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Maria, Mãe do Filho de Deus
Por Equipe Sobrecarga — Quinta, 9 de outubro de 2003
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O filme começa nos dias de hoje, num povoado pobre do interior do Brasil.
Numa casinha muito simples, Maria Auxiliadora (Giovanna Antonelli), 24 anos, carregando uma expressão angustiada, está saindo apressada com sua filha Joana, 7 anos. Na saída de casa elas encontram Marcos (Luigi Baricelli), um jovem com um cesto cheio de balas de açúcar. Joana implora por uma balinha e como a mãe não tem dinheiro, ela puxa a filha e insiste para que prossigam o caminho.
Marcos se comove com o desejo da criança. Vai atrás dela e lhe dá de presente o confeito. A menina Joana registra a generosidade de Marcos. As duas seguem.
Chegando na pequena igreja do povoado, Maria Auxiliadora que não tem com quem deixar Joana, pede ao padre (padre Marcelo) para tomar conta da sua filha. Sem que a menina ouça, sua mãe diz ao padre que precisa ir ao posto médico buscar o resultado do exame de Joana. Pelo tom da conversa ficamos sabendo que a menina está com suspeita de uma enfermidade muito grave e, se a doença for confirmada, Maria Auxiliadora não terá como conter seu desespero diante de Joana, o que aumentaria o sofrimento de mãe e filha.
Mas Joana não quer ficar na igreja, não quer se separar da mãe. O padre tenta convencê-la prometendo contar-lhe uma bela história.
E diz a Maria Auxiliadora que irá rezar para que Deus vele por Joana. A mãe da menina se despede emocionada. Joana ainda insiste em ir com ela. Mas o padre a convence a ficar contando-lhe a história de uma mãe que devotou-se ao seu filho. A partir desse momento o padre começa a contar para Joana a história de Maria e sua vida com Jesus.
Com uma forma original de abordar a história mais conhecida da humanidade, o padre narra o ponto de vista de Maria, essa extraordinária mulher escolhida e abençoada por Deus.
A menina fica fascinada com o que ouve. Como a narrativa é cheia de ações emocionantes e o padre desce aos detalhes, Joana passa a imaginar a história nos locais do povoado onde mora. São as únicas referências visuais que ela possui. De imediato, quando o padre fala de Maria, mãe de Jesus, Joana imagina esse personagem na figura de sua própria mãe, Maria Auxiliadora.
Quando ele conta sobre o arcanjo Gabriel, Joana imagina o próprio padre ( padre Marcelo ) como o portador da boa nova. E Jesus, como o homem generoso que lhe ofereceu as balinhas de açúcar.
O padre e Joana vão caminhando pelo povoado para que ele possa cumprir seus afazeres e, durante a caminhada, a história vai sendo contada. O que vemos da história sagrada de Maria e seu filho é a maneira como a menina Joana pode imaginá-la.
Direção de Moacyr Góes. Com Padre Marcelo Rossi, Giovanna Antonelli, Luigi Baricelli e José Wilker. Distribuído por columbia Pictures.
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