuvas de meteoros, as convocações de dragões? As magias de transformação?
Com a atual tecnologia, é óbvio que seria possível fazer isso tudo e com grande qualidade, mas estou certo que o problema não é esse. A verdade é que certamente uma magia grandiosa (leia-se espalhafatosa) poderia facilmente tirar qualquer credibilidade do filme transformando-o desde algo infantil até algo patético (se houver um baixo orçamento principalmente).
Dando continuidade ao que escrevi na última coluna, está na hora de mostrarem os poderes como eles realmente deveriam ser. Nada de magos lutando com seus cajados com uma telecinésia de terceira. Nada de lutas de jedis, nas quais eles precisam se esforçar para carregar uma coluna de pedra de nada.
Por isso, estou iniciando o Movimento dos Sem Magia (MSM), que está aberto a todos membros que amam fantasia medieval e estão cansados de ver esta magia “sutil”, “escondida”, “subentendida” e afins e que quer ver explosões, pessoas voando, magos combatendo dragões e afins. E para provar que é possível, que não ficaria exagerado ou infantil, eu cito os filmes de mutantes que fizeram muito sucesso nos últimos tempos sem receber estas classificações. Troque o raio do Ciclope por uma bola de fogo, os relâmpagos e vôo da Tempestade por magias idênticas, troque as capacidades da Mística por magias de transformação, a telepatia do Professor X por magias de dominação e pronto: temos um épico de espada e magia, que realmente tem uma magia a altura! Gente, aquele Pyro do X-men 2 não é nada além de um mago com bolas de fogo ilimitadas!
Rafael Cardoso, que acha que aqueles filmes trash dos anos 80 (com seus defeitos especiais) são os culpados por esta resistência à verdadeira magia...
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