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Nós vimos III: Eu, Robô
Por Paula Machado — Quarta, 4 de agosto de 2004
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Não é apenas mais um filme de ação futurista
O roteiro até que é bom, algumas cenas são primorosas, porém são entremeadas de seqüências clichês de ação e ficção científica. Baseado nos contos de Isaac Asimov, esse é Eu, Robô ( I, Robot), o novo blockbuster americano.
A história já é conhecida, a revolta dos robôs que, cansados de obedecer seus inventores, passam a pensar por si só; como já vimos em Ghost In The Shell, Inteligência Artificial, Matrix ou Resident Evil. Não é apenas a teoria científica que esses filmes têm em comum, há muitas referências nas seqüências de ação, principalmente à Matrix, que podemos encontrar em Eu, Robô.
A novidade é a ambientação que não exagera no futurismo; afinal, o ano é 2035, a diferença é de apenas 30 anos. Não há muitas invenções mirabolantes, as novidades ficam a cargo dos automóveis, edifícios e principalmente dos robôs. Os andróides foram humanizados sem perder seu perfil de máquina; os produtores optaram por dar feições humanas a corpos de “lata”. O resultado foi uma composição tão natural que a partir de certo ponto do filme, Sony, o robô de sentimentos humanos, parece mais um dos atores em cena.
Para conseguir esse resultado, os investimentos em efeitos especiais não foram poupados. O estúdio neozelandês Weta, vencedor do Oscar pelo trabalho em O Senhor dos Anéis, foi encarregado de uma das cenas mais brilhantes do filme, o choque entre um exército de andróides com humanos nas ruas de uma Chicago futurista.
Bem, tem também o Will Smith no seu papel de salvar o mundo, é claro. Smith parece ter gostado da forma física que conseguiu no filme Ali e exibe seus músculos logo no início do filme, para delírio das fãs. Dessa vez, ele teve que dividir o carisma dos espectadores com o coadjuvante quase cibernético Alan Tudyk, ator que inspirou os movimentos de Sony.
Conhecendo a magnitude dessa produção, que utilizou os melhores recursos tecnológicos em seus efeitos especiais, podemos imaginar as cifras que o filme deve ter demandado. O que nem sempre sabemos é de onde vem tanto o dinheiro. Eu, Robô mata nossa criatividade e faz questão de contar, repetir e frisar os nomes de todos os seus investidores. Não se deixe irritar por esses pormenores, concentre-se na história, nas cenas em que Sony está presente e bom divertimento. ¤
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