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Astro de Hellboy no Brasil
Por Humberto Yashima — Quarta, 28 de julho de 2004
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Ron Perlman, o protagonista de Hellboy ( Hellboy, 2004) está no Brasil promovendo o filme da Columbia Pictures.
Durante entrevista coletiva realizada ontem, no Hotel Hyatt São Paulo, Perlman deu um show de simpatia, respondendo a várias perguntas relacionadas à produção e à sua carreira. Disse que, ao escolher seus papéis, considera a humanidade do personagem fundamental para que o aceite. Busca personagens interessantes, imprevisíveis, não uma “caricatura” feita especialmente para atrair o grande público.
Sobre HQs, comentou que não é um leitor habitual e que o entusiasmo de seu grande amigo Guillermo del Toro pelos quadrinhos é suficiente para ele e também para todo o resto do mundo. Leu poucas coisas, como A Liga Extraordinária, de Alan Moore.
Quando questionado sobre o trabalho de maquiagem em Hellboy, respondeu que em um dia normal, ela levava 4 horas para ser completada e 6 horas quando precisava aparecer sem camisa. Comentou que a equipe de Rick Baker realizou um ótimo trabalho e a pesada maquiagem não o incomodava.
Sua opinião sobre heróis é de que cada geração tem os seus heróis, que servem de inspiração para as pessoas. Quanto a ter se tornado o astro principal de um filme, ao contrário de seus habituais papéis coadjuvantes, disse que adora atuar e trabalhar com pessoas apaixonadas por fazer filmes, como é o caso de del Toro. Enfatizou que adorou ser o astro de Hellboy e que gostaria de continuar interpretando o personagem enquanto tiver condições físicas (está com 54 anos). Não buscou inspiração em nenhuma outra adaptação de HQs, porque Guillermo providenciou um roteiro que lhe deu todas as condições de interpretar o personagem sem qualquer problema.
Chegou a brincar com a possibilidade de não estar na continuação do filme, dizendo que Bruce Willis tem um novo agente, que perguntou qual papel ele gostaria de fazer em seguida, e Bruce teria respondido que queria fazer aquele cara vermelho e com rabo que está nos cinemas. Em Hellboy 2, o brincalhão Perlman declarou que seria a mocinha do filme...
Evitou comentar sobre o presidente Bush (e se levantou em pose patriótica, fazendo mais uma brincadeira), dizendo que tem suas opiniões sobre o assunto, mas deixa isso para os políticos.
A impressão que Ron Perlman deixa (além de ter “nascido para o papel”) é a de ser um profissional sério, que ama sua profissão e se esforça para sempre surpreender o público. ¤
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