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Nós vimos II: Hellboy
Por Humberto Yashima — Terça, 27 de julho de 2004
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O detetive do paranormal
Mike Mignola é conhecido pelo seu traço estilizado e sombrio, visto em obras como Gotham City 1889, Odisséia Cósmica, Clive Barker Hellraiser e Ironwolf-As Chamas da Revolução, só para citar algumas das mais conhecidas. Em 1994, o artista criou aquele que se tornaria o seu mais famoso personagem: Hellboy. Publicado nos Estados Unidos pela editora Dark Horse, a HQ esperava a oportunidade de ser adaptada para o cinema. Dez anos após seu “nascimento”, esse aguardado momento chegou.
Hellboy (Hellboy, 2004) tem direção e roteiro de Guillermo del Toro. O argumento é de del Toro e Peter Briggs, tendo como base as HQs Sementes da Destruição (Seeds of Destruction) e O Despertar do Demônio (Wake the Devil), ambas publicadas no Brasil pela Mythos Editora.
Mignola deu liberdade total ao diretor, para que desse a sua própria visão do personagem. E del Toro realizou um excelente trabalho de adaptação, como foi declarado pelo artista: “Hellboy é um casamento interessante de Mike Mignola e Guillermo del Toro. Tem muita coisa minha nele e muitas outras que são diferentes. Mas ele é fiel ao espírito das minhas HQs.”
A história começa mostrando como o “maior detetive paranormal do mundo” chegou à Terra, há 60 anos, em plena Segunda Guerra Mundial. Na visão do diretor, esse evento tornou-se muito mais complexo e elaborado visualmente, com algumas alterações na trama original. O professor Trevor “Broom” Bruttenholm (Kevin Trainor no passado e John Hurt nos dias de hoje), especialista em ocultismo, acaba adotando e criando o pequeno demônio como se fosse seu próprio filho.
Os mocinhos...
Após essa breve “origem”, chegamos aos dias atuais, quando Hellboy (Ron Perlman) é um agente do Bureau de Pesquisa e Defesa Paranormal, uma organização secreta criada com a finalidade de combater quaisquer ameaças sobrenaturais. Elizabeth “Liz” Sherman (Selma Blair) era uma de suas companheiras de trabalho, que se afastou para tentar controlar seus poderes incomuns. Liz é uma pirocinética, ou seja, uma pessoa que tem a capacidade de gerar fogo com o pensamento. Hellboy é apaixonado pela jovem, mas não consegue expressar seus sentimentos por ela. Abraham “Abe” Sapien (Doug Jones) é um ser híbrido, um amálgama de homem e peixe, que também tem poderes psíquicos; outra inestimável ajuda para o “garoto do inferno”. Junta-se à equipe o novato John Myers (Rupert Evans), que convence Liz a voltar ao Bureau e também se sente atraído por ela, o que acaba deixando o demônio vermelho com ciúmes. O chefe da agência é Tom Manning (Jeffrey Tambor), que não confia muito em Hellboy, mas sabe que precisa dele.
...os vilões
Os vilões que essa equipe terá que enfrentar são os mesmos que acabaram trazendo Hellboy para o nosso mundo: Grigori Rasputin (Karel Roden) e seus assistentes Ilsa Haupstein (Bridget Hodson) e Karl Ruprect Kroenen (Ladislav Beran), que planejam liberar o inferno sobre a Terra.
Tendo um herói grande, vermelho, com chifres cortados e que adora chocolate e gatos, Hellboy tem ação, excelentes efeitos visuais e até um pouco de romance (nada muito meloso, não se assustem). É uma divertida adaptação, com visual muito fiel às HQs, realmente digna da obra que a originou. ¤
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