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Quem não tem Buffy caça com Angel
Por Alexandre Maron — Segunda, 13 de outubro de 2003
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A série de Buffy acabou duas semanas atrás aqui no Brasil e em maio nos Estados Unidos e não vai voltar.
Mas o "Jossverso", como os fãs apelidaram o mundo em que vivem os personagens criados pelo criados de Buffy, Joss Whedon, ainda tem pelo menos mais uma temporada para se expandir por meio de "Angel", cuja quinta temporada acabou de estrear na TV americana e chega ao Brasil em março do ano que vem.
É lá que você vai matar as saudades de Spike (James Marsters), que não morreu e se tornou integrante do elenco, e os produtores prometem que, se Sarah Michelle Gellar topar, Buffy deve surgir em dois episódios que serão exibidos em fevereiro de 2004. Alyson Hannigan, a Willow, é noiva de Alexys Denisof, o ator que interpreta Wesley, e também deve fazer alguma aparição na série.
Mas isso tudo só para falar do primeiro episódio de "Angel", escrito e dirigido por Whedon. Apesar disso, ou por isso mesmo, sei lá, é meio chatinho. É quase como a tentativa de fazer um novo piloto que reintroduz os personagens. Mas acaba sendo enfadonho, porque não, assim dizendo, reintroduuuuuuz, sabe? É que os roteiristas de "Buffy" e "Angel" estão tão imersos na mitologia da série que não sabem mais ser didáticos com os pobres mortais que vêem a série só de vez em quando.
Mas vamos à história. Angel e sua trupe agora são os maiorais do escritório da Wolfram & Hart de Los Angeles, com todos os recursos ao seu serviço. Mas isso não é tão simples. Está claro que a empresa quer corrompê-los e trazê-los pro lado negro da força. As metáforas vão se avolumando. Entre elas, Angel conversa com uma funcionária chamada Eve que lhe dá uma maçã. O vampiro morde o fruto sem pestanejar.
Logo de cara, eles são obrigados a livrar a cara de um criminoso safado que diz que, se a W&H não livrá-lo da prisão, ele vai matar todos os seres vivos da Califórnia. Começa então uma corrida para descobrir como ele pretende fazer isso e evitar a tragédia.
E, pior do que saber que estão sendo corrompidos, os heróis descobrem que há facções na W&H que não gostam nada de tê-los como chefes. E o Spike? Fique calmo. Ele faz uma aparição
triunfal no fim do episódio e promete ser a pedra no sapato de Angel.
**** Atenção, se você não quer saber segredos da série, pare de ler agora ****
O problema é que Spike volta como uma espécie de fantasma, sem poder tocar os seres humanos, ligado ao tal amuleto que o tornou capaz de salvar o mundo. Como era de se esperar, ele e Angel imediatamente trocam farpas e discutem por causa de Buffy, que Angel diz estar bem, vagando por algum lugar da Europa.
O que se seguirá nos próximos episódios é uma busca de Fred, Wesley, Angel e cia. pela, errrrr..., recorporificação de Spike. E como ele já mostra ter uma quedinha por Fred, é de se
esperar farpas no futuro.
Em essência, fora o início lento e cheio de esposição um tanto enfadonha, a série parece pegar velocidade de cruzeiro e mostrar que seus escritores não vão perder nenhuma chance de explorar todas as ramificações da chegada de um outro vampiro com alma no grupo. Spike e Angel foram parceiros no passado e fizeram dezenas de atrocidades. Eles têm um passado negro juntos e juntos, mais do que antes, precisam compensar o mal que fizeram.
Lembrando que, enquanto Angel recebeu sua alma sem que isso fosse uma opção, Spike, mesmo sendo ainda um monstro assassino, se apaixonou por Buffy e ganhou sua alma de volta após passar por uma série de provas. Ele fez por merecer ao passar por todo um processo de redenção.
Cada nuance da jornada desses dois personagens será motivo para situações interessantíssimas. E o canal Warner americano parece animado com essa possibilidade. Nem bem exibiu o segundo episódio por lá, confirmou que quer a produção de uma temporada completa, com 22 episódios.
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