|
Nós lemos: Hellboy - A Mão Direita da Perdição
Por Marcelo Tavela — Segunda, 14 de junho de 2004
|
|
Bem-vindo ao Sobrecarga, seu destino para as principais matérias sobre Filmes, Séries, Quadrinhos, Música e muito mais... se você puder agüentar!
Use a barra superior do site para navegar entre os assuntos e confira, no final de cada texto, outras matérias relacionadas ao assunto.
Na barra lateral do site você encontra sempre boas ofertas de produtos relacionados ao universo pop, ajude o site visitando nossos patrocinadores.
Volte sempre!
|
Faltando um mês e meio para a estréia do filme, é louvável que a Mythos lance a antologia Hellboy – A Mão Direita da Perdição. O que não é nem um pouco louvável é pedir vinte paus (R$ 19,90) pelas 148 páginas da revista, ainda mais com o papel Pisa Brite. Contam a favor o ótimo acabamento, com minipôsteres, separação cronológica, esboços e comentários de Mike Mignola sobre cada história (aviso aos navegantes: eles funcionam melhor quando lidos depois de cada conto).
A proposta da coletânia é, para quem chegou agora, apresentar o personagem. Este papel é bem cumprido pelo próprio Hellboy, que conta de forma direta e precisa como foi que ele apareceu na Terra na história-título. A ordem das tramas na antologia também ajuda, identificando a personalidade sarcástica do demônio a medida que os anos passam.
Para os velhos conhecidos, algumas questões são respondidas, como o porquê daquela mão de pedra (OK, vocês já tinham percebido pelo título) e qual é o papel de Hellboy no jogo cósmico entre o céu e o inferno (OK, eu tentei fazer referência a outro personagem do andar de baixo). Mignola continua mostrando seu grande conhecimento sobre mitologias, usando elementos de lendas norueguesas, romenas, inglesas, japonesas e católicas apostólicas romanas. Ele também reafirma a admiração/influência de H. P. Lovecraft nos roteiros.
Sobre os traços – se é necessário falar sobre os desenhos de Mignola – inspiração no expressionismo alemão, uso fenomenal de luz e sombra e os traços geométrico bem identificáveis de sempre. O fato do cara ser elogiado por Will Eisner, Frank Miller, Dave Gibbons, Rick Geary e Sergio Aragonés na contracapa também colabora.
No saldo final, vale bastante a pena ler os contos irônicos e inteligentes do Hellboy, personagem de publicações muito espaçadas no Brasil. Você até esquece que pagou vinte paus.
Em tempo: o filme de Guillermo del Toro é baseado no arco Sementes da Destruição, lançado pela Mythos em 1998. Uma republicação cairia muito bem. ¤
|