|
William Hung: verdadeiro ídolo americano
Por Elder Peterfields — Terça, 29 de junho de 2004
|
|
Bem-vindo ao Sobrecarga, seu destino para as principais matérias sobre Filmes, Séries, Quadrinhos, Música e muito mais... se você puder agüentar!
Use a barra superior do site para navegar entre os assuntos e confira, no final de cada texto, outras matérias relacionadas ao assunto.
Na barra lateral do site você encontra sempre boas ofertas de produtos relacionados ao universo pop, ajude o site visitando nossos patrocinadores.
Volte sempre!
|
A saga da decadência radiofônica finalmente ganha seu merecido lugar na web! Elder Peterfields trará para você, toda semana, o melhor e o pior da música nacional e internacional; e, de quebra, você ainda fica por dentro das notícias mais estranhas do mundo livre. Dicas culturais, sites inusitados, resenhas musicais e muito mais. Venha para o mundo de SEQÜELA - e aumente o volume do seu mal-estar!
¤ ¤ ¤
O nome mais promissor da música pop norte-americana é feio, desajeitado, dança esquisito e canta mal. Enfim, um cara normal, como todos nós, que ousou sonhar com o estrelato e o glamour da vida dos popstars - e conseguiu.
William Hung conseguiu seus 15 minutos de fama na TV americana quando participou em janeiro no programa American Idol, uma espécie de show de calouros da TV gringa que tem o mesmo apelo do reality show Fama, da Rede Globo: lançar novos talentos da música diretamente das telas da TV para a indústria fonográfica.
Capitaneado por Paula Abdul - sim, ela mesma -, o programa é famoso por avacalhar em rede nacional as pobres almas que se aventuram no palco em busca do sonho dourado do estrelato.
O caso de William Hung foi especial. O estudante de engenharia civil, descendente de chineses, conseguiu participar do programa mesmo sem apresentar nenhum atributo essencial aos popstars dos dias atuais. Como ele mesmo explicou ao vivo, nunca teve nenhuma orientação profissional para o canto ou a performance de palco - e isso fica evidente quando se ouve sua voz desafinada e sua dança descompassada e completamente instintiva. Ainda assim, sua performance ao vivo, uma demonstração de ingenuidade e de verdadeira autoconfiança que nos conquista pela estranheza, cravou nos corações americanos uma mistura de pena e admiração que multiplicou seus 15 minutos de fama em alguns meses já presentes na mídia.
É lógico que William Hung não foi selecionado nas finais do American Idol, mas o povo americano teve por ele uma empatia de tamanhas proporções que o transformou em um verdadeiro popstar da noite para o dia. Seguindo suas aspirações de levar profissionalmente a música, o "Ricky Martin de Hong Kong", como foi carinhosamente apelidado, conseguiu gravar seu disco e está nas paradas de sucesso. No seu site oficial, chovem propostas de casamento. Vários DJs fazem mixagens com forte apelo dançante para suas interpretações de famosos clássicos, como She Bangs e Shake BonBon, de Ricky Martin, Rocket Man, de Elton John, e muitas outras, que podem ser apreciadas no seu CD de estréia, Inspiration. Vale a pena conferir.
O sucesso de William Hung comprova que ainda há espaço para demonstrações de originalidade no show business. Num mundo onde os desejos são criados artificialmente, ele foi além e nos demonstrou que, quando existe sinceridade nas ações e pureza no coração, nossas vontades mais impossíveis podem se tornar realidade; basta acreditar em si, e ser quem você é.
Mais informações em www.williamhung.net.
|