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FanMixCon - Exemplo de Evento de Anime
Por Marcelo Del Debbio — Sexta, 17 de setembro de 2004
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Olá crianças,
Hoje vou fazer uma coluna atípica. Ao invés de comentar “A Vila”, que é o que eu estava pensando em fazer, vou falar sobre um evento de anime que visitei neste final de semana. Engraçado que de uns anos para cá tem explodido a quantidade de encontros relacionados com animação japonesa no Brasil. Atualmente, não passa um final de semana sem algum tipo de evento grande ocorrendo em alguma capital.
Domingo, dia 12 de Setembro, ocorreu em Campinas a segunda edição do FanMixCon, um encontro de fãs de anime e mangá, que ocorre no colégio Liceu Salesiano (o local onde eram filmadas as cenas do programa da Sandy & Júnior, se servir de referência) desde o ano passado. Não sou um bom crítico de eventos, portanto vou comentar como me senti a partir do ponto de vista de um espectador.
Gostei muito. E olhe que nem sou tão fã de anime assim...
Sobre a origem do FanMix: a festa é organizada por um grupo de amigos que se reunia no SESC todo final de semana para assistir a desenhos e animações japonesas, chamado Fanmings. Em 2003, eles decidiram criar um evento maior onde os “otakus” (fãs) pudessem se reunir pelo menos uma vez por ano para trocar idéias, conversar com dubladores, assistir estréias e comprar as novidades do mercado.
O primeiro evento foi muito bem organizado e contou com aproximadamente 1.200 pessoas, o que é considerado um evento de grande porte. Este ano, os visitantes somaram quase 2.700 pessoas, vindos de diversas cidades próximas, e o número de apoiadores/patrocinadores praticamente dobrou em relação ao ano passado, tornando o FanMix um dos maiores eventos de anime/mangá o ano.
As portas para o público que tinha pago ingresso antecipado abriram as 10h da manhã e depois, as 10h30, a entrada estava liberada para todos e a fila que já dava a volta no quarteirão começou a entrar. Aos poucos, o espaço foi sendo preenchido pela garotada vestida com roupas multicoloridas, seres esquisitos e outros seres mais esquisitos ainda.
No quesito “atrações”, haviam atividades para todos os gostos. Cerca de trinta ou quarenta stands diferentes vendiam tudo o que você pode imaginar e algumas coisas que eu nem sabia que existiam, de lançamentos de mangás a DVDs de algo chamado J-pop (é um barulho horrível que se assemelha vagamente à música, cantado por uns japoneses bizarros ao quadrado), de camisetas do Power Rangers a chaveiros do Cowboy Bebop, de bonés da frota estelar a calcinhas da Chobits, de réplicas de espadas e armaduras medievais a cards de todos os tamanhos, cores e gostos.
Haviam quadras onde eram organizadas partidas de basquete, vôlei e até mesmo de “quadribol” improvisado, com direito a pessoas montadas em vassouras (no chão, claro) e aqueles aros presos em cima do gol. Mas não me pergunte como contavam os pontos porque eu não faço a menor idéia.
Para quem gostava de eletrônicos, havia uma lan-house com cerca de dez máquinas conectadas onde estavam sendo disputadas partidas de counter-strike e um simulador de Mechas (robôs de combate – pronuncia-se “Meka”) muito bacana (feito a partir do jogo de X-Box adaptado) e até mesmo um stand de arco-e-flecha, para quem quisesse aprender a atirar.
Além disso, ocorriam palestras a cada duas horas, com temas que variavam de “como publicar seu livro de RPG” a “história dos quadrinhos” ou “como compor um bom cosplay”, demonstrações de kung fu e de kendô, apresentação de uma banda, teatro de cosplay (esse foi a minha única reclamação em relação ao encontro: não sei se o teatro foi horrível ou se o anime que escolheram era o verdadeiro samba-do-crioulo-doido, mas pelo menos tinha umas atrizes gatinhas), concurso de karaokê e cosplay e, para fechar, palestra lotada com alguns dos dubladores do Cavaleiros do Zodíaco e show com a lindíssima Larissa Tassi (a loirinha que cantava a música de abertura antiga do CDZ).
 
Espero que os outros eventos de anime e mangá sigam os passos do FanMixCon, trazendo cada vez mais eventos paralelos não exatamente relacionados com os quadrinhos japoneses, mas que agradem ao público jovem. Estamos mesmo precisando de diversidade nessas convenções.
Para saber mais:
FanMixCon – http://www.fanmixcon.com.br
Larissa Tassi - http://www.larissatassi.com.br
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