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Me Dê Sua Força Pegasssooo!!!
Por Raphael Di Cunto — Terça, 3 de agosto de 2004
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A frase título ficou bem conhecida como grito de guerra de Seiya, personagem principal do famoso desenho Cavaleiros do Zodíaco, ou Saint Seiya, em japonês (“Santo Seiya”). Mundialmente conhecido, este desenho conquistou milhares (se não forem milhões) de fãs pelo mundo todo, sendo que muitos deles estão no Brasil.
A história deste desenho em nosso país é antiga, e se mistura com a própria vinda de animes para cá. Ele foi um dos primeiros grandes sucessos da extinta TV Manchete, estreando em 1994, e tendo seus 114 episódios exibidos sem cortes, com diversas reprises durante os três anos que passou na programação, até setembro de 1997, quando foi retirado do ar para a entrada de novos desenhos.
O sucesso foi enorme para um desenho, e o que levou a emissora (e tantas outras) a trazer mais animes para o Brasil. Outros desenhos de sucesso vieram ao ar pela Manchete, como Yu Yu Hakusho (leia mais aqui), Super Campeões (este não fez tanto sucesso, nem mesmo sendo exibido até o fim, mas você pode ler mais sobre ele aqui), entre outros.
Recentemente (estreou em setembro de 2003) o Cartoon Network se interessou pelo desenho, e começou a exibi-lo no bloco Toonami. Os antigos fã, ansiosos pela volta de seus heróis favoritos, tornaram este um dos desenhos mais assistidos do Cartoon (o que fez com que ele se interessasse por outros que a Manchete exibia, como o já citado ).
A fama chamou a atenção das emissoras de tv aberta, colocando a Rede Globo e a Bandeirantes na briga por ele. Desde julho de 2004 o desenho vem sendo exibido pela Band, em um horário parecido com o que era televisionado na Manchete (17:30h), sendo novamente um sucesso, média de 7,4 pontos no Ibope, com picos de 8,5 (isso em sua segunda semana de exibição, no futuro programa da Kelly Key).
Apesar do bom resultado, os fãs reclamam (com justiça) dos cortes que estão sendo feitos nos episódios para adequá-los ao horário: cenas importantes, e grande parte das cenas de luta são cortadas graças a violência; isso ocorre freqüentemente (para se ter uma idéia, são exibidos 2 episódios em 40 minutos, com comerciais longos) e acaba por deixar certas cenas no “ar”, sem o completo entendimento da mesma.
Os bonecos dos cavaleiros também ficaram bem famosos, além de outros produtos que levaram o nome da série, como os jogos Saint Seiya Typing Game e Saint Seiya Perfect Edition (ambos RPGs medianos), que tiveram alguma repercussão, mesmo que pequena, graças a não-tradução deles para outras línguas além do japonês. Como uma verdadeira franquia, seus produtos vendem muito.
Como praticamente todo anime, Cavaleiros do Zodíaco começou como um mangá, na revista semanal Shonen Jump, responsável pela publicação de muitas outras séries de sucesso. O mangá (separado da revista, em edições especiais onde apenas a história dos cavaleiros é narrada) teve 28 volumes no Japão, com 10 atos cada (cada ato equivale mais ou menos a um episódio). Esse mangá foi trazido ao Brasil pela Editora Conrad, já tendo sido finalizado com um total de 48 volumes.
No mangá temos a Saga do Santuário (com a Guerra Galática, os Cavaleiros de Prata, e a Batalha nas Doze Casas), a Saga de Poseidon (a Saga de Asgard só acontece no anime) e a Saga de Hades (completa, diferente da versão do anime, que é interrompida quando Seiya vai ao inferno salvar Atena). Algumas diferenças ocorrem entre as duas mídias, como a volta da visão de Shiryu no anime, que acontece depois da batalha contra Máscara da Morte de Câncer (será que isso é um nome?). No mangá ele não recupera a visão, ficando cego para sempre.
Outra série sobre os cavaleiros que vem fazendo sucesso e conquistando fãs é Cavaleiros do Zodíaco- Episódio G (de Gold, do inglês “ouro”), mangá publicado pela Conrad mensalmente, por R$12,90. Ele tem como proposta mostrar os cavaleiros de ouro antes da batalha das doze casas, tendo como personagem principal Aioria de Leão, acompanhando seu desenvolvimento como cavaleiro e mostrando a pressão enfrentada por ele por seu irmão ser um traidor (como se acreditava na época).
A única ressalva que os fãs têm é sobre o traço dos personagens (e talvez pelo preço, justificado pelas páginas coloridas em papel couchê). A arte é de Megumu Okada, bem diferente do que era antes, com o traço de Masami Kurumada, criador da série e que se ocupa com os roteiros desta nova revista. Okada tem um traço rico em detalhes, mas seus personagens são os que sofrem as maiores mudanças, alguns com aparência bem diferente.
Vale ressaltar que o Brasil é o terceiro país a publicar Episódio G, depois somente do Japão e da Argentina (em alguma coisa eles tinham que vencer). Outro lançamento da Conrad aguardado pelos fãs brasileiros é Saint Seiya Daizen, a enciclopédia oficial da série, com toda informação que um fã precisa. Sem data nem preço confirmados.
Confira semana que vem a continuação falando sobre a Saga de Hades (inédita no Brasil) e as outras mini-sagas lançadas em fita de vídeo (ou dvd no Japão). ¤
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