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Nós Vimos: Matadores de Velhinha
Por Rian Córdova — Sexta, 25 de junho de 2004
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O diretor de duas cabeças volta a atacar nas telas de cinema. Os Irmãos Coen retornam ao circuito com Matadores de Velhinha. Desta vez, eles tem um novo trunfo para fazer esse trabalho sujo: o queridão de Hollywood Tom Hanks.
O filme é um remake de 1955. Nele, o professor G.H. Dorr, saído de algum cafundó no Sul dos EUA (Tom Hanks) recruta um bando de bandidinhos excêntricos para roubar um cassino. Para executar o "brilhante" plano, eles alugam um quarto na casa de uma velhinha faladeira e a convencem de emprestar o porão para ensaios de sua banda fictícia. Para quê? Escavar um
túnel subterrâneo até o Cassino, - algo semelhante à trama de desenhos do Pernalonga.
A pobre Sra. Munson (Irma P. Hall) começa a levantar suspeitas, após dezenas de explosões e escorregões dos rapazes, que algo muito estranho está prejudicando a paz sepulcral de sua casa. Ela é responsável por cenas hilárias do filme. Na verdade, a personagem é a típica velhinha religiosa maníaca.
Os irmãos Coen são craques em trabalhar com arquétipos e criticá-los por tabela. O bando do professor G.H. Dorr reúne: um oriental com bigode nazista, um especialista em bombas com crises de diarréia, um jogador de futebol americano imbecilizado e um Gangsta Rapper mal-educado.
Esta é a primeira vez que os Irmãos Coen dividem crédito na direção e produção de seus filmes. Normalmente, eles distribuem as tarefas. Joel é creditado como diretor, enquanto Ethan assume os estresses da produção. No final, acaba dando tudo na mesma.
Os fãs da dupla podem esperar por marcas registradas da dupla: fotografia interessante, seqüência musical como elemento principal em determinada cena, piadas despretensiosas e a típica trama envolvendo um crime que melou por algum motivo. De qualquer forma, a atuação de Tom Hanks como o professor cafajeste já vale o programa.
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