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Boas dicas vindas do MADA
Por Mônica Loureiro — Quinta, 17 de junho de 2004
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O MADA - Música alimento da alma continua sendo o assunto de nossa coluna.
Vamos falar agora de algumas bandas mais legais que tocaram no Festival de Natal mês passado. E também dos selos independentes que fizeram questão de apresentar seus lançamentos à imprensa e ao público nos estandes da feira
mix que funcionou durante todo o evento.
O Agregados Família do Rap já é bem conhecido pelo público potiguar. Quatro rappers e dois dançarinos mandam muito bem nas letras de cunho social e próximas à realidade da periferia da capital do Rio Grande do Norte. Mas não pense que se trata de um som regional. A realidade das músicas pode ser reconhecida em qualquer parte do Brasil.
Formado em 1999, o Agregados hoje é respeitado não só musicalmente como também por seu trabalho social junto às comunidades carentes. "Fomos os pioneiros ao lançar um CD independente de rap aqui", destaca Alexandre, um dos vocalistas.
Agora, pensam em lançar mais um trabalho. "Pretendemos fazer 1000 cópias primeiro e depois fazer um contrato para a distribuição", diz Alexandre. Segundo ele, já houve propostas para que o grupo se fixasse em São Paulo e Recife, mas ambas foram recusadas. "Queremos que nosso clipe ("Orgulho") apareça bastante e uma maior consagração por aqui para só depois pensarmos em viajar para o Sudeste", afirma Alexandre. Contatos com o Agregados pelo: agregadosfdr@hotmail.
Se o Agregados prefere ficar em sua terra, outro grupo está de malas prontas para morar no Rio. É o Folcore, que tocou e agradou no Mada de 2003 e agora decidiu tentar a sorte grande na Cidade Maravilhosa.
Como já se pode perceber pelo nome, o quinteto leva a sério a mistura de hardcore e música regional. O legal é que eles já chegam com três CDs prontos na mão. O homônimo, com 19 faixas, traz 14 de autoria de Franklin Roosevelt, um dos vocalistas da banda. E ainda tem, de quebra, dois singles: Folcore toca Chico Antônio, em homenagem ao centenário do embolador, com cinco faixas, e Embolando, com oito faixas de coco e embolada.
Segundo seu site (www.folcore.com), eles também chegam com um DVD debaixo do braço, resultado de um show ao lado do grupo Jane Fonda na Casa da Ribeira, o de despedida de Natal. Boa sorte para Franklin, Wilder, Riva, David e Victor!
Voltando aos show do Mada, outra banda legal foi o Lado 2 Estéreo. Para que pensa que Piauí limita-se a pobreza, essa dupla mostra um poderio incrível com sua música, despertando interesse para se descobrir as coisas boas que nosso país esconde devido à imposição desgraçada que ainda há dos valores do "Sul maravilha".
Pois bem, Josh S. e Julliano Lima bebem de samba-rock a Kraftwerk e tudo mais como funk e dub para surpreender com a originalidade do som. "Para nós, o acesso a outros locais é realmente difícil estando no Piauí. E tem outro problema, em Teresina há uma cena metal muito forte, já para um som alternativo, é mais complicado", diz Josh, que já foi integrante da banda heavy metal Monasterium.
A dupla está com show marcado para o dia 30 de junho no Sesc Pompéia, em São Paulo, onde apresenta o repertório do CD independente Sambaque torto e outros ritmos. O trabalho tem 11 faixas, todas de autoria de Josh. Por enquanto, a galera pode ouvir tudo no site www.lado2estereo.com.br. Todas as músicas estão disponíveis para baixar.
O The Automatics foi a boa surpresa do último dia do festival. Com repertório em inglês, o trio Henrique Pinto, Alexandre Alves e Augusto Cesar incendiaram com o som a la Jesus and Mary Chain. "Nossa opção é pela sonoridade, colocamos a voz como um quarto elemento, mais atmosférico", explica o vocalista e guitarrista Alexandre. O mais impressionante é que o show apresentado foi apenas um terço do trabalho atual do grupo. Eles gravaram um CD triplo (!) chamado More senseless, com um disco elétrico, um eletrônico e outro acústico. "Não tínhamos como tocar, então ficamos fazendo música! São 33 faixas, quatro em português", conta Alexandre. O CD é independente e sai pelo selo Solaris Discos, um dos mais antigos de Natal. Contatos pelo: solarisdiscos@hotmail.com.
Falando em selo independente, o que marcou presença firme, mostrando que cresce a cada dia, foi o Do Sol Records. Três bandas lançaram CDs no MADA: Uskaravelho, Peixe Coco e Allface. No pacote, ainda podia se encontrar os novos do Officina e do Experiência Ápyus. O selo ainda tem os grupos Base Livre, A Máquina e General Junkie.
Anderson Foca (foto) é homem de mil atividades frente ao selo. Produtor, técnico de gravação, compositor e vocalista das bandas Allface e Officina, ele é um dos grandes incentivadores da cena pop rock local. Vale a pena ouvir "Agora e sempre", terceiro do Officina, que também tem Ana Morena nos vocais, e "Allface", segundo da banda potiguar. O Officina é puro rock de primeira, que só não empolga muito nos - poucos - momentos reggae. O Allface carrega um hardcore com variações melódicas muito bem equilibradas. Confira os sites (infelizmente, alguns estão um tanto desatualizados): www.dosol.com.br; www.alfface.digi.com.br; www.officina.digi.com.br; www.uskaravelho. blogger.com.br; www.peixecoco.digi.com.br; www.apyus.com. Contatos pelo risuenho@digi.com.br.
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