 |
Fahrenheit 9/11 - O filme que você deveria assistir
Por Marcelo Del Debbio — Segunda, 9 de agosto de 2004
|
|
Bem-vindo ao Sobrecarga, seu destino para as principais matérias sobre Filmes, Séries, Quadrinhos, Música e muito mais... se você puder agüentar!
Use a barra superior do site para navegar entre os assuntos e confira, no final de cada texto, outras matérias relacionadas ao assunto.
Na barra lateral do site você encontra sempre boas ofertas de produtos relacionados ao universo pop, ajude o site visitando nossos patrocinadores.
Volte sempre!
|
Sei que na semana passada eu havia prometido contar a vocês quem ganhou mais corridas na Corrida Maluca, mas infelizmente assuntos de maior urgência surgiram: eu gostaria que vocês fossem ao cinema assistir ao novo documentário do gordinho Michael Moore, Fahrenheit 11 de Setembro, antes que ele saia de cartaz.
O documentário é baseado no livro Cara, Cadê meu País?, do mesmo autor, lançado no Brasil pela editora W11, e conta um pouco da história mascarada da política do “presidente” George W. Bush, desde sua vitória fraudulenta nas eleições até os atentados de 11 de setembro e como os assessores do presidente utilizaram o terror para restringir a liberdade dos americanos; esclarece vários pontos a respeito das ligações obtusas entre a família Bush e a família Bin Laden e lança uma luz sobre a guerra absurda e sem sentido no Iraque.
Michael Moore é um cineasta polêmico. Talvez um dos mais polêmicos de todos os tempos. Desde Roger and Me, seu primeiro documentário, rodado em 1989, onde Moore tentava conseguir de todas as maneiras possíveis e imaginárias uma entrevista com Roger Smith, CEO da General Motors responsável por um maciço corte de funcionários na cidade natal de Michael, Flint, e as conseqüências negativas do fechamento da fábrica na vida das pessoas comuns. O filme foi um relativo sucesso e abriu as portas para que Michael conseguisse patrocínio para filmar dois programas de TV, TV Nation (1995), que focava principalmente em besteiras e safadezas cometidas por grandes empresas, e The Awful Thruth (1999), continuando sua cruzada dos pequenos contra os grandes.
Nesse interim, Moore escreveu dois livros: Downsize This (ainda sem tradução) e Stupid White Men (publicado no Brasil pela W11), onde criticava a situação de descaso das autoridades americanas com as minorias.
Mas Michael só se tornou verdadeiramente conhecido no mundo quando seu filme, Tiros em Columbine, recebeu o Oscar de melhor documentário e Michael subiu ao palco com o discurso mais inflamado de todos os tempos, onde criticava Bush por “ser um presidente fictício, em uma eleição fictícia, atacando um país soberano por razões fictícias”. Aplaudido de pé pela maioria dos presentes e vaiado com mesma intensidade por outros, enquanto a banda começava a tocar mais alto em uma tentativa de abafar seu discurso, foi sem dúvida a melhor festa do Oscar que eu presenciei em muito tempo.
Depois disso, com a publicação do fantástico livro Cara, Cadê meu País?, Michael passou a criticar ferozmente a postura do presidente e de seus assessores em relação a toda a questão do “terrorismo” após os atentados de 11 de setembro, enquanto preparava este documentário explosivo (que foi lançado às vésperas da eleição presidencial de novembro, na esperança de atrapalhar mais ainda a campanha de reeleição de Bush Jr.).
A equipe de Moore também contratou as empresas que fazem verificação de dados para o Washington Post e para a revista Time para auditorar todas as informações, nomes, valores e dados contidos no filme, para que ninguém pudesse questionar a veracidade destas informações.
Fahrenheit 9/11 é o primeiro documentário na história do cinema a quebrar a barreira dos US$ 100 milhões, sendo também ao mesmo tempo o primeiro filme do gênero a estrear em primeiro lugar nas bilheterias americanas e o documentário mais assistido de todos os tempos. Já venceu a Palma de Ouro em Cannes (feito que apenas o documentário, Monde du Silence, de Jacques Cousteau, conseguiu, em 1956), e foi aplaudido de pé pelos jornalistas durante vinte minutos em sua premiere. Além disso, especula-se que pode vir a ser a primeira vez na história em que um filme pode mudar o resultado de uma eleição presidencial americana.
Este filme já faz parte da história do cinema e assisti-lo é uma obrigação de qualquer cinéfilo que se preze. Na verdade, é uma obrigação de qualquer pessoa que tenha algum interesse na paz mundial. ¤
Para saber mais, visite o site oficial de Michael Moore: www.michaelmoore.com.
Para ver a opinião dos críticos do Moore, acesse www.moorewatch.com.
Prometo que semana que vem voltaremos à nossa programação normal.
|
 |