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Djangos + Black Alien ...
Por André Mansur — Sábado, 14 de agosto de 2004
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... + Nancyta e muito mais
Quem tem dado as caras após um longo e tenebroso inverno são os Djangos! A banda teve uma contrato com a WEA, em 98, lançando o ótimo Raiva Contra Oba-Oba – produzido por Tom Capone e pelo Paralama João Barone. Infelizmente, foram mal aproveitados pela gravadora e dispensados em seguida – fato rotineiro, que habitualmente culmina com fim da banda. Por sorte, não foi o que aconteceu. Com isso ganhamos todos nós e quem marcou bobeira foi a gravadora. Marcos Homobono (guitarra e voz), João Aquino (bateria) Lyle Diniz (baixo) e Frank Araújo (guitarra, recém ingresso na banda) não deixaram se abalar e seguiram em frente. Participaram ano passado da coletânea, só de bandas independentes cariocas, Tributo ao Inédito II, com as faixas Mantra, que lembra muito o Asian Dub Foundation e Onda e Concreto, um drum’n’bass que poderia servir de música de abertura de algum seriado de ação. Ou seja, deram as pistas do que estaria por vir.
Mas neste ano trancaram-se em estúdio, compuseram mais músicas, gravaram algumas e acabam de lançar em EP intitulado apenas Djangos. De cara percebe-se as mudanças no som da banda que, definitivamente, deixaram o ka de lado para serem apenas uma banda de rock. Parece simples? E de fato é, mas só se conquista isso com maturidade. Tem participação vocal do Marcelo Yuka na faixa de abertura (Operação São Jorge); em O Alvo Marcos canta meio desorientado por cima de uma guitarra swingada: “Se perguntarem diga que eu sou uma bala perdida / procurando encontrar algum alvo / que me faça parar de voar tão alto / e sem nenhuma direção”. Na terceira faixa, Eles Me Fazem Chorar, o baixão reggaeiro e a guitarra com efeitos lembram os trabalhos anteriores da banda. Daí em diante é só pedreira: a batida quebrada de Jumping In The Slavequarter; o ótimo fraseado de voz por cima de um riff ganchudo em Minha Vingança, um dos pontos máximos do disco; as já citadas Mantra e Onda e Concreto e, pra fechar, a balada Agora Não Mais.
Alô, diretores de gravadoras, donos de selos, produtores de shows: parem de forjar artistas! Os Djangos são uma ótima banda, com uma longa estrada nas costas e um forte potencial radiofônico. Duvida? Clique em: www.tramavirtual.com.br/artista/losdjangos.
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Babylon by Gus Vol 1 - O Ano do Macaco é nome do primeiro CD solo, do niteroiense Gustavo Black Alien (foto), o imbatível rapper brasileiro. Lançado pela DeckDisc, a produção ficou a cargo de Alexandre Basa, do Mamelo Sound System. O dia marcado para o lançamento será o emblemático 11 de setembro. Faixas como América 21, Mr. Niterói; e Na Segunda Vinda certificam o que a gente já sabia: nas rimas não tem pra ninguém. BNegão já me confessou certa vez que viu (e, sobretudo, ouviu) Black Alien “quebrar um rapper japonês numa roda de free style em Tóquio!” Explico: numa roda de MCs nipônicos, Gustavo foi desafiado por um deles para um duelo de rimas improvisadas. Adivinhe quem faturou?
O ex-vocalista do Planet Hemp ganhou notoriedade na Europa há poucos meses quando a poderosa Nissan usou a música Quem que Caguetou?, gravada em parceria com Speed Freaks, em um comercial de tevê. A música também foi trilha para o filme O Invasor, de Beto Brant. Hoje, os dois MCs nem se falam. Lamentável, mas quem conhece ambos sabe que isso não durará muito tempo.
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Quem manda notícias direto de Salvador é a Nancy. Depois da participação no virtual tributo ao Faith No More, chamado Brazilian Sabor, e da elogiadíssima apresentação no Porão do Rock, em Brasília, Nancyta e os Grazzers estão em estúdio gravando o sucessor de seu primeiro e homônimo álbum. O som é aquilo que a gente gosta: uma matriz rock, onde cabe punk, metal, hard core, experimentalismo contido e letras acima da média nacional - ora trafegando entre Jards Macalé e Kerouac, com muita propriedade, ora relatando supostos diálogos com coqueiros faladores. Só ouvindo mesmo pra entender.
Link: www.iuma.com/IUMA/Bands/Nancyta_os_Grazzers
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A versão tupiniquim do festival Sónar já anunciou seu line up oficial. E não faltaram boas bandas independentes brazucas. Anote aí: Tetine (foto), Hurtmold, Instituto, DJ Dolores, Arto Lindsay (ele conta?), Bojo, Objeto Amarelo... O evento ocorrerá no Credicard Hall (Santo Amaro), no Instituto Tomie Ohtake (Pinheiros) e no Teatro Abril (Bela Vista) nos dias 08, 10, 11 e 12 de setembro. Os preços vão de 25 a 200 reais.
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O quinto número da bacana revista Mosh já chegou da gráfica. Ok, eu sei que você sabia pois o Marcelo Tavela já falou sobre isso aqui. Mas o lançamento oficial será amanhã, sábado, na livraria Baratos da Ribeiro, em Copacabana. Além do Fábio Lyra, Odir (quadrinizando o sofisticado Style Council, do mestre Paul Weller), Renato Lima e do sobrecarregado Mitchell, estréiam nesta edição: Allan Rebelo, Danilo, Marco Carillo e Allan Sieber. Este, homenageando no traço Wander Wildner, Paulo César Peréio, Edu K e Rogério Skylab. Ainda rolam entrevistas com os hermanos do Los Piratas e Felipe Motta, da produtora trash Pepa Filmes. A festa ainda terá show da banda de garage jazz Sensorial Estéreo às 17h.
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E a Orquestra Imperial volta a se apresentar todas as segundas no Ballroom (Humaitá - RJ). A estréia será dia 16 próximo com a participação especial do, agora hype, DJ Marlboro. A entrada custará 20 pilas.
Por falar em Marlboro, ele tocou recentemente em Londres e fez uma massa branquela pular de felicidade com sua discotecagem. No repertório, pérolas do cancioneiro miami bass popular como Rap da Felicidade, Descontroladas e a impagável Tcheca, Tcheca Cheia de Sebo. O pancadão dominou geral. Isso ainda vai dar muito o que falar.
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O Eddie também está nessa onda de fazer temporada. A partir do dia 18, eles estarão comemorando 15 anos de estrada e divulgando o milésimo trabalho (se considerarmos as antigas fitas demos...) Original Olinda Style todas as quartas no Teatro Odisséia, nova casa de shows situada na Lapa, Rio de Janeiro. Cada semana terá um convidado especial. Na primeira será o conterrâneo Otto, depois BNegão, Lobão e China. Dez reais com filipeta é bem tranqüilo. ¤
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