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Final de semana de bons shows no Rio
Por Paula Machado — Segunda, 9 de agosto de 2004
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Fim de semana agitado. Sexta fui ao show da artista revelação do Prêmio Multishow e candidata a 5 categorias do VMB, Priscilla Leone, ou melhor, Pitty (Deckdisc). Sábado foi a vez de assistir à bela apresentação da cantora de black music e vencedora de Grammy, Natalie McIntyre, ou melhor Macy Gray (Sony Music).
Vamos seguir em ordem cronológica para não perder o fio da meada. Na sexta matei duas vontades de uma vez só: conhecer o Circo Voador e assistir a uma apresentação ao vivo de Pitty. Nenhum dos dois me decepcionou. Juntos, público e atração principal, mostraram uma performance nota dez na terceira semana de reabertura do Circo.
Pitty mostrou uma presença de palco digna de artistas veteranos. A baiana novata no rock nacional estava em perfeita sintonia com o público carioca, que cantou quase todas as suas canções. Ela também contou com a participação do ex-Planet Hemp, BNegão; a harmonia da dupla foi comprovada na faixa Private Idaho, do B-52’s. Outro ponto alto da noite foi a apresentação de Equalize, atual tema de novela; quando a cantora provou que leva de hard rock a baladas com a mesma intensidade.
Qualquer suspeita de tranqüilidade no sábado foi deixada de lado pelo show de Macy Gray. A cantora já subiu ao palco do Ribalta avisando que quem ficasse sentado seria retirado de seu show. Essa foi apenas uma das várias brincadeira de Macy, que, ao notar que a primeira fila da platéia ficava sentada em mesas, enquanto o resto do público estava de pé, na parte de trás da casa de espetáculo, disse que queria ver “bundas mexendo e não sentadas em cadeiras”. Nem assim o pessoal do camarote se sentiu intimidado, a maioria preferiu reservar suas poupanças depois de desembolsar R$ 250,00 pelo ingresso.
Os dons vocais da cantora eu já conhecia, mas a banda de Macy Gray surpreendeu em talento e técnica. A cantora estava acompanhada de pianista (também backing vocal), tecladista, baterista, percussionista (também backing vocal), baixista, guitarrista, duas backing vocals e um Dj - que também batucava e fazia umas distorções de voz. Juntos, eles emendavam uma canção na outra, deixando difícil para o público conseguir um momento de silêncio para aplaudir cada apresentação canções.
Além da harmonia musical, a banda de Macy também ajudou a entreter o público fazendo coreografias nas músicas Oblivion, Hey young world e Relating to a Psychopath. Essa expansividade vai ser bem aproveitada, já que a cantora confessou ao Jô Soares, no programa da última terça-feira, que tem um roteiro teatral pronto para transformar seu show num musical.
Mesmo falando em inglês, Macy conseguiu interagir com o público e levantar a platéia, principalmente nas canções mais conhecidas (que não eram poucas), como When I see you, Sweet Baby e I try. Em uma das músicas novas, She ain't right for you, Macy pediu para platéia repetir cada frase do refrão junto com ela, fazendo algumas pequenas mudanças na rima como “She ain’t right for you, so fu#% her and fu#% you too”. Para não dizer que ninguém tentou falar português, ao fim das duas horas de show, a percussionista se despediu dando uma palhinha da música Mas que nada, de Jorge Ben.
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